Empresa que administra UPA responsabiliza Prefeitura de Nova Friburgo pela precariedade do prédio

Após trazer na segunda (29), o caso da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Conselheiro Paulino, localizada em Nova Friburgo, que apresenta diversos problemas estruturais, que colocam em risco o atendimento no local. A empresa Viva Rio, que administra a unidade em conjunto com o Poder Executivo do município, encaminhou uma nota ao Correio esclarecendo o porquê da Upa está no estado atual, após a prefeitura mencionar que a O.S era responsável pela manutenção do espaço e pela situação atual do mesmo.

(…) Em relação à matéria publicada no dia 29 de janeiro pelo Correio da Manhã (Correio Serrano), o Viva Rio esclarece que assumiu a gestão da UPA Conselheiro Paulino, em Nova Friburgo, em 2019, após a unidade ter sido impactada por graves inundações decorrentes das fortes tempestades que assolaram a região serrana. Os vícios estruturais que hoje prejudicam a qualidade da assistência remontam, por consequência, à data inicial do contrato, cujas desconformidades foram reiteradamente alertadas pelo Viva Rio por meio de diversos ofícios encaminhados ao município.

A instituição ressaltou ainda que o contrato celebrado entre a empresa e o Executivo não prevê qualquer fonte de custeio para investimentos e reformas, e as tentativas de realização de qualquer trabalho de manutenção foram objeto de glosas por parte do próprio município, que tem ciência da gravidade dessas circunstâncias desde o início do contrato.

E concluiu a fala declarando que o Viva Rio, em nome de sua reputação e da fiel execução escopo primário do contrato, que é a satisfação dos usuários, informa que tão logo sejam saneados os impedimentos contratuais e orçamentários de responsabilidade exclusiva do Município, poderá reparar a unidade em prol da qualidade da assistência, o que apenas não foi feito, até hoje, pelas razões informadas acima.

A precariedade do prédio da Upa foi denunciada pelo vereador Maicon Queiroz (PSC). Após uma fiscalização feita no equipamento, o parlamentar constatou que a Upa corre risco de afundamento, em diversas áreas o espaço apresenta sinais de sedimento no piso, tem banheiros interditados por conta da estrutura abalada e outras irregularidades na parte externa da unidade.

O que diz a Prefeitura

No primeiro contato que o Correio teve com a prefeitura em busca de informações sobre os fatos relatados através da denúncia, o órgão enviou uma nota com o seguinte conteúdo:

(….) A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que, conforme contrato de gestão da unidade, a manutenção do espaço é de responsabilidade da gestão da O.S., que deixou de realizar os reparos, gerando o problema atual. O Município, ciente dos fatos, vem notificando a O.S. desde 25 de maio de 2023, para que faça a devida intervenção, sendo reiterada algumas vezes, mas sem resposta efetiva. Com isso, o Município instaurou o processo judicial 0809534-13.2023.8.19.0037, em 18 de outubro de 2023, com pedido de tutela deferido em 14 de dezembro de 2023, dando prazo de cinco dias para a O.S. realizar as intervenções, porém a atual gestão da UPA ainda não foi notificada pela justiça.

Sobre a atual resposta da O.S(Viva Rio) a Prefeitura reafirmou o posicionamento feito anteriormente sem adicionar mais explicações.

Por *Leandra Lima/Imagens: Vereador Maicon Queiroz

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