Falta de manutenção em árvores de Petrópolis resulta em podas agressivas devido a contaminação

Com a chegada do mês de dezembro, Petrópolis começa a se preparar para a celebração do “Natal Imperial”. E um dos principais atrativos da festa é a iluminação natalina, que toma conta da cidade, e, claro das árvores onde são colocados os enfeites e pisca-piscas. Mas o que normalmente é cenário de fotos e vídeos feitos por petropolitanos e turistas, este ano apresenta problemas. Isso porque várias árvores sofreram uma poda agressiva nos últimos dias, e o que restou em alguns pontos para receber parte da decoração, foram literalmente tocos de madeira. Na manhã do último domingo (27), uma ação da Comdep que aconteceu na Praça Dom Pedro II, chamou a atenção após o corte radical em uma árvore histórica.

Como resposta a poda agressiva que assustou os moradores, a prefeitura de Petrópolis informou na segunda-feira (28), que estava fazendo um procedimento preventivo, tendo em vista que foi identificado que algumas árvores estavam apresentavam risco de queda. Os problemas foram confirmados pelo engenheiro agrônomo Rolf Dieringer, mas ele ressaltou que todos poderiam ter sido evitados, desta forma não teria sido necessário podar as árvores de forma tão agressiva. Ainda de acordo com ele, só nas Avenidas Imperatriz, Tiradentes e Koeler, desde o ano passado, centenas de árvores foram perdidas por negligência e falta de cuidados.

“Há anos que não se fazem podas adequadas, já perdemos nos últimos dois anos mais de 150 árvores no Centro, por absoluta falta de manutenção e cuidados com parasitas como a erva dos passarinhos”, disse Rolf.

A falta de ações preventivas por parte do poder público causa sérios prejuízos ao meio ambiente. No Centro de Petrópolis, não é difícil por exemplo, encontrar dezenas de árvores tomadas por erva-de-passarinho. Segundo Rolf Dieringer, esse parasita se alimenta da seiva das árvores e as enfraquece. Quando as ervas-de-passarinho não são devidamente retiradas podem inclusive ocasionar na morte das plantas das quais se alimentam.

“Um corte brusco como este significa o final da linha, como se a árvore fosse um paciente em estágio terminal. Se todos os anos fossem feitos os cortes de parasitas quando ainda estivessem pequenos, a árvore não sofreria. Na Praça Dom Pedro II por exemplo, todas as árvores estão contaminadas por erva-de-passarinho, e pelo o tamanho em que se encontram, estão assim há mais de cinco anos”, completou o engenheiro agrônomo.

Segundo a prefeitura de Petrópolis, o município tem promovido as ações de poda com base em uma avaliação técnica, feita por uma equipe especializada da Secretaria de Meio Ambiente.
“O corte das mais de 150 árvores é um reflexo do abandono à natureza. E depois de tanto desastre em decorrência da falta de manutenção preventiva, eles plantam mudas de péssima qualidade que são doadas. Precisamos de um serviço profissional, que tenham mudas descentes, adubação adequada. Essas características são coisas que não se veem por aqui”, finalizou Rolf Dieringer.

Por Gabriel Faxola

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