Bandeira tarifária permanece verde em janeiro, na energia elétrica
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a bandeira tarifária permanece verde na energia elétrica. Desta forma, não há cobrança adicional no valor final da conta de luz, para o consumidor. Este é o nono mês seguido em que a bandeira tarifária estará verde. E parece que os petropolitanos não têm sentido a diferença de preço no bolso.
A aposentada, Marina de Oliveira, reclama que quase não usa energia, mas o preço da conta de luz sempre vem alto. “Eu deixo as luzes apagadas e só assisto tv a tarde. Mesmo assim minha conta vem um valor alto todo mês. Para mim, a bandeira verde não faz diferença”, reclama a aposentada.
O eletrotécnico, Luiz Sabadim, também lamenta. “Eu acho o preço alto, principalmente por conta do pisca-pisca que enfeita a cidade na época de Natal. Já passou da hora de recebermos um desconto”, disse.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não é adicionado acréscimo no preço. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, é cobrado um valor a mais, que pode variar de R$ 2,98 a R$ 9,79, a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica, estava em vigor de setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kwh.
Segundo a ANEEL, com a chegada do período chuvoso, os níveis dos reservatórios das hidroelétricas melhoraram e o custo para a geração de energia está mais baixo. Dessa forma, não é necessário acionar as usinas termelétricas que aumentam o custo. Criadas em 2015 pela ANEEL, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando, para o Sistema Interligado Nacional, gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
O esquema de bandeiras vale para o Sistema Interligado Nacional, que é dividido em quatro subsistemas: Sudeste, Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

