Setranspetro afirma que Petrópolis ainda vai receber 40 ônibus este ano. Veículos são novos e seminovos

O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) informou que, até junho deste ano, a cidade ainda vai receber mais 40 ônibus, entre veículos novos e seminovos. Os veículos fazem parte de um pacote de aquisições que começou a ser entregue no ano passado, com 13 veículos inicialmente.

De acordo com o Setranspetro as empresas não adquiriram ônibus totalmente novos, 0 km, por conta da demora na montagem dos veículos, que leva cerca de 9 meses a 1 ano. “O ônibus seminovo é seminovo mesmo, veículos 2020 e 2021. São veículos absolutamente adequados e apropriados para atender a necessidade de deslocamento das pessoas”, explicou a superintendente do Setranspetro, Carla Rivetti.

O estado de conservação dos ônibus em Petrópolis sempre foi motivo de reclamação por partes dos passageiros e as quebras e atrasos são constantes no dia a dia de quem depende do transporte público. Por isso, a chegada de novos coletivos pode ajudar a acender a esperança por melhores prestações de serviços. Durante a pandemia, por conta das despesas e pela diminuição da demanda de passageiros devido ao lockdown, a Companhia Petropolitana de Trânsitos e Transportes (CPTrans) autorizou, no ano de 2021, que as empresas vendessem cerca de 35 veículos. Na época, a operação com frota reduzida também havia sido liberada.

Mas, de acordo com o Setranspetro, as empresas nunca deixaram de investir em novos veículos. “O único ano que não houve renovação foi em 2020, que foi o ano da maior crise que a humanidade já passou com a pandemia. Fora isso, todos os anos as empresas vinham fazendo renovações frequentes. Ano passado, inclusive, a Turp fez uma renovação de 15 ônibus 0km. É um tipo de investimento que vale a pena ser feito porque melhora a qualidade de atendimento para as pessoas e também diminui o custo com manutenção dos ônibus na garagem. Isso pro empresário também é bom. Ninguém quer ficar circulando com ônibus sem condição, isso gera custos excessivos”, disse Carla.

A superintendente do Setranspetro também destacou que, todo custo extra com o sistema de transporte soma ao valor final da tarifa, hoje em R$ 4,95 na cidade. Este é outro assunto que também é motivo de reclamação para os motoristas. O valor já chegou a ser discussão até mesmo por conta de alguns trocadores que não devolvem os cinco centavos de troco, quando o passageiro paga o valor com uma nota de cinco reais.

“A CPTrans achou o preço final em R$ 4,95, não foi para ficar com R$ 0,05. O cobrador precisa devolver o troco, seja ele qual for. Isso não é nem uma questão do transporte e sim do Código de Defesa do Consumidor. Qualquer lugar precisa devolver o troco, não importa qual seja o valor. Eles são orientados a fazerem isso”, explicou a superintendente do Setranspetro.

O Setranspetro orienta que, nesses casos em que o troco não é devolvido, o passageiro anote o número de série do ônibus, o dia e o horário em que o caso aconteceu, para que o profissional seja identificado e o problema seja resolvido.

Por Raphaela Cordeiro/Foto: Setranspetro

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