Brechó de luxo: moda sustentável ganha cada vez mais espaço em Petrópolis
A moda sempre se renova e, as vezes, velhas peças escondidas no armário ou até que foram doadas, retornam às vitrines. É o caso do Ecobrechó Park, que será promovido em Petrópolis nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro. A feira, que completará dois anos, reflete um crescimento do consumo de moda sustentável. Apesar do crescimento, alguns bazares localizados no Centro da Cidade Imperial, não têm sentido essa onda chegar no comércio popular.

Agda Cintia, dona do brechó Garagam 602, afirma que o Ecobrechó Park foi um divisor de águas. Por meio do evento o “networking” adquirido com clientes e expositores têm levado o brechó para outro patamar: “Ganhamos muita credibilidade com os clientes! Devido a este contato direto, eles conseguem ver a qualidade dos produtos”, disse.
Ainda de acordo com Agda, o mercado da moda sustentável foi intensificado por conta da pandemia. “O fato das pessoas estarem dentro de casa naquele período fez com que muitos redescobrissem peças de roupas que tinham, mas que não usavam mais. Desta forma ocorreu a primeira busca de muitos clientes por brechós, e chegando lá houve também esse movimento de consumo por peças usadas”, explicou.
Além de mais econômico, o consumo em brechós, ou seja, a moda sustentável, possibilita que os prejuízos ao meio ambiente sejam menores. Tendo em vista que atualmente, o mercado naturalmente estimula consumo excessivo de peças em geral, o que resulta em produções de larga escala. “Com a moda sustentável nós ajudamos a dar uma freada nisso, afinal esse prejuízo recairá sobre nós e nossos filhos”, salientou.
Dificuldades do setor
Alguns bazares da região enfrentam uma realidade de sobrevivência financeira. Maria Claudia que é autônoma, abriu o bazar há pouco mais de um ano, e relata que o movimento tem sido baixo. Ângela Silva é costureira, e também tem sentido a mesma dificuldade. Ela abriu um bazar para ter uma renda extra que pudesse auxiliar na compra de remédios.
A costureira, que está desempregada, vive de pequenos “freelas” para complementar a renda: “O movimento daqui é quase zero. As vezes não vendo nada! Está desse jeito para todo mundo”, disse.
Por Darques Junior

