Pacientes denunciam más condições do Hospital Santa Mônica

No final de fevereiro deste ano, Maria Rita Martins, procurou atendimento médico para a mãe de 92 anos, Meyres Pinto, após ela ser diagnosticada com infecção urinária grave. Inicialmente a idosa ficou internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Itaipava, mas logo foi transferida para o Hospital Santa Mônica para receber o tratamento adequado. Mas desde então a idosa e a família têm enfrentado inúmeros problemas na unidade de saúde. Faltam funcionários, equipamentos básicos como roupas de cama em geral e até medicamentos.

”Ela faz uso de remédios contínuos e o hospital não tem esses remédios. Tive que levar todos de casa. Minha mãe também é diabética, e eles deixaram de dar o remédio e por isso a glicemia dela acabou subindo. Ela também não fez o uso da insulina, tiveram dias que a glicemia passou dos 500. A maioria dos remédios estão em falta no Hospital Santa Mônica”, explicou a design de interiores, Maria Rita.

De forma anônima uma funcionária do local informou que está há três meses sem receber o salário. “Está tendo falta no número de funcionários dentro da unidade, mas nós fazemos todo o serviço”, disse a funcionária.

Segundo Maria Rita, a mãe foi internada no dia 3 de março e quando ela chegou para visitar, dois dias depois, a idosa aparentava não ter recebido cuidados básicos. A fralda por exemplo, pareceria ser a mesma que ela usava há mais de 12 horas e a cama estava suja.

A situação se agravou e a paciente já apresentava assaduras e por isso Maria Rita, que é filha da paciente, decidiu acionar a Polícia Militar, para registrar um boletim de ocorrência contra a unidade de saúde. “Para manter minha mãe aqui desse jeito, eu prefiro gastar tudo que eu tenho para transferir ela para outro local. Quando falei isso com a médica responsável, ela disse que eu só conseguiria tirar ela à revelia. Então eu não posso nem tirar minha mãe daqui. Isso é um absurdo!”, disse.

Durante todo o tempo de internação com a mãe, Maria Rita decidiu gravar alguns dos problemas que o hospital apresenta, como por exemplo, as condições das quentinhas que são servidas aos pacientes. “A minha mãe sempre comeu muito bem. E agora está passando por isso. Todas as vezes que eu tentei levar comida de fora para ela poder se alimentar dignamente, eles não deixaram. Eles querem que eu deixe minha mãe com fome?”, finalizou Maria Rita.

Por Gabriel Faxola

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