Calçada cede na Rua Coronel Veiga e ponto de ônibus é interditado pela Defesa Civil
No início da noite do último sábado (15), parte da calçada às margens do Rio Quitandinha, na altura do número 1.276 da Rua Coronel Veiga, cedeu e deslizou. A calçada ficou comprometida e o trecho precisou ser interditado pela Defesa Civil. O ponto de ônibus que fica no local foi temporariamente desativado.
Os transbordamentos do Rio Quitandinha, na Rua Coronel Veiga, em dias chuva, são muito comuns.
A força da água pode causar deslizamentos como este, na margem do rio, o que preocupa os moradores da região. “A gente ficar sem o ponto de ônibus aqui nesse trecho é o menor dos problemas. É só mais um dos problemas. O maior deles é esse rio transbordando todas as vezes que chove. Entra prefeito, sai prefeito e nada é resolvido”, disse o aposentado, Antônio Carlos Carneiro.
“A Prefeitura tem dinheiro para resolver esses problemas na Coronel Veiga. Mas aonde está esse dinheiro? Esse problema de hoje é mínimo, tem que ser resolvido já. É grave, eu podia ter sido atropelado passando ali”, disse o economista, Oscar Lima.
De acordo com a Prefeitura de Petrópolis, a defesa civil isolou a área ainda na noite de sábado e a CPTrans sinalizou o desvio, além de desativar o ponto de ônibus. A prefeitura informou ainda que a secretaria de obras já foi acionada para realizar os reparos do local. Na manhã desta segunda-feira (17), parte do ponto de ônibus foi desmontado, mas as intervenções na calçada não foram iniciadas.
Para o economista, Oscar Lima, que vive na região, o problema não é tão difícil de resolver e poderia ser feito com a verba que foi encaminhada para as obras pós tragédia. “O problema aqui da rua poderia ser facilmente resolvido com esse dinheirão todo que foi enviado para Petrópolis. Todas as construções tem terrenos que poderiam ser desapropriados para aumentar o leito do rio e mais do que isso, cavar para fazer degraus para que a água corra. Ou seja, é possível resolver o problema para que pelo menos diminua a incidência de transbordamento em qualquer chuva, alargando o rio. A prefeitura teria que comprar esses terrenos e alargar o rio, mas é a solução”, disse.
Por Raphaela Cordeiro

