Segunda etapa de obras do Túnel Extravasor ainda não tem data para ser iniciada
A continuação das obras da reforma estrutural do Túnel Extravasor do Rio Palatinato, em Petrópolis, ainda não tem data para acontecer. A primeira fase das obras foi responsável pela requalificação do fluxo hidráulico, desobstrução e desassoreamento do túnel e foram finalizadas no mês de março, deste ano.
Nesta terça-feira (2), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Cidades (SEIC) realizou uma visita técnica na região, que foi acompanhada pelo vice-presidente da Associação de Moradores do Quissamã. “Na verdade, a gente ficou com mais interrogações para frente. Há algumas coisas que a gente ainda tem muitas dúvidas, como por exemplo, a área que é de responsabilidade do município ou do Governo Estado. Porque como é uma obra de dois donos, o Estado está cuidando do túnel mas as águas pluviais são do município, e elas são jogas no Túnel Extravasor. Então uma parte está sendo solucionada, enquanto a outra não. Enquanto os dois não conversarem, vai ser uma obra que vai estar sempre presa a alguma coisa “, disse Hélito Fráguas, vice-presidente da Associação de Moradores do Quissamã.
A próxima fase prevê obras nas comportas, além de jateamento de concreto para proteção em volta das paredes e no teto, e a concretagem no fundo do túnel. O Governo do Estado afirmou que a licitação para a segunda etapa das obras já foi iniciada e deve ser finalizada nos próximos dias.
A preocupação dos moradores é a demora para a conclusão da obra. Ainda que a etapa de licitação seja finalizada, pode levar de 30 a 60 dias para que as obras sejam retomadas. Além disso, os moradores da localidade têm receio de que a demora na iniciação da segunda etapa, possa invalidar todo o trabalho que foi feito até agora. “Foi feito um contrato emergencial com prazo de vida útil. Foi feita uma coisa para preservar vidas, perfeitamente. Mas isso tem um prazo, curto. Uma obra comum normalmente tem prazo de garantia de 5 anos e essa tem prazo mais curto, de um ano. Se não concretar o fundo, tem mais buracos para se abrirem”, disse Hélito.
A recuperação emergencial do Túnel Extravasor faz parte de um acordo homologado pela Justiça, a pedido do Ministério Público do Estadual, para a implementação de um sistema de macrodrenagem para reduzir os alagamentos no centro. A obra de reforço estrutural na galeria, que possui quatro metros de altura por quatro metros de largura e 3,2 km de extensão, prevê investimentos total de mais de R$ 74 milhões.
A Associação de Moradores do Quissamã garante que vai continuar cobrando do poder público que essas obras sejam concluídas o mais rápido possível. “A gente cobra diretamente ao Ministério Público, ao Governo do Estado e Municipal. Literalmente uma conversa direta. Estamos tentando conversando. Mas já está chegando em um ponto que vimos que não está adiantando muito a conversa. Enquanto não doer no bolso, a obra não vai andar. Da outra vez só andou quando o juiz determinou uma multa diária. Essas obras estão arrastando muito. Parece uma morosidade é proposital. Já tem projeto para tudo”, disse o vice-presidente da Associação.
por Raphaela Cordeiro/Foto: arquivo tvc

