Março encerra mês com saldo positivo de 108 novas vagas de emprego, em Petrópolis
Dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que Petrópolis fechou o mês de março com saldo positivo de 108 novas vagas de trabalho formais. Entre 2.705 admissões e 2.597 desligamentos, o resultado apresentado se deu, principalmente, por conta da indústria, responsável pela criação de 75 vagas. O setor registrou 369 admissões e 294 desligamentos. Em seguida, aparece o setor de serviços que foi capaz de produzir 33 novos postos, devido a 1.233 admissões e 1.200 desligamentos. Já a agropecuária gerou 10 novas oportunidades de trabalho. Resultado de 26 admissões e 16 desligamentos.
Apesar disso, quem procura por um emprego na cidade ainda enfrenta dificuldades. A dona de casa, Valéria de Fátima Pereira, reclama que até mesmo para atividades mais simples está difícil encontrar emprego. “Eu já entreguei 50 currículos em diferentes pontos da cidade e até hoje não fui chamada para nenhuma entrevista. Os empresários não estão dando oportunidade. E, como eu tenho uma família para sustentar estou vendendo latinha para gerar minha renda”, conta a dona de casa.
Os outros dois setores demonstraram desaceleração promovendo mais demissões do que contratações. O comércio teve saldo negativo de 9 vagas que foram fechadas após 845 demissões no mês, e não reabriram. O número de desligamento foi maior, devido ao índice de contratações que foi de 836. A construção também encerrou o mês com saldo negativo de 1 vaga a menos no setor. O resultado se deu devido os 242 desligamentos que foram maiores que as 241 admissões no setor.
Ainda de acordo com o Caged, das 108 novas vagas, 89 delas foram preenchidas por homens. As mulheres foram contratadas nas outras 19 oportunidades. Os dados mostram ainda que houve 1.537 demissões de homens nos setores e 1.448 desligamentos. Enquanto isso as mulheres foram responsáveis por 1.168 contratações e 1.149 demissões.
Quando se fala de desemprego, as dificuldades de inserção de jovens no mercado de trabalho estão entre os temas do debate. A legislação trabalhista brasileira permite o trabalho com 14 anos, na condição de aprendiz. Mas a categoria tende a sofrer mais para conseguir um emprego, por conta da falta de experiência profissional.
Para o estudante, João Rodrigues, Petrópolis dificulta ainda mais as chances para que os jovens sejam contratados. “Eu vim de Minas Gerais morar e percebo que a exigência de o estudante estar matriculado em uma escola, ou universidade, para conseguir um emprego, é muito maior. Deveriam existir maneiras de oferecer aos jovens oportunidades de obter experiência profissional, mesmo que ele já esteja formado no ensino médio ou não queira ou não possa fazer uma faculdade”, argumenta o jovem.
No estado do Rio de Janeiro, após dois meses de recuo, a criação de emprego formal subiu em março. Segundo o Caged, 195.171 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. A estatística foi liderada pelo setor de serviços, com a abertura de 122.323 postos, seguido pela construção civil, com 33.641 postos a mais. Em terceiro lugar, vem indústria de transformação, de extração e de outros tipos com a criação de 20.984 postos de trabalho.
Por Larissa Martins/Foto: Agência Brasil

