Motoristas de aplicativos de corrida entram em greve e pedem por melhorias nas condições de trabalho
Nesta segunda-feira (15), a maior parte do serviços por aplicativo foi paralisada , após motoristas de aplicativos como Uber e 99 decretarem greve por melhorias nas condições de trabalho e repasses mais altos nas tarifas das corridas. Os primeiros aplicativos de corrida surgiram no início de 2010. Desde então, se tornaram populares em todo o mundo, e os profissionais começaram a desempenhar um papel fundamental na sociedade.
O serviço de transporte alternativo, para muitos pode ser mais acessível e conveniente. A estimativa é que a paralisação dure 24 horas. A iniciativa é da Federação dos Motoristas por Aplicativos do Brasil e da Associação de Motoristas de aplicativos de São Paulo. As entidades calcularam que aproximadamente 70% dos profissionais da categoria em todo o país devem aderir à greve.
De acordo com o presidente da Amasp, Eduardo Lima de Souza, entre os fatores que motivaram a paralisação, está a falta do reajuste para motoristas visto que em algumas viagens, o desconto chega até 60% do valor cobrado. Com isso, os motoristas precisam trabalhar de 12 a 14 horas por dia, para não saírem no prejuízo.
De acordo com Júnior César, que atua como motorista de aplicativo em Petrópolis, o último reajuste foi realizado em 2016. “Hoje tudo aumentou, seja o combustível, manutenção e os pneus. Para que possamos tirar uma renda justa, temos que trabalhar 10, 12 horas, mas nem todos apoiaram o movimento, o que prejudica a força, porque a partir do momento que há uma demanda e ela é atendida, a plataforma vai entender que a categoria está satisfeita”, explica.
Em Petrópolis, a categoria também tem buscado um diálogo com a prefeitura e a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), a fim de garantir o embarque e desembarque de passageiros. Eles temem a aplicação de multas pelas câmeras de monitoramento. “Com a instalação nós temos o receio de recebermos multas e neste caso será inviável continuar operando na cidade. Buscamos um diálogo com a prefeitura”, afirma Júnior. A comissão de transportes da Câmara Municipal e os motoristas, já realizaram duas reuniões com a prefeitura para debater o tema e mais uma reunião entre a categoria e a CPTrans, está prevista para acontecer, com o objetivo de solucionar o problema.
Por Richard Stoltzennburg e Gabriel Faxola/Foto: Uber divulgação

