Incêndio na garagem das empresas Petro Ita e Cascatinha completa uma semana

Nesta terça-feira (16) o incêndio que atingiu a garagem das empresas Petro Ita e Cascatinha, e destruiu 74 coletivos, completou uma semana. Apesar da chegada de mais ônibus na cidade, o transporte público continua difícil. Quem presenciou o incidente afirma que são cenas difíceis de esquecer.

“Todos os vizinhos que eu conversei estão extremamente abalados. Os ônibus explodiam, e esses barulhos eram muito fortes e altos, tudo vibrava. No dia foi uma correria absurda porque todo mundo achou que as casas no entorno também iam pegar fogo. Definitivamente foi um abalo emocional”, disse o professor Rodrigo Boaventura, que mora próximo a garagem há 10 anos.

O professor afirma ainda que durante toda a década em que vive no local, nunca viu seguranças ou vigias noturnos na garagem das viações. “Antes desse incêndio nós que moramos lá não tínhamos dado conta que vivemos ao lado de um grande depósito de combustível, porque na prática é isto”, explicou Boaventura.

Ainda de acordo come ele, faltam trabalhos de prevenção na localidade. Não só para diminuir os riscos de desastres como este, mas também para instruir as pessoas que moram mora próximo locais de risco como este, e que muitas vezes sequer têm consciência dos riscos.

“A garagem fica em um local muito urbano! É importante salientar que na Rua Coronel Veiga existem duas garagens de ônibus, esta em que tudo ocorreu, e outra que ainda possui um posto de gasolina dentro. Imagina se o incêndio tivesse acontecido nela?”, questionou Rodrigo.

Recuperação fiscal

Nos meses de fevereiro e março deste ano, empresas Petro Ita e Cascatinha entraram com um pedido de recuperação judicial, e assumiram uma dívida, que somada, chega a pouco mais de R$ 12,2 milhões entre direitos trabalhistas e credores. As empresas alegam desequilíbrio financeiro devido ao não reajuste tarifário, além do impacto da pandemia na queda da quantidade dos passageiros pagantes, reajuste elevado no preço dos combustíveis e os prejuízos em decorrência das tragédias das chuvas em Petrópolis.

O pedido foi enviado à 4ª Vara Cível de Petrópolis. Com isso, as cobranças de dívidas da PetroIta e da Cascatinha ficam suspensas por seis meses, e não podem sofrer a retirada de bens ou valores que possam acarretar no fechamento das empresas ou prejudicar o serviço por elas prestado.

A empresa Petro Ita acumula a maior dívida, R$ 9.763.789,22, e foi a primeira a entrar com o pedido, em 25 de fevereiro. Já a Cascatinha fez o pedido em 15 de março e possui dívida de R$ 2.444.855,57.

Ambos processos foram apreciados pela Juíza Thais Mendes Tavares, da 4ª Vara Cível. O prazo de 180 dias passa a valer a partir da decisão, em 4 de abril. Resta agora a apresentação do Plano de Recuperação Judicial.

Por Gabriel Faxola/ Imagens: TVC

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