Incêndio só evidenciou as péssimas condições do transporte público

Hoje faz três semanas desde o incêndio que atingiu a garagem das empresas Petro Ita e Cascatinha, que destruiu 74 veículos. Desde então, o serviço das empresas têm funcionado de forma emergencial, recebendo reforços e carros de apoio periodicamente. Dos 48 veículos que estavam em circulação, segundo o Setranspetro, e que foram destruídos no incêndio, apenas 30 foram repostos. 

Nas ruas, a população reclama da falta das linhas e do serviço que é oferecido pelas empresas. “Sempre foi ruim, esse incêndio só intensificou, mas sempre foi ruim”, comentou a vendedora Michele dos Santos, moradora do Jardim Salvador, que ainda reclamou das situações dos ônibus. “É um ônibus da Cascatinha muito velho, hoje de manhã por exemplo, tinha um banco quase caindo em cima da pessoa de trás, coisa absurda”, finalizou a vendedora. 

Outro problema frequente após o incêndio é a falta de horário para os coletivos. “O horário acabou, o que era ruim ficou pior, demora muito mais agora, fora quando não tem. Está tendo um ou dois no meu bairro. Antes a gente tinha mais opções de ônibus e agora é uma ou duas e mesmo assim atrasa e vai sempre lotado”, comenta a auxiliar administrativa Gabrielle Oliveira, que ainda completa: “Lá onde eu moro dia sim, dia não, quebra um ônibus e os poucos que tem quebram, aí acaba que não tem aí a pessoa espera mais tempo ainda”, afirma.

No mesmo dia do incêndio, 09 de maio, oito carros da empresa Master chegaram à cidade para reforçar a frota, no mesmo dia foi registrado quebra de um dos coletivos da empresa. Após isso, ônibus da empresa Linave chegaram à cidade para atender as linhas afetadas. E na última segunda-feira (29), quatro ônibus entraram em operação na viação Cascatinha, nas localidades da Comunidade do Alemão (Retiro) e da Boa Vista (Cascatinha), sendo dois carros da Cascatinha e outros dois emprestados pela Turp e Cidade das Hortênsias. 

Até o momento, no total, segundo nota da Prefeitura, 30 veículos foram repostos pelas empresas. Questionamos a Prefeitura e o Setranspetro sobre quais linhas ainda funcionam em serviço reduzido, e quais foram recompostas, e, até o encerramento desta matéria, não recebemos resposta.

Por Guilherme Mattos / Foto: arquivo

Compartilhe!

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.