10 anos do maior protesto do século em Petrópolis
Nesta próxima quarta-feira (21), completam dez anos da maior manifestação do século em Petrópolis. O protesto reuniu aproximadamente 10 mil pessoas e as reivindicações foram variadas. As principais queixas foram a cobrança sobre diminuição do preço da passagem de ônibus e críticas a corrupção, seguidos de pedidos por mais verbas na saúde e educação. Além destas questões, outro tema abordado foi o fim do laudêmio, que é uma taxa paga para a família imperial sobre a venda de todos os imóveis da região central do município.
Segundo jornais da época, mesmo com as lojas do Centro terem fechado as portas mais cedo, não houve confrontos e nem vandalismo. Alguns estabelecimentos chegaram até a proteger as vidraças com tapumes.
O portal de notícias G1 divulgou que ao final da mobilização, um princípio de confusão com um pequeno grupo foi contornado pelo comandante do BPM, Rubens Peixoto, que foi aplaudido pela população. O comandante foi um dos responsáveis em organizar a mobilização para que pudesse ocorrer de forma pacífica.
Entenda o que ocorreu
No mês de junho do ano de 2013, atos manifestantes se iniciaram no estado de São Paulo, motivados pela insatisfação com o aumento da passagem dos ônibus, e em pouco tempo culminou na realização em outros estados do Brasil inteiro.
Em Petrópolis, na sexta-feira (21 de junho), os manifestantes deram voltas pela Rua do Imperador e em seguida foram até a prefeitura e à praça da Águia, em frente à Câmara, onde ocuparam todo o gramado, ruas e calçadas em volta. O protesto começou por volta das 17h e terminou às 20h, após passeata pelas Ruas do Imperador, Paulo Barbosa e Caldas Viana, chegando a Praça Dom Pedro. Até o momento este foi o maior ato protestante do século registrado no município.
No dia 20 de junho de 2013, um dia antes dos atos, o então prefeito Rubens Bomtempo, anunciou uma diminuição de 15 centavos na tarifa, de R$2,80 para R$2,65. Mesmo assim os jovens ainda foram as ruas para reclamar das más condições do transporte público e as demais reivindicações.
Situação que ainda reflete nos dias atuais. Transporte público em situações precárias e o alto valor pago nas passagens de ônibus.
Por Gabriel Rattes/Foto: Felipe Carvalho/G1

