Licitação para nova empresa que ficará responsável pelas obras do Theatro Dom Pedro vai acontecer no dia 26 de julho: não há prazo para a retomada das obras

O local que já foi palco de tantas histórias, peças, apresentações e shows, hoje está escondido atrás de tapumes. Quem vê de fora até imagina que alguma intervenção possa estar sendo feita, mas se engana. As obras estão paralisadas. As intervenções do tradicional Theatro Dom Pedro, no Centro de Petrópolis, foram iniciadas no ano de 2019, mesmo ano em que foram paralisadas, com apenas 25% de conclusão. Já são quatro anos de portas fechadas.

A princípio, o motivo não seria a falta de recursos. Porque, além dos valores que haviam sido investidos, lá no ano de 2019, em março deste ano, o Ministério do Turismo enviou a Petrópolis R$1.803.750,00, especialmente para esta obra. Em 2019, a verba destinada havia sido de mais de R$ 1,6 milhão. Mas no mês seguinte, em maio, a prefeitura anunciou distrato com a empresa responsável pelas obras, alegando que havia desinteresse em continuar com as intervenções.

Mas agora, este cenário pode começar a mudar. De acordo com a Prefeitura de Petrópolis, o processo licitatório para contratação da nova empresa, que ficará responsável pelas intervenções, está em andamento, no entanto. De acordo com o Portal da Transparência, esta licitação vai acontecer no dia 26 de julho, na modalidade tomada de preços e o valor máximo é de R$ 2.406.728,50.

“Eu acho que é um descaso da prefeitura. Nós estamos em um período que tem o Festival do Sesc de Inverno, onde está sendo utilizado o teatro do Sesc Quitandinha e nós ficamos com um teatro aqui no Centro, que tem mil lugares, sem utilização. Temos também o Teatro Santa Cecília que agora está sempre lotado. A gente fica carente de mais espaços até para a própria cultura petropolitana. O espaço fica subutilizado”, disse o presidente do Instituto Civiss, Mauro Corrêa.

A questão é que a prefeitura tem apenas seis meses para retomar e finalizar as intervenções já que o prazo de vigência do contrato com o Ministério do Turismo só vai até o dia 31 de dezembro. A vigência deste contrato era até o dia 30 de junho e, por conta do atraso e do distrato com a empresa que realizaria as obras, foi estendido até dezembro.

“Eu acho que culturalmente estamos perdendo. Cada vez que fica mais tento prorrogando essa inauguração é complicado. Menos um espaço que pode ser utilizado. Está no Centro histórico, onde se tem poucos espaços para exercer a cultural”, disse Mauro.

O projeto inclui a restauração de banheiros, dos acessos ao anexo e da fundação para a instalação de um elevador. Também estavam previstas intervenções na parte elétrica, camarins, palco, salão principal e acessibilidade. Além disso, no projeto inicial, a fachada e o interior do teatro receberiam atenção especial. O teatro é tombado pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A nossa equipe procurou o Ministério do Turismo, para saber se os valores já foram repassados ao município, e também para saber mais detalhes da extensão do convênio com o município, mas até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno. Também questionamos a prefeitura se há a possibilidade de utilização de recursos municipais, mas não fomos resposndidos.

Texto e fotos por Raphaela Cordeiro

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