Atletas petropolitanos participam da Taça das Favelas no Rio de Janeiro
Com garra e determinação, os adolescentes petropolitanos estrearam nos campos do Rio de Janeiro para a Taça das Favelas em 2023. O torneio é organizado pela Central Única das Favelas (CUFA) e produzido pela InFavela. No mês de maio, o Petro Sport ingressou na primeira fase do campeonato e recentemente foi classificado para a Série A.
O coordenador de projetos esportivos do time, Luciano Palito, compartilhou a satisfação com a performance dos jogadores, ressaltando o esforço e dedicação que trouxeram para representar o município. “Tem um lado esportivo, pois eles querem disputar e alcançar a vitória, mas também tem um lado social, porque são meninos de várias comunidades de Petrópolis. São 30 atletas de 15, 16 e 17 anos de 11 comunidades da Cidade Imperial”, explicou Palito.
A Taça das Favelas é o maior campeonato de futebol entre favelas do mundo e foi disputada pela primeira vez em 2012, no Rio de Janeiro. Só na capital carioca, mais de 240 favelas estão integradas à Taça das Favelas. Todas elas promovem os Dias de Peneira (DIPE’s), com mais de 400 garotos cada, impactando diretamente a vida de 96 mil jovens.
A experiência única proporcionada pela competição deixará uma marca duradoura nos jogadores, como o atleta Pablo Kreischer. “São pessoas de todos os lugares do Estado do Rio de Janeiro! É uma oportunidade gigante para todos que se preparam, seja fisicamente ou psicologicamente”, disse o atleta de 16 anos, Pablo Kreischer.
O próximo jogo dos atletas está marcado para setembro, a data ainda não foi definida. E à medida que a Taça das Favelas continua a se expandir, a presença dos adolescentes petropolitanos reafirma a ideia de que o esporte pode unir diferentes realidades e criar oportunidades para jovens de todos os cantos do país. “Vamos buscar as vitórias nas próximas duas partidas, para que possamos nos classificar. Por ser a primeira participação, eu sempre falo com eles que temos que almejar o topo, mas todo o processo serve como aprendizado para nós. Não jogamos a toalha ainda, vamos em frente e a tendência é que nos classifiquemos entre os 48, construindo assim essa história”, finalizou o coordenador de projetos do Petro Sport, Luciano Palito.
Por Gabriel Faxola/Imagem: Divulgação

