Grupo Teatral Histeria nasceu para quebrar padrões socias

O grupo é majoritariamente formado por mulheres com desejo de fazer arte

Histeria deriva do grego “hystéra” que significa útero, a palavra era conhecida no século passado como uma patologia exclusiva de mulheres, caracterizada como descontrole de emoções ou loucura. Esse diagnóstico era dado a elas como forma de descredibilizar suas falas ou ações as taxando de louca e as tirando do convívio social alocando-as em uma clínica psiquiátrica. Indo contra este estereótipo criado em volta do termo, estudantes de Artes Dramática do Instituto Técnico do Brasil (ITB), criaram o Grupo Teatral Histeria, que nasceu com o intuito de fomentar a arte livre de questionamentos buscando dar voz a mulheres consideradas fora do padrão da sociedade que constantemente são silenciadas.

A Histeria foi fundada em janeiro de 2023, quando as integrantes sentiram a necessidade de fazer teatro na cidade de Petrópolis. O grupo conta com 6 integrantes: Ester Gastaldo; Camor Martins; Duda Goettnauer; Daniel Cellos; Bruna Dutra e Sophia Cestari. Inicialmente o grupo teatral era formado só por mulheres, mas recentemente adquiriu um integrante masculino. Recentemente o coletivo estreou uma esquete em conjunto com os artistas individuais, Giovane Madeira, Yasmin Fontoura e Elbes das Neves, intitulada “Cura”, que representa os estágios de emoção que uma pessoa em meio ao tratamento do câncer enfrenta durante o processo de descobrimento até a cura efetiva. Os artistas focaram em trazer a fé para a esquete, por ela ser um objeto de amparo na vida, utilizado toda a sensibilidade artística para se comunicar com a pessoa que passa pela doença.

O teatro é um espaço onde um indivíduo usa de sua fé para expressar seus sentimentos e contar histórias sobre a vida comum, com ele é possível vivenciar diversas emoções e transpassar para o público a verdade cênica os fazendo compartilhar o mesmo sentimento do ator. “observamos através do processo de criação da Cura o quanto o teatro retrata a realidade, e consequentemente faz as pessoas se identificarem com o que está sendo falado, tivemos todo um cuidado para retratar o câncer, e ao final da apresentação nos comovemos com os relatos do público que se sentiram representados.”, relataram os artistas do Grupo Teatral Histeria.

Os integrantes afirmam que a arte salva vidas, e criam novas perspectivas através de um problema, criando diversas possibilidades de soluções, dando espaço para cada indivíduo ser quem é de verdade dentro da sociedade sem restrição de gênero ou raça. “A liberdade de se expressar livremente através do teatro, é uma das coisas que mais damos valor no Histeria, no grupo esquecemos os padrões impostos socialmente, e criamos o novo a partir das nossas necessidades, criatividade e sensibilidade artística.”, disse Ester Gastaldo participante do grupo teatral.

Leandra Lima – Estagiária

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