Golpes contra idosos acende alerta sobre cuidados ao utilizar o celular
Larissa Martins
Com o avanço da tecnologia é preciso estar atento nos links clicados nas redes sociais e na internet em geral, principalmente com golpes. O Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ) aponta que nos primeiros seis meses deste ano, o estado do Rio de Janeiro enfrentou uma preocupante ampliação de casos de estelionatos fazendo 15.334 vítimas acima de 60 anos. Os dados mostram que mais da metade das vítimas eram do sexo feminino. O ISP aponta que, em Petrópolis, houve uma redução significativa de 14%, em relação ao mesmo período do ano anterior, de casos de estelionato.
De acordo com as estatísticas, janeiro a agosto de 2023 registrou 1.367 casos de estelionato, em comparação com 1.596 casos no mesmo período de 2022. Mas os números também apontam que Petrópolis contabilizou o maior número de golpes contra idosos em 2022, com 539 ocorrências, o que representa o nível mais alto desde 2014. As vítimas do sexo feminino representaram 57,9%, enquanto as vítimas do sexo masculino constituíram os 42,1% restantes. Todas essas vítimas tinham 60 anos ou mais.
A advogada Gabriella Brugiolo explica o que a lei prevê como penalidade a quem comete este tipo de crime. “A lei prevê pena de 1 a 4 anos ou multa, mas o artigo 4° do artigo 171 do Código Penal prevê aumento de pena que vai de um terço ao dobro, se esse crime for cometido contra idosos ou pessoas vulneráveis”, disse a especialista.
Nas outras cinco cidades da nossa área de cobertura, logo atrás de Petrópolis, Nova Friburgo liderou os casos com 334 denúncias levadas às delegacias. Cerca de 60,8% das vítimas foram mulheres e 39,2% homens. Logo em seguida aparece Teresópolis responsável por 297, em 2022. Destes, 60,6% das vítimas foram do sexo feminino e 39,4% do sexo masculino. Em terceiro lugar, Três Rios contabilizou 115 casos de estelionato. Do perfil das vítimas, 53,9% foram mulheres e 46,1% foram homens. Em Paraíba do Sul, o número de golpes foi menor registrando apenas 40 casos. Destes 47,5% eram mulheres e 52,5% eram homens. Paty do Alferes contabilizou o menor índice, sendo responsável por 20 ocorrências em 2022. Destes, 60% foram mulheres e 40% homens.
Ninguém quer cair em fraudes, mas é uma possibilidade que os usuários precisam considerar constantemente. Por mais cuidadosos que os usuários da internet sejam, nem todo mundo consegue escapar. Para quem já caiu no golpe, a especialista explica que é importante agir rapidamente. “A melhor forma de proceder é realizar um boletim de ocorrência na delegacia. Ele pode ser feito de forma virtual. A lei estabelece que quando a vítima for maior de 70 anos, o caso é enviado diretamente ao Ministério Público, não precisando assim de representante legal”, explica.

