História de Superação: Psicóloga vence câncer de mama em Petrópolis
Regina deixa um legado de esperança para pessoas que passam pela mesma condição
“A morte é uma certeza, mais enquanto há vida é preciso lutar por ela e seus afetos, quando se passa por algo extremo, o indivíduo se conecta com sigo obtendo uma nova visão do mundo e de si mesmo, se possibilitando a criar uma nova realidade”, essa foi a conclusão que a Psicóloga, Regina Resende, teve após enfrentar e vencer o Câncer de Mama.
Regina conta que descobriu a doença em um exame de mamografia rotineiro, ela lembra que assim que chegou no laboratório para pegar o resultado a secretarias lhe informaram que o mesmo precisaria ser refeito, ouvindo isso, questionou o porquê da situação, quando soube do possível diagnóstico, a psicóloga entrou em estado de negação, e ao procurar um médico para apurar se realmente era câncer, se frustrou com a dureza do especialista na hora de dar o veredito. “Nos primeiros momentos foi muito difícil para mim, perdi o chão, quando recebi a notícia do médico, foi como uma sentença de morte, como estava fragilizada e com medo foi muito duro de aceitar aquela fala”, relatou Regina. Após o baque a psicóloga procurou novos profissionais e iniciou o tratamento, fez cirurgia e radio quimioterapia que descobriu ao final que estava curada, ela não precisou retirar a mama pois o tumor era do tamanho de um grão de arroz.
Regina faz parte do grupo de Vitoriosas da Associação Petropolitana dos Pacientes Oncológicos (APPO), o grupo é composto por mulheres que venceram o Câncer de Mama. A psicóloga ressalta em sua fala, uma das motivações que teve para enfrentar a situação, “O que me fez persistir, acredito que é o mesmo com as mulheres que têm o diagnóstico, foi a vida, a fé também é um instrumento importante nessa luta. É valioso cuidar da mente, do corpo e do espírito nessa fase”, disse Regina.
As vitoriosas Rosilene Vital, Eliane Isidoro e Clarice Gervásio, também enfrentaram o tumor, após sobreviverem à luta, deixam um recado de fé, esperança e coragem para todas que estão enfrentando a doença. “Não percam a esperança, sempre há uma luz no fim do túnel, sejam corajosas aproveitem a companhia das pessoas ao seu lado que te dão força e apoio para passar essa fase, se assegurem na fé, por que nada é impossível para Deus”, declarou o grupo de vitoriosas.
Atualmente Regina Resende vive bem, livre da doença, e segue os procedimentos necessários arranjados pelos seus médicos, como exames rotineiros e outros cuidados. A vitoriosa revelou que durante o tratamento se possibilitou a fazer inúmeras coisas que tinha vontade e nunca havia feito antes, um desses desejos era cantar, e foi assim que ela entrou no coral, ela também atua no projeto de contação de história “Histórias de Emocionar”. “Esse é o outro lado da doença, ela te faz perceber a necessidade de se fazer coisas que tem muito valor para você, isso te conecta com a alegria de viver.”, reflete Regina.
Por Leandra Lima / Foto: Divulgação APPO

