Após três meses do incêndio, catadores do Fischer seguem sem poder trabalhar

Uma comissão dos catadores de recicláveis que atuavam no Aterro do Fischer, em Teresópolis, com o objetivo de conversar sobre as demandas do grupo, foi realizada nesta última semana na sede da Prefeitura. Após mais de três meses do incêndio, os catadores seguem sem poder trabalhar. O auxílio emergencial, estipulado pela prefeitura, no valor de R$ 1 mil por mês se encerrou no último dia 29. No entanto a Gestão Municipal afirma que segue distribuindo cestas básicas.

No dia 26 de junho um incêndio no aterro sanitário do Fischer, em Teresópolis, na região serrana fluminense, se espalhou pela cidade, causando transtornos à população, principalmente aos catadores de recicláveis que trabalhavam no local. Até então o aterro permanece interditado e com o acesso proibido por meio de decisão judicial.

“A gente precisa retomar urgentemente a trabalhar no aterro. O transbordo continua sendo realizado. Para Teresópolis será muito bom, porque além de estar gerando emprego e renda para a população, a Secretaria Municipal estará pagando menos pelo valor de lixo transportado”, disse o catador Valney Siqueira. “O que dá volume e peso no caminhão é o reciclável. Cerca de 70% do lixo jogado fora é reciclável”, completou.

Em sessão ordinária da Câmara Municipal, no início do mês, o presidente da Frente Parlamentar de Resíduos, Amós Laurindo, destacou a importância dos catadores. “Temos que resolver a questão dos catadores do Lixão que ainda estão dependendo da Secretaria de Desenvolvimento Social para prover seu sustento. A última parcela do auxílio emergencial foi paga, e não foi tomada nenhuma providência com relação ao futuro desses trabalhadores, já que não podem mais exercer suas atividades ali no Lixão. Se essas pessoas voltassem a atuar, com certeza, seria economia para o município no pagamento do transbordo”, justificou.

A prefeitura afirma estar estudando a possibilidade junto à Justiça para tentar construir um local especializado no Aterro para os catadores poderem voltar a trabalhar. “Esse local tem que ter toda uma infraestrutura de piso, cobertura e capacitação de resíduos, nós não temos isso agora, mas estamos buscando com a Justiça pra resolver”, afirma a assessoria de comunicação do município. “Também estamos tentando prolongar o benefício do Auxílio emergencial até o mês de dezembro”, completou.

Ainda segundo a prefeitura, os catadores que manifestaram interesse foram cadastrados pelo SINE para encaminhamento a entrevistas de emprego.

Por Gabriel Rattes / Foto: Ascom/CBMERJ

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