Petrópolis pode perder mais de R$1,8 milhões em recursos do Ministério do Turismo

São quatro anos paralisadas. As obras do Theatro Dom Pedro, em Petrópolis, parecem não ter fim. O local, símbolo do turismo e da cultura da cidade, atualmente segue abandoando pelo poder público e com a chegada do fim do ano, a situação pode se agravar, visto que que a prefeitura de Petrópolis pode perder R$ 1.803.750,00 em recursos do Ministério do Turismo para as obras do theatro.

Os recursos foram disponibilizados pelo ministério do turismo, em março deste ano, mas até o momento, a licitação, anunciada pelo município para o dia 26 de julho, não aconteceu. A vigência do contrato, entre a prefeitura de Petrópolis e o ministério se encerra em dezembro e apenas 30% das obras, foram concluídas.

Em 2019 o Theatro Dom Pedro recebeu R$ 1.600.00 para as intervenções, também do Ministério do Turismo. O projeto inclui a restauração de banheiros, dos acessos ao anexo e da fundação para a instalação de um elevador. Também estavam previstas intervenções na parte elétrica, camarins, palco, salão principal e acessibilidade. Enquanto não são realizadas, no local, apenas tapumes pichados cobrem a entrada do espaço. De acordo com o vice presidente da Comissão de Cultura, Juventude, Esporte e Lazer, Hingo Hammes, as obras precisam ser retomadas. “Fui muito criticado pela atua gestão por não ter realizado as intervenções, durante o período como interino. Se eu fui incompetente como interino, imagine ele (Rubens Bomtempo), em dois anos, que não fez nada até o momento”, comenta.

Nesta quinta-feira, o parlamentar vai encaminhar outro requerimento para a prefeitura de Petrópolis sobre o andamento das intervenções no Theatro. No projeto inicial,a fachada e o interior do teatro também receberiam melhorias. O local é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC). De acordo com o Ministério do Turismo, até o momento a prefeitura de Petrópolis não solicitou a renovação do contrato. O Correio Petropolitano questionou o município sobre a retomada das obras, mas até o momento, não recebemos retorno.

Texto e foto: Richard Stoltzenburg

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