Moradores do Gulf estão há 15 dias sem ônibus

Moradores do Gulf, em Petrópolis, relatam que estão há 15 dias sem o serviço correto de transporte público. A linha que antes possuía um coletivo exclusivo da viação Petro Ita (442) para atendar a comunidade, passou a compartilhar a linha 467 (Honduras) e aos fins de semana a 425 (Venezuela).

Recentemente a linha estava sendo compartilhada com o Valparaíso, mas segundo moradores, o coletivo quebrou e até então o serviço não vem sendo prestado. “Aqui nós temos muitas idosas, muitas crianças, que dependem do ônibus e estão tendo que subir e descer o morro a pé”, afirmou a autônoma, Magali Pacheco.

A pedido desses moradores, o vereador Fred Procópio oficiou a Companhia de Trânsito e Transportes (CPTrans) de Petrópolis a necessidade do retorno de ônibus da linha 442 (Gulf, Bairro Coronel Veiga). “A referida intervenção proposta justifica-se pelo fato dos cidadãos do referido logradouro, necessitarem de transporte coletivo que foi extinto há algum tempo. Os moradores encontram-se desprovidos de meio de locomoção e solicitam urgência no atendimento, pois estão há mais de uma semana sem transporte. Importante ressaltar que várias pessoas idosas residem no local”, afirma o documento.

Magali explica que a linha atualmente estava sendo compartilhada com o Valparaíso, mas que há 15 dias o coletivo quebrou e até então não foi reposto outro no lugar. “A dificuldade está sendo muito grande. Principalmente as pessoas saem do trabalho e sobem aqui a noite, como todo bairro e todo morro, é complicado, tudo a noite é pior. Estamos tendo muito transtornos com isso”, enfatizou.

Em um vídeo divulgado nas redes, nesta terça-feira (06), moradores gravaram subindo o morro da comunidade a pé, na chuva e com sacolas de mercado devido a falta de ônibus. “Muita chuva, subindo isso tudo a pé, com bolsas, porque não tem ônibus. Tem que subir a pé, ou pagar uber e taxi, debaixo desse temporal que está dando. Essa é a realidade do morador do Gulf. Não tem condições uma coisa dessa. Trabalha o dia inteiro para ter que vir embora para casa assim”, enfatizou uma moradora que preferiu não se identificar.

A empresa Petro Ita e a CPTrans foram questionadas sobre os apontamentos, mas não recebemos resposta até o fechamento desta edição.

Por Gabriel Rattes

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