Mães denunciam troca repentina de clínica para tratamentos do TEA pela Unimed

A equipe da TV Correio da Manhã/Correio Petropolitano recebeu nesta quarta-feira (09), uma denúncia de mães com filhos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), após a Unimed Petrópolis informar que os tratamentos dos filhos serão transferidos para outra clínica. Na denúncia, foi informado que as mudanças foram adotadas de forma abrupta.

O TEA é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento, que podem englobar alterações qualitativas e quantitativas da comunicação, seja na linguagem verbal ou não verbal, na interação social e do comportamento, como: ações repetitivas, hiperfoco para objetos específicos e restrição de interesses, entre eles, a adaptação e confiança com pessoas que não são do convívio.

Davi Sinforf, de 11 anos, realiza o tratamento há dois anos na Clínica Semando Flores, em Petrópolis e a mãe Giane Sindorf, alega que a transferência será prejudicial. “Ele evoluiu muito nesse período, ele agora lê, escreve e fazer essa troca de uma clínica para outra, é muito frustrante. Porque a gente paca o plano de saúde para ter o serviço adequado”, afirma.

Quem também passa por essa situação é Jaqueline Réise. A neta Lenóra, de apenas dois anos, também será enviada para outra clínica. “Ela está com o tratamento há 9 meses e a adaptação das crianças com TEA é muito difícil, lenta e gradual. Não podemos perder a evolução dela”, explica. O espaço Te Acolhemos foi inaugurado pela Unimed em agosto, na Avenida Ipiranga. Contudo, de acordo com as mães, a Unimed não dá opção para que os tratamentos continuem na mesma clínica. “Eles me disseram: ou ela é transferida ou terá a terapia suspensa” comentou Jaqueline.

De acordo com a terapeuta alimentar, Karine Pereira, a alimentação também é um dos desafios, principalmente a inserção de novos alimentos, entre eles frutas e legumes. A profissional explica que a mudança pode ser prejudicial para a saúde delas. “A alimentação é um grande desafio, pois as crianças têm uma preferência por determinadas texturas e gostos. Frutas e legumes são mais difíceis para incluir na dieta, pois são texturas diferentes e o sabor também é um singular. Por isso, quando um profissional consegue a confiança desse paciente, o ideal é mantê-lo para não haver retrocesso”, afirma.

Entre as terapias para as crianças com TEA, existe também a integrativa, que visa o bem estar físico, mental e cognitivo. A pausa e substituição dos profissionais ou suspensão, mesmo que temporária, pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança. A equipe da TV Correio da Manhã/Correio Petropolitano, mas até o momento não obteve retorno.

RESPOSTA UNIMED

Movida por um profundo desejo de oferecer o melhor cuidado aos seus beneficiários, a
Unimed Petrópolis inaugurou, no mês de agosto, um serviço próprio para atendimento
aos clientes com transtorno do neurodesenvolvimento.

A iniciativa tem o principal objetivo de oferecer um atendimento qualificado e em linha
com as práticas e métodos cientificamente comprovados, de forma integrada e com a
participação familiar.

A equipe, composta por profissionais experientes e apaixonados por seu trabalho, atua
de forma multidisciplinar, buscando o desenvolvimento integral de cada indivíduo. As
diversas especialidades oferecidas – como psicologia, psicomotricidade, psicopedagogia,
fonoaudiologia, terapia ocupacional, musicoterapia, fisioterapia, nutrição, entre outras
– trabalham juntas, tecendo uma rede de apoio individualizada, com foco nas
necessidades específicas de cada paciente.

Todos os profissionais possuem qualificação e experiência no atendimento aos pacientes
com transtornos do neurodesenvolvimento – especialmente o Transtorno do Espectro
Autista.

As clínicas de terapia multidisciplinares da cidade, que prestam serviços à operadora,
não integram a sua rede assistencial, de forma que a garantia dos atendimentos será
mantida a todos os beneficiários, nos termos do que prevê a legislação em saúde
suplementar, por meio de sua rede própria ou credenciada.

O direcionamento dos pacientes ao serviço próprio é comunicado previamente aos
responsáveis e, a partir da visita ao Espaço TE Acolhemos, é iniciado o processo de
avaliação para a criação do Plano Terapêutico Individual (PTI), com enfoque nas
necessidades individuais de cada paciente, tratadas de forma integrada pelos terapeutas
da clínica.

Por fim, a Unimed Petrópolis reforça o seu compromisso em garantir todas as coberturas
contratadas, com qualidade e segurança, dentro das melhores práticas terapêuticas
reconhecidas cientificamente.

Por Richard Stoltzenburg/ Foto: divulgação

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