{"id":100083,"date":"2025-03-03T09:03:46","date_gmt":"2025-03-03T12:03:46","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=100083"},"modified":"2025-03-03T09:03:50","modified_gmt":"2025-03-03T12:03:50","slug":"no-rio-57-dos-cariocas-frequentaram-cinema-nos-ultimos-12-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/03\/03\/no-rio-57-dos-cariocas-frequentaram-cinema-nos-ultimos-12-meses\/","title":{"rendered":"No Rio, 57% dos cariocas frequentaram cinema nos \u00faltimos 12 meses"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Estudo mostra que m\u00e9dia das demais capitais \u00e9 48%<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \/ Foto: Andre Horta<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os moradores da cidade do Rio de Janeiro s\u00e3o os que mais frequentam cinemas e teatros em compara\u00e7\u00e3o com as demais capitais brasileiras: 57% dos cariocas frequentou o cinema ao menos uma vez nos \u00faltimos 12 meses. A m\u00e9dia das demais capitais \u00e9 48%. Em rela\u00e7\u00e3o ao teatro, 32% foi ao teatro ao menos uma vez no \u00faltimo ano, acima da m\u00e9dia de 25%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1631768&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1631768&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Para os cariocas, o carnaval \u00e9 o evento cultural mais importante e a feijoada \u00e9 o principal prato t\u00edpico.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, nem todos os moradores do Rio de Janeiro acessam a cultura da mesma forma, o acesso a cinemas, teatros, museus e outras atra\u00e7\u00f5es \u00e9 maior em \u00e1reas mais nobres da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte da pesquisa Cultura nas Capitais, realizada pela JLeiva Cultura &amp; Esporte, com patroc\u00ednio do Ita\u00fa e do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Rouanet.&nbsp;Ap\u00f3s divulgar, em janeiro, um&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/cultura\/noticia\/2025-01\/festa-popular-mais-frequentada-e-junina-e-nao-o-carnaval\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">panorama geral das capitais do Brasil<\/a>, agora, semanalmente s\u00e3o divulgados os dados de cada uma das capitais, em detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa considerou o acesso a 12 atividades culturais: livros, cinema, videogame,&nbsp;<em>shows<\/em>, festas populares, bibliotecas, dan\u00e7a, museus, teatro, circo, saraus e concertos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cinema e teatro<\/h2>\n\n\n\n<p>A atividade cultural a que a popula\u00e7\u00e3o carioca tem mais acesso s\u00e3o os livros, segundo 67% dos entrevistados. A cidade se destaca, no entanto, pelo teatro e cinema, ocupando o primeiro lugar no&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;de todas as capitais no acesso a esses equipamentos culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>No acesso ao teatro, enquanto 32% dos cariocas assistem a espet\u00e1culos, Florian\u00f3polis aparece em segundo lugar, com 31% da popula\u00e7\u00e3o frequentando esses espa\u00e7os. No cinema, Porto Alegre aparece em seguida, com 54% da popula\u00e7\u00e3o assistindo aos filmes em cartaz. A porcentagem carioca \u00e9 57%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[O Rio] j\u00e1 sai, vamos dizer assim, na frente para quase todas as atividades culturais, porque nas duas vari\u00e1veis que s\u00e3o chaves para ter um bom acesso \u00e0 cultura, o Rio est\u00e1 bem: escolaridade e renda\u201d, diz o diretor da JLeiva Cultura &amp; Esporte, Jo\u00e3o Leiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambas atividades, a cidade possui tamb\u00e9m os menores \u00edndices daqueles que nunca foram teatro &#8211; 29% da popula\u00e7\u00e3o &#8211; ou ao cinema, 4%. A porcentagem do cinema \u00e9 semelhante a de Porto Alegre e a daqueles que nunca foram ao teatro \u00e9 a menor, seguida por Belo Horizonte, Curitiba e Vit\u00f3ria, todas com 31%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a liderar o consumo de cinema Leiva ressalta que a cidade tem uma tradi\u00e7\u00e3o no cinema, sendo a sede por exemplo da Ag\u00eancia Nacional do Cinema (Ancine), da antiga Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme), que funcionou at\u00e9 1990, e da distribuidora RioFilme, gerida pela prefeitura da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o teatro, a diretora executiva do Instituto Cultural Vale, Luciana Gondim, diz que a cidade \u201cvive uma fase muito feliz\u201d. Ela cita teatros como Jo\u00e3o Caetano, o Teatro Municipal Carlos Gomes, Teatro Adolpho Bloch, como exemplos de equipamentos que funcionam no centro da cidade, localiza\u00e7\u00e3o que amplia o acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 onde tem tr\u00e2nsito de trabalhadores, onde voc\u00ea consegue ir no final do expediente, onde consegue ter acesso para levar a fam\u00edlia mesmo durante um fim de semana. Voc\u00ea tem uma rede de transportes ali, ainda que n\u00e3o ideal, mas tem metr\u00f4, tem \u00f4nibus, passando por ali. Esse acesso aumenta. Ent\u00e3o, esse foi um acerto muito grande da cidade trazer esse investimento de teatro\u201d, diz Gondim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdade de acesso<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de liderar o acesso nesses equipamentos culturais, esse acesso \u00e9 desigual. Os dados do Rio de Janeiro mostram, por exemplo, que enquanto na zona sul, \u00e1rea nobre da cidade, 74% dos moradores v\u00e3o ao cinema, em Bangu ou em Santa Cruz, na zona oeste da cidade, esse percentual cai para 47%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, essas diferen\u00e7as regionais refletem tamb\u00e9m na distribui\u00e7\u00e3o desigual de infraestrutura cultural pela cidade. Para 50% dos entrevistados, as atividades culturais que frequentam acontecem longe do bairro onde moram , enquanto apenas 15% afirmam que essas atividades ocorrem no pr\u00f3prio bairro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/iyVL05oMFYN95YZfFvmKAHviAfw=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/macabea_-_18.jpg?itok=Aj14K0RE\" alt=\"15\/06\/2023 - Bal\u00e9s da temporada 2023 da Cia de Ballet Dalal Achcar. Foto: M\u00e1rcia Ribeiro\/ Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"M\u00e1rcia Ribeiro\/ Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Para 50% dos entrevistados atividades culturais acontecem longe do bairro onde moram &#8211;&nbsp;<strong>Foto:<\/strong>&nbsp;<strong>M\u00e1rcia Ribeiro\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a gente olha para cultura e acesso, a gente fala necessariamente de uma equa\u00e7\u00e3o que envolve tempo e dinheiro\u201d, diz Gondim. \u201cQuando voc\u00ea olha a pesquisa como um todo, essa quest\u00e3o \u00e9 estruturante. Se a pessoa tiver o desejo de ir, mas ela n\u00e3o tiver nem o tempo, nem o dinheiro, ela n\u00e3o vai. Ent\u00e3o, isso \u00e9 um fator geral para pensar a cultura, pensar esse desenvolvimento socioecon\u00f4mico do territ\u00f3rio\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que n\u00e3o falta interesse por parte dos cariocas. Caso aquelas pessoas que t\u00eam vontade de ir a eventos culturais pudessem de fato ir, o p\u00fablico poderia dobrar. Por exemplo, enquanto 23% dos entrevistados foram a espet\u00e1culos de dan\u00e7a, 28% queriam ir, mas n\u00e3o foram. No caso do teatro, 32% foram a alguma apresenta\u00e7\u00e3o, mas 30%, apesar de n\u00e3o terem ido, disseram que gostariam de ir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Carnaval e feijoada<\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/cultura\/noticia\/2025-01\/festa-popular-mais-frequentada-e-junina-e-nao-o-carnaval\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo mais amplo divulgado em janeiro deste ano<\/a>&nbsp;mostrou que, em todo o pa\u00eds, a festa popular mais frequentada \u00e9 a festa junina e n\u00e3o o carnaval.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio, conhecido pelo carnaval nacional e internacionalmente, a popula\u00e7\u00e3o considera a folia como o evento mais cultural mais importante da cidade. O carnaval atrai 57% da popula\u00e7\u00e3o da cidade, que frequentam os desfiles das escolas de samba ou os blocos de rua. Essa porcentagem \u00e9 maior que a nacional. Em todo o pa\u00eds, 48% dizem frequentar o carnaval.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, as festas juninas, assim como no restante do pa\u00eds, s\u00e3o as mais frequentadas pelos cariocas, 77% disseram que v\u00e3o a essas festas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero musical favorito, enquanto o sertanejo lidera a prefer\u00eancia nacional, apontado por 15 das 27 capitais brasileiras, no Rio, o campe\u00e3o \u00e9 a MPB, apontada por 39% da popula\u00e7\u00e3o, seguida pelo pagode (27%) e Gospel (25%).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa perguntou ainda aos entrevistados qual o prato que melhor representa a culin\u00e1ria de sua cidade. Era uma quest\u00e3o aberta: as pessoas poderiam citar qualquer prato. A feijoada e o feij\u00e3o foram os que mais apareceram, citados por 44% dos entrevistados cariocas. Arroz e feij\u00e3o foi citado por 22% e carnes diversas, por 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas demais capitais, o feij\u00e3o \u00e9 citado por 20% das pessoas, em m\u00e9dia, seguido pelo arroz e feij\u00e3o, 19%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa Cultura nas Capitais trata-se do maior levantamento j\u00e1 realizado sobre os h\u00e1bitos culturais dos brasileiros. Os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.culturanascapitais.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dados podem ser acessados pela internet<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento foi feito com base em um question\u00e1rio aplicado 19,5 mil pessoas moradoras de todas as capitais e do Distrito Federal. Somente no Rio, foram entrevistados 1,5 mil moradores da cidade, todos com 16 anos ou mais, entre fevereiro e abril de 2024. O estudo abordou as pr\u00e1ticas culturais dos entrevistados ao longo dos 12 meses anteriores.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que m\u00e9dia das demais capitais \u00e9 48% Por Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":100085,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-100083","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100083"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100083\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":100086,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100083\/revisions\/100086"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}