{"id":100796,"date":"2025-03-17T09:00:00","date_gmt":"2025-03-17T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=100796"},"modified":"2025-03-16T14:58:16","modified_gmt":"2025-03-16T17:58:16","slug":"clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/03\/17\/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo\/","title":{"rendered":"Clima e foco em exporta\u00e7\u00e3o explicam alta de alimentos no longo prazo"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudo da FGV destrincha motivos para pre\u00e7os subirem mais que infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e mudan\u00e7as no uso da terra que privilegiaram culturas de exporta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos causaram redu\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds e explicam o aumento no pre\u00e7o da comida. A constata\u00e7\u00e3o faz parte da\u00a0Carta do Ibre, an\u00e1lise de conjuntura econ\u00f4mica publicada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1634518&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1634518&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O texto, assinado pelo economista Luiz Guilherme Schymura, traz a colabora\u00e7\u00e3o de outros pesquisadores do Ibre e aponta motivos que explicam a\u00a0infla\u00e7\u00e3o de alimentos subir em velocidade maior que a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, apurada pelo\u00a0\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA),\u00a0do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise aponta que a alta no pre\u00e7o da comida \u00e9 reflexo do fato de a produ\u00e7\u00e3o no campo n\u00e3o acompanhar a demanda da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O IPCA de fevereiro mostrou que a infla\u00e7\u00e3o do grupo alimentos e bebidas subiu 7,25% no acumulado de 12 meses, acima do \u00edndice geral, que apresentou alta de 4,56%. A Carta do Ibre observa esse descolamento entre infla\u00e7\u00e3o da comida e infla\u00e7\u00e3o geral durante um tempo mais longo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEntre 2012 e 2024, o item alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio teve alta de 162%, enquanto o IPCA geral elevou-se 109%\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Clima e d\u00f3lar<\/h2>\n\n\n\n<p>O Ibre ressalta que \u201ca alta dos alimentos \u2013 que tem peso maior na cesta de consumo dos mais pobres \u2013 no Brasil e no mundo \u00e9 um processo que j\u00e1 tem quase duas d\u00e9cadas, com muitos e complexos fatores explicativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Schymura destaca como respons\u00e1veis&nbsp;pelo descasamento entre a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos e o \u00edndice geral as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com aumento de eventos extremos e maior imprevisibilidade meteorol\u00f3gica, que \u201cprovocam perturba\u00e7\u00f5es crescentes na oferta de commodities [mercadorias negociadas com pre\u00e7os internacionais] e produtos aliment\u00edcios, num processo que afeta diversas partes do globo e, de forma bastante n\u00edtida e relevante, o Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise frisa que efeitos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas come\u00e7aram a emergir claramente a partir de meados dos anos 2000, com efeitos ainda mais negativos em partes mais quentes do globo, como no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento assinala tamb\u00e9m que a \u201cexpressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial\u201d possui parcela de culpa no encarecimento dos alimentos, uma vez que estimula a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com o real desvalorizado, vender para outros pa\u00edses e obter receita em d\u00f3lar torna mais lucrativa a atividade do produtor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais um impacto do fator c\u00e2mbio alto \u00e9 o encarecimento de insumos agr\u00edcolas importados, como defensivos, fertilizantes, m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro elemento apontado s\u00e3o pol\u00edticas internas de incentivo ao consumo, como \u201cforte aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a amplia\u00e7\u00e3o expressiva do Bolsa Fam\u00edlia\u201d. Com mais renda, a popula\u00e7\u00e3o tende a aumentar o consumo, pressionando a rela\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o x demanda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/8bLZrG0YXv9idB2faqZ5R6wYeQE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/06\/23\/_mg_4117_0.jpg?itok=TAiVbyor\" alt=\"Mu\u00e7um (RS), 22\/06\/2024 - Tiago Dalmolin e seus filhos na varanda da sua casa, ap\u00f3s enchente que atingiu toda a regi\u00e3o. Foto: Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Destrui\u00e7\u00e3o causada por enchentes na cidade de Mu\u00e7um, no Rio Grande do Sul.&nbsp;<strong>Bruno&nbsp;Peres\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola<\/h2>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o da FGV traz dados que apontam perda de velocidade na oferta de alimentos. \u201cO crescimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola mundial, que teve ritmo m\u00e9dio de cerca de 2,6% ao ano nas d\u00e9cadas de 1990 e 2000, desacelerou para 1,9% nos anos 2010\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ibre detalha cen\u00e1rios espec\u00edficos do Brasil.&nbsp;<strong>\u201cO Brasil n\u00e3o est\u00e1 produzindo comida suficiente para o pr\u00f3prio pa\u00eds e o mundo\u201d. Um dos motivos para isso \u00e9 troca de culturas \u2013 alimentos dando lugar a soja e milho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o das lavouras est\u00e1 crescendo menos do que o necess\u00e1rio para atender \u00e0 demanda interna e externa de alimentos voltados especialmente para consumo humano; uma parte da \u00e1rea plantada aparentemente est\u00e1 saindo dos alimentos e indo para esses produtos mais voltados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O Ibre detalha aumentos espec\u00edficos no pre\u00e7o da alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio de 2012 a 2024, como frutas (subiram 299%), hortali\u00e7as e verduras (246%), cereais, legumes e oleaginosas (217%), e tub\u00e9rculos, ra\u00edzes e legumes (188%), enquanto o \u00edndice geral de infla\u00e7\u00e3o foi 109%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1rea plantada<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que a \u00e1rea total plantada no Brasil aumentou de 65,4 milh\u00f5es de hectares em 2010 para 96,3 milh\u00f5es em 2023. Mas essa expans\u00e3o se deve basicamente \u00e0 soja e ao milho. Sem essas duas culturas, voltadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea plantada ficou est\u00e1vel, registrando 29,1 milh\u00f5es de hectares em 2010, e 29,3 milh\u00f5es em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo o Ibre, a produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o por habitante no Brasil caiu 20%; e do arroz, 22%, quando se compara 2024 com 2012.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00e1rea plantada de arroz no Brasil passou de 2,8 milh\u00f5es de hectares em 2010 para 1,6 milh\u00e3o em 2024, o que refor\u00e7a a ideia de que culturas de alimentos est\u00e3o dando lugar a culturas de exporta\u00e7\u00e3o, especialmente de soja e milho\u201d, escreve Schymura<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador frisa que a produ\u00e7\u00e3o por habitante de quase todas as principais frutas caiu no Brasil a partir&nbsp;do in\u00edcio da d\u00e9cada passada. No caso da banana, essa queda foi de 10%; no da ma\u00e7\u00e3, de 5,6%; no da laranja, de 20% (afetada pelo greening, um tipo de praga); no do mam\u00e3o, de 40%; e no da tangerina, de 8%. A exce\u00e7\u00e3o foi a uva, com aumento de 9%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Ly5yPelszCYCW1-y83YwF9-PWo4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/01\/10\/inflacion1.jpg?itok=Hha3xqpL\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 10\/01\/2025 - Infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds em 2024 \u00e9 de 4,83%, acima do limite da meta\nPercentual \u00e9 o mais alto desde 2022 (5,79%)\nFoto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Gr\u00e3os \u00e0 venda em mercado de Bras\u00edlia.&nbsp;&nbsp;<strong>Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hortali\u00e7as e verduras<\/h2>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a hortali\u00e7as e verduras, segundo item de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio que mais cresceu acima do IPCA em 2012-2024, o economista lembra que s\u00e3o culturas mais vulner\u00e1veis a climas adversos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOutra hip\u00f3tese, que n\u00e3o exclui a primeira, \u00e9 o aumento T\u00edtulo 2da demanda em fun\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, como a busca de alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. Por fim, o crescimento das \u00e1reas urbanas, em detrimento dos \u2018cintur\u00f5es verdes\u2019, e o encarecimento da m\u00e3o de obra tamb\u00e9m podem ser fatores que restringem a produ\u00e7\u00e3o de hortifrutigranjeiros\u201d, sugere.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Carne<\/h2>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise aponta tamb\u00e9m fatores que tornam a carne mais cara, como o \u201cclico do boi\u201d, que provoca redu\u00e7\u00e3o da oferta a cada cinco anos, aproximadamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A demanda de outros pa\u00edses pela carne brasileira apresenta tamb\u00e9m um fator de encarecimento. Houve, diz o Ibre, grande aumento da exporta\u00e7\u00e3o do produto desde 2017, enquanto a produ\u00e7\u00e3o nacional se manteve relativamente est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o,<strong>&nbsp;em 2017, a disponibilidade de carne bovina para consumo dom\u00e9stico foi de 39,9 kg\/habitante, indicador que caiu para 36,1 em 2023<\/strong>&nbsp;\u2013 patamar mais baixo desde pelo menos 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, observa a an\u00e1lise, a produ\u00e7\u00e3o de carne tamb\u00e9m vem sendo afetada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com destaque, em 2021, para o dano \u00e0s pastagens causado pela forte seca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recomenda\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>A Carta do Ibre conclui que \u201ca alta dos alimentos n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno passageiro\u201d e recomenda as seguintes pol\u00edticas de suprimento e seguran\u00e7a alimentar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Foco nas culturas que produzem diretamente alimentos\u00a0para a mesa dos brasileiros.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Monitoramento da produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Recomposi\u00e7\u00e3o de estoques p\u00fablicos<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Silagem (estruturas de armazenamento)<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Vias de escoamento<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Cr\u00e9dito focalizado<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cultura de exporta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s culturas de exporta\u00e7\u00e3o, Schymura comenta que \u201cn\u00e3o se trata de restringir\u201d. Ele afirma que a soja, por exemplo, traz muitos benef\u00edcios ao pa\u00eds, na forma de entrada de moeda estrangeira e da \u201cconsequente estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica propiciada por elas\u201d. Ele assinala ainda que essas culturas permitem o barateamento das ra\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o insumo nas cadeias de prote\u00ednas animais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO foco deve ser o de estimular a produ\u00e7\u00e3o adicional de alimentos, e n\u00e3o dificultar outras \u00e1reas do agroneg\u00f3cio. N\u00e3o se trata de um jogo de soma zero\u201d, conclui.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/K1wIOFdwtgFaXpPaIY_fprV-VbM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/dolar_moeda_0803221210.jpg?itok=5pApKnzq\" alt=\"D\u00f3lar\" title=\"Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nota de 100 d\u00f3lares americanos.&nbsp;<strong>Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Derrubada de impostos<\/h2>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o dos alimentos \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es atuais do governo. O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva chegou a dizer que\u00a0cogita \u201cmedidas dr\u00e1sticas\u201d\u00a0para conter a press\u00e3o de alta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quinta-feira da semana passada (6), o\u00a0governo decidiu zerar o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o de nove tipos de alimentos, na tentativa de baratear pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz acreditar que a supersafra esperada para este ano seja\u00a0fator de al\u00edvio na infla\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com estimativa anunciada nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),\u00a0a safra de gr\u00e3os 2024\/25 ser\u00e1 de 328,3 milh\u00f5es de toneladas, expans\u00e3o de 10,3% ante a safra 2023\/24.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Bruno de Freitas Moura &#8211; rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Foto Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da FGV destrincha motivos para pre\u00e7os subirem mais que infla\u00e7\u00e3o Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e mudan\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":100797,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-100796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100796"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":100798,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100796\/revisions\/100798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}