{"id":103682,"date":"2025-05-06T05:00:00","date_gmt":"2025-05-06T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=103682"},"modified":"2025-05-06T09:36:52","modified_gmt":"2025-05-06T12:36:52","slug":"mercado-de-trabalho-pesquisa-revela-que-mulheres-50-sao-vistas-como-obsoletas-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/05\/06\/mercado-de-trabalho-pesquisa-revela-que-mulheres-50-sao-vistas-como-obsoletas-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Mercado de trabalho: Pesquisa revela que mulheres 50+ s\u00e3o vistas como obsoletas no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma pesquisa conduzida com lideran\u00e7as femininas de diversos setores, publicada na Harvard Business Review, mostrou que, depois dos 50 anos, as mulheres passam a ser vistas como ultrapassadas e obsoletas, sendo ignoradas nos planos de sucess\u00e3o de cargos nas empresas. Esse panorama reflete o etarismo \u2013 discrimina\u00e7\u00e3o com base na idade \u2013, ainda bastante presente nas organiza\u00e7\u00f5es brasileiras e que tem como principal alvo as mulheres, como descreve Cl\u00e1udia Cardoso, professora de Recursos Humanos e de Psicologia da Est\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-medium is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"300\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-05-at-14.13.10-200x300.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103683\" style=\"width:388px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-05-at-14.13.10-200x300.jpeg 200w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-05-at-14.13.10-682x1024.jpeg 682w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-05-at-14.13.10-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-05-at-14.13.10.jpeg 853w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>Professora de RH e de Psicologia da Est\u00e1cio destaca que o etarismo feminino parte de vieses inconscientes que come\u00e7am em processos seletivos e se estendem a oportunidades para posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cInfelizmente, existe uma cultura organizacional que enxerga as pessoas 40+ como improdutivas, desatualizadas e sem habilidade digital. Essa percep\u00e7\u00e3o preconceituosa \u00e9 agravada quando se trata de mulheres, sobretudo para oportunidades de crescimento, promo\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a e gest\u00e3o. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Governan\u00e7a Corporativa (IBGC), que analisa a diversidade de g\u00eanero e ra\u00e7a nos \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o (conselhos e diretorias) e entre os empregados de companhias de capital aberto, mostra que apenas 22,8% dos assentos dos conselhos de administra\u00e7\u00e3o t\u00eam pelo menos uma conselheira e 15,8% dos cargos na administra\u00e7\u00e3o s\u00e3o ocupados por mulheres\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a especialista, o etarismo feminino no mercado de trabalho parte de vieses inconscientes como o de perda de produtividade. \u201cAs profissionais 40+, 50+ est\u00e3o, na verdade, no auge da sua capacidade produtiva, buscando desafios, aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico e novos conhecimentos. \u00c9 um grupo et\u00e1rio que alcan\u00e7ou uma maturidade profissional, tem mais comprometimento, responsabilidade, sabedoria e soft skills mais desenvolvidas, atributos que agregam no relacionamento com colegas mais jovens, que tendem a ser mais imediatistas\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que \u00e9 desafiador para as mulheres maduras crescer e ascender dentro do ambiente corporativo, elas enfrentam barreiras na busca por novas oportunidades de emprego. \u201cMuitas companhias colocam perfis de vagas voltados para pessoas abaixo de 40 anos, e isso tem um peso maior entre as candidatas: h\u00e1 uma supervaloriza\u00e7\u00e3o da sua apar\u00eancia e juventude em detrimento dos homens. Felizmente, a \u00e1rea de Recursos Humanos tem buscado mudar os processos, conscientizando a alta gest\u00e3o, lideran\u00e7as e diretores sobre a import\u00e2ncia da diversidade et\u00e1ria nas organiza\u00e7\u00f5es, da experi\u00eancia feminina, de garantir a elas mais oportunidades de desenvolvimento, promovendo um crescimento das posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a para as mulheres 40+. Com isso, muitas empresas entenderam que uma equipe produtiva e criativa \u00e9 aquela que prioriza a diversidade, o que resulta em produtos e servi\u00e7os inovadores\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cl\u00e1udia Cardoso, alguns segmentos s\u00e3o mais inclusivos para as profissionais mais velhas. \u201cAs \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, consultoria, sa\u00fade, recursos humanos, setor p\u00fablico e empreendedorismo valorizam a experi\u00eancia e o conhecimento. Tamb\u00e9m observo oportunidades para mulheres 40+ em supermercados, no atendimento p\u00fablico, devido \u00e0s suas habilidades interpessoais e emocionais, como empatia, paci\u00eancia, capacidade para resolver problemas e aten\u00e7\u00e3o aos detalhes\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: \u00a9 Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa conduzida com lideran\u00e7as femininas de diversos setores, publicada na Harvard Business Review, mostrou<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":103554,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-103682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103682"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103684,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103682\/revisions\/103684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103554"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}