{"id":103928,"date":"2025-05-10T12:57:01","date_gmt":"2025-05-10T15:57:01","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=103928"},"modified":"2025-05-10T12:57:02","modified_gmt":"2025-05-10T15:57:02","slug":"grupos-terapeuticos-ajudam-maes-a-lidar-com-dor-inominavel-do-luto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/05\/10\/grupos-terapeuticos-ajudam-maes-a-lidar-com-dor-inominavel-do-luto\/","title":{"rendered":"Grupos terap\u00eauticos ajudam m\u00e3es a lidar com &#8220;dor inomin\u00e1vel&#8221; do luto\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>M\u00e3es sem Nome j\u00e1 ajudou milhares de mulheres que perderam seus filhos<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2011, M\u00e1rcia Noleto perdeu a filha Mariana em um acidente de helic\u00f3ptero. Desde ent\u00e3o, o luto passou a fazer parte da sua vida n\u00e3o apenas como experi\u00eancia pessoal, mas como objeto de estudo e foco de trabalho.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1642226&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1642226&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A fundadora do grupo M\u00e3es sem Nome estudou psicologia para compreender melhor as m\u00faltiplas experi\u00eancias de luto e como \u00e9 poss\u00edvel continuar vivendo e reencontrar a alegria, mesmo que a aus\u00eancia nunca possa ser preenchida.\u00a0Em 14 anos, o grupo j\u00e1 ajudou milhares de m\u00e3es em luto e alguns desses relatos se juntam \u00e0 pesquisa de mestrado de M\u00e1rcia, em seu rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro\u00a0<em>Luto Materno<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atualmente, mais de 20 psic\u00f3logas atendem voluntariamente m\u00e3es de todo o Brasil que se re\u00fanem em grupos virtuais e presenciais,<\/strong>&nbsp;para compartilhar suas experi\u00eancias e se apoiar durante esse processo t\u00e3o unicamente doloroso. No Dia das M\u00e3es, elas se revezam em esquema de plant\u00e3o para dar aux\u00edlio individual \u00e0quelas que mais precisam.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, M\u00e1rcia explica que esta \u00e9 uma data de grande vulnerabilidade para essas mulheres, que n\u00e3o deixaram de ser m\u00e3es, mas infelizmente n\u00e3o podem mais celebrar a data ao lado dos filhos que partiram. Mas ela tamb\u00e9m deixa uma mensagem de esperan\u00e7a: &#8220;a m\u00e3e que perde um filho jamais vai conseguir superar isso. Mas ela pode fazer um movimento de realinhamento com a vida&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/l_xjCsOtE8QUxFoJafhBybpRp8s=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/05\/09\/whatsapp_image_2025-05-06_at_12.09.10.jpg?itok=7ob56ggr\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 09\/05\/2025 -  Grupos terap\u00eauticos ajudam m\u00e3es a lidar com \" title=\"Fernando Rabelo\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ap\u00f3s perder a filha, M\u00e1rcia Noleto fundou o grupo M\u00e3es sem Nome e estudou psicologia&nbsp;<strong>Foto: Fernando Rabelo<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:&nbsp;<\/strong>Como o grupo come\u00e7ou?<br><strong>M\u00e1rcia Noleto:&nbsp;<\/strong>Eu tinha uma outra vida. Eu fui secret\u00e1ria do Consulado Geral da Fran\u00e7a durante 20 anos, at\u00e9 que aconteceu o acidente, em 2011. Um pouco antes, a Mariana tinha me ensinado a usar o Facebook, ent\u00e3o eu pedi ora\u00e7\u00f5es por ela no meu perfil e foi uma coisa surpreendente porque muitas mulheres do Brasil, e at\u00e9 de fora do Brasil, come\u00e7aram a me mandar mensagens de esperan\u00e7a e de f\u00e9.&nbsp;<strong>E a\u00ed eu comecei a me comunicar com essas mulheres e muitas delas j\u00e1 tinham perdido filhos tamb\u00e9m.<\/strong>&nbsp;E naturalmente foi se formando um grupo de mulheres no Facebook que perderam filhos. Ent\u00e3o, eu pensei assim: \u2018Meu Deus, que universo \u00e9 esse, que sofrimento \u00e9 esse? \u00c9 uma dor que n\u00e3o tem fundo, n\u00e9? Ela \u00e9 imensur\u00e1vel.\u2019<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a\u00ed eu decidi estudar psicologia e eu j\u00e1 entrei com isso na cabe\u00e7a: Eu quero fazer um trabalho nesse sentido.<\/strong>&nbsp;Porque \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem amparo no poder p\u00fablico, e \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o social enorme. Quantas mulheres ficam desempregadas depois que perdem seus filhos? Quantas mulheres precisam de aux\u00edlio sa\u00fade pela Previd\u00eancia Social? Porque voc\u00ea tem direito a no m\u00e1ximo uma semana de luto. Isso se voc\u00ea tiver uma prote\u00e7\u00e3o trabalhista. E a\u00ed eu tive a ideia de fazer esses grupos terap\u00eauticos, com a ajuda de duas psic\u00f3logas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>&nbsp;E por que o grupo se chama M\u00e3es sem Nome?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>&nbsp;Esse nome faz refer\u00eancia a esse fato da gente n\u00e3o ter uma denomina\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Porque existe a vi\u00fava, o \u00f3rf\u00e3o&#8230;&nbsp;&nbsp;mas no dicion\u00e1rio n\u00e3o tem nome para essa dor, \u00e9 uma falta de lugar. Fica uma sensa\u00e7\u00e3o de estar entre dois mundos. E essa mulher fica mesmo com uma sensa\u00e7\u00e3o de estar entre dois mundos, presa entre a vida e a morte. O tempo n\u00e3o faz mais sentido: nem o passado, nem o presente, nem o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem passa por uma circunst\u00e2ncia como essa, fica com o sentido da vida completamente esvaziado, ent\u00e3o, o presente n\u00e3o faz mais sentido.&nbsp;<\/strong>Mas tamb\u00e9m n\u00e3o faz sentido voc\u00ea fazer planos para o futuro, porque voc\u00ea j\u00e1 perdeu tudo que voc\u00ea n\u00e3o podia perder. E a gente vai para o passado para rememorar, para sentir saudade, mas o passado j\u00e1 passou. Ent\u00e3o, voc\u00ea fica em lugar nenhum. E realmente n\u00e3o tem nome para essa dor. Ela fica realmente no lugar do inomin\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:&nbsp;<\/strong>Considerando o tamanho dessa dor, as m\u00e3es em luto sentem que as outras pessoas n\u00e3o compreendem ou que, \u00e0s vezes, n\u00e3o est\u00e3o dispostas a ouvir sobre o que elas est\u00e3o passando?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>&nbsp;Totalmente. \u00c9 uma dor que as pessoas n\u00e3o est\u00e3o preparadas para enfrentar na fam\u00edlia, no meio social, no trabalho&#8230; n\u00e3o est\u00e3o. As pessoas n\u00e3o sabem o que v\u00e3o te dizer. Porque sentem medo tamb\u00e9m. Todo mundo que tem um filho, quando v\u00ea uma m\u00e3e perder seu filho diz assim: \u2018Deus me livre\u2019.&nbsp;<strong>Ent\u00e3o, as pessoas se afastam de voc\u00ea, porque elas ficam desconfort\u00e1veis do seu lado.<\/strong>&nbsp;E \u00e0s vezes as pessoas que chegam junto ficam durante um certo tempo, mas depois elas v\u00e3o embora. E a dor \u00e9 sua e voc\u00ea tem que continuar lidando com ela, sabe?<\/p>\n\n\n\n<p>E quando eu escrevi esse livro (<em>Luto Materno<\/em>), a minha inten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 que os psic\u00f3logos leiam. Porque eu recebo muitas m\u00e3es que disseram para mim que foram em psic\u00f3logos, mas eles disseram: \u2018Isso vai passar, voc\u00ea vai se cuidar e ficar melhor\u2019. E n\u00e3o era isso que elas queriam ouvir, entende? A palavra &#8220;supera\u00e7\u00e3o&#8221;, por exemplo, \u00e9 uma palavra condenada. Horr\u00edvel! A m\u00e3e que perde um filho jamais vai conseguir superar isso. Mas ela pode fazer um movimento de realinhamento com a vid, de rearticula\u00e7\u00e3o com a vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:\u00a0<\/strong>Mesmo que seja um sofrimento muito grande, voc\u00ea defende muito enfaticamente que o luto n\u00e3o seja tratado como doen\u00e7a?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>\u00a0Sim! Hoje em dia voc\u00ea tem no DSM, que \u00e9 um manual onde os m\u00e9dicos listam todas as doen\u00e7as, o luto \u00e9 considerado como um transtorno. E isso \u00e9 uma coisa muito complicada, porque muitos psiquiatras, quando v\u00e3o atender essas mulheres, entendem que elas precisam sempre ser medicadas. E eu afirmo com todas as letras que n\u00e3o. A dor do luto \u00e9 uma dor existencial.\u00a0A mulher est\u00e1 profundamente triste, mas ela n\u00e3o est\u00e1 deprimida clinicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Se essa mulher j\u00e1 sofria de depress\u00e3o antes da morte do filho, ela pode sim ter essa depress\u00e3o potencializada, mas isso n\u00e3o quer dizer que toda m\u00e3e que perde o filho vai desencadear uma depress\u00e3o. Eu n\u00e3o considero transtorno, e tamb\u00e9m n\u00e3o considero nenhum desvio, nenhuma inadequa\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio. Ent\u00e3o a gente tem que escutar essa mulher, porque tamb\u00e9m \u00e9 uma coisa muito singular. Se voc\u00ea colocar duas m\u00e3es na minha frente que tenham perdido os filhos de formas similares, mesmo assim, o luto n\u00e3o vai ser id\u00eantico. Eu destaco bastante isso no meu livro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>&nbsp;Al\u00e9m de reunir esses relatos, voc\u00ea tamb\u00e9m traz uma abordagem filos\u00f3fica e hist\u00f3rica do luto?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>&nbsp;Isso! Esse livro, na verdade, \u00e9 uma tese de mestrado. Depois da psicologia, eu fiz uma forma\u00e7\u00e3o em fenomenologia, e essa abordagem traz justamente esse conceito, de que a gente n\u00e3o v\u00ea o transtorno, a gente v\u00ea o sofrimento. Ent\u00e3o, eu fui l\u00e1 atr\u00e1s no Freud, que \u00e9 uma das primeiras pessoas que vai falar de luto, e a\u00ed eu vou no Heidegger, que \u00e9 um fil\u00f3sofo que est\u00e1 na base da abordagem fenomenol\u00f3gica, e ele diz que a gente \u00e9 um ser jogado nesse mundo aqui e que a gente tem que lidar com a nossa finitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como a gente lida? Se esquivando da morte. Ent\u00e3o, qual \u00e9 a sa\u00edda? Eu trago como uma das possibilidades de tratamento a cl\u00ednica compartilhada em grupo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Que se relaciona com o trabalho que voc\u00eas fazem no M\u00e3es sem Nome, n\u00e9? Como o grupo funciona?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>\u00a0A gente tem uma p\u00e1gina no Instagram (@maessemnome2023), e a mulher que precisa de ajuda, entra na p\u00e1gina e deixa um recado l\u00e1. A\u00ed a coordenadora da rede de psic\u00f3logas pega o nome dessa m\u00e3e e distribui para alguma psic\u00f3loga volunt\u00e1ria. Elas fazem uma entrevista de triagem, que \u00e9 uma entrevista preliminar para entender como \u00e9 que essa m\u00e3e est\u00e1 se sentindo, e se for uma hist\u00f3ria muito dif\u00edcil, a gente prop\u00f5e uma terapia em algumas sess\u00f5es, para dar acolhida e perceber se ela vai estar apta para escutar outras hist\u00f3rias. Quando a gente percebe que sim, ela come\u00e7a a participar. N\u00f3s temos dois encontros online nas quartas e nas sextas, e aos s\u00e1bados aqui no consult\u00f3rio presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo \u00e9 aberto, isso quer dizer que qualquer mulher pode entrar e sair a hora que quiser. Voc\u00ea pode entrar e ficar com a sua c\u00e2mera fechada. Se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 a fim de falar nesse dia, voc\u00ea pode s\u00f3 ouvir. E ela participa pelo tempo que quiser. O importante \u00e9 elas saberem que sempre que quiserem e precisarem, a gente est\u00e1 ali. Para o livro, eu transcrevi alguns encontros e fui pensando algumas palavras que se repetiram. Mas com muito cuidado, porque eu n\u00e3o queria que essas palavras fossem entendidas como caracter\u00edsticas do luto materno. N\u00e3o tem como padronizar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Datas comemorativas de maneira geral costumam ser complicadas para as pessoas em luto, mas o Dia das M\u00e3es \u00e9 um desafio maior para essas mulheres?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>\u00a0Tem um complicador a mais, sim.\u00a0A gente n\u00e3o deixa de ser m\u00e3e, mesmo que perca o \u00fanico filho que tem.\u00a0E essa data lembra que a gente \u00e9 m\u00e3e. E lembra que a gente perdeu esse filho. E para algumas m\u00e3es que ainda t\u00eam filhos vivos, essa mulher fica dividida: eu tenho aqui uma vida para viver, eu tenho um filho para cuidar, mas eu perdi um outro filhinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o assim, eu sei que \u00e9 uma data comercial, mas ela toca numa ferida muito exposta.\u00a0Por isso que a gente faz plant\u00e3o psicol\u00f3gico para ouvi-las.\u00a0Para que elas possam falar sobre isso e voltar para as suas casas e passar o dia bem com o filho que ela tem aqui nesse mundo, e para que ela possa em algum momento tamb\u00e9m fazer uma prece, se reconectar, mandar boas energias universo, enfim, pra que ela possa encontrar um lugar que seja confort\u00e1vel para ela nesse dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:\u00a0<\/strong>E quem est\u00e1 ao redor dessas mulheres, como pode ajudar?<br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong>\u00a0Estar presente, mas verdadeiramente presente. Eu acho que a gente precisa se conectar verdadeiramente com as pessoas, olhar no olho, abra\u00e7ar, aquele abra\u00e7o duradouro, aquele amor sincero, aquela energia boa.\u00a0Voc\u00ea n\u00e3o precisa estar falando sobre o assunto, mas voc\u00ea pode estar presente e mostrar para essa pessoa que a vida tem outros prazeres, como sentar numa mesa, almo\u00e7ar junto com a fam\u00edlia.\u00a0E se algo for dito, ou for transmitido no olhar&#8230; deixa dizer, se a vontade de chorar vier, deixa chorar e acolher essa dor. Entender que ela existe, mas a gente pode viver com essa dor guardadinha em algum lugar do cora\u00e7\u00e3o, uma um lugar que seja respeitoso, cuidadoso, como um relic\u00e1rio, sabe? E, ao mesmo tempo, que tem alegria tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente pode ter as duas coisas ao mesmo tempo, sim. Tem como acomodar as duas coisas dentro de si em lugares diferentes, mas num universo s\u00f3, que somos n\u00f3s mesmos. Essa \u00e9 a arte de viver. E as mulheres que precisarem de ajuda podem procurar o\u00a0nosso Instagram, que a gente entra em contato, a gente acolhe e cuida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por T\u00e2mara Freire &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Foto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3es sem Nome j\u00e1 ajudou milhares de mulheres que perderam seus filhos Em 2011, M\u00e1rcia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":103929,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-103928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103928"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103930,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103928\/revisions\/103930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}