{"id":103997,"date":"2025-05-11T18:00:00","date_gmt":"2025-05-11T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=103997"},"modified":"2025-05-10T16:01:19","modified_gmt":"2025-05-10T19:01:19","slug":"ibge-lanca-mapa-mundi-invertido-com-o-sul-no-topo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/05\/11\/ibge-lanca-mapa-mundi-invertido-com-o-sul-no-topo\/","title":{"rendered":"IBGE lan\u00e7a mapa-m\u00fandi invertido, com o Sul no topo"},"content":{"rendered":"\n<p>Nova representa\u00e7\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ada no ano em que pa\u00eds preside Brics<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) lan\u00e7ou nesta semana o\u00a0mapa-m\u00fandi oficial, de forma invertida, que novamente tem o\u00a0Brasil no centro do mundo, mas que agora\u00a0traz uma nova perspectiva em que o Sul aparece no topo da imagem.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1642229&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1642229&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento \u00e9 feito no ano em que o pa\u00eds\u00a0tem ativa participa\u00e7\u00e3o nos debates e perspectivas do Sul Global e do cen\u00e1rio mundial, em especial por presidir o Brics e\u00a0o Mercosul\u00a0e receber a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), em Bel\u00e9m, na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo mapa tamb\u00e9m traz destacados os pa\u00edses que comp\u00f5e o Brics, o Mercosul, os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa e do bioma amaz\u00f4nico, a cidade do Rio de Janeiro, como capital do&nbsp;Brics, a cidade de Bel\u00e9m, como capital da COP30, e o Cear\u00e1 como sede do Triplo F\u00f3rum Internacional da Governan\u00e7a do Sul Global &#8211; Novos Indicadores e Temas Estrat\u00e9gicos para o Desenvolvimento e a Sustentabilidade na Era Digital, em junho, em Fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em v\u00eddeo publicado no\u00a0<em>site<\/em>\u00a0do IBGE, a diretora de Geoci\u00eancias do instituto, Maria do Carmo Dias Bueno, afirmou que o Sul apontado para cima e o Norte apontado para baixo do mapa n\u00e3o constituem\u00a0erro ou engano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi proposital. Afinal de contas, o apontamento dos pontos cardeais \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica e n\u00e3o se constitui em um erro t\u00e9cnico. Ali\u00e1s, alguns estudiosos apontam essa quest\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o norte-sul com tendo alguns vieses. Por exemplo, temos um vi\u00e9s sutil em que algumas pessoas, ao verem um mapa, com o Norte apontado para cima, atribuem quest\u00f5es boas e valores mais ricos a coisas que est\u00e3o localizadas na parte superior do mapa. E, ao mesmo tempo atribuem coisas ruins, valores mais baixos de im\u00f3veis, e pobreza, a coisas relacionadas no mapa na por\u00e7\u00e3o inferior, ou seja, na por\u00e7\u00e3o sul do mapa\u201d, afirmou Maria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo a diretora, h\u00e1 tamb\u00e9m um vi\u00e9s pol\u00edtico relacionado a essa quest\u00e3o Norte-Sul.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cComo historicamente os primeiros mapas foram feitos majoritariamente por europeus, atribui-se a coloca\u00e7\u00e3o da Europa na parte superior do mapa como uma quest\u00e3o de refor\u00e7o da superioridade da Europa em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses localizados na por\u00e7\u00e3o sul. Isso, na verdade, trouxe protestos dos pa\u00edses do Sul, principalmente dos latino-americanos. Gostaria de enfatizar que mapas s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es do mundo real. Os mapas podem ser bonitos ou feios, podem ser simples ou mais complexos, mas s\u00e3o sempre representa\u00e7\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O diretor da Associa\u00e7\u00e3o dos Ge\u00f3grafos Brasileiros Se\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro e professor do Departamento de Geografia e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da Faculdade de Forma\u00e7\u00e3o de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Luis Henrique Leandro Ribeiro, lembrou&nbsp;que mapas s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es que expressam conven\u00e7\u00f5es, valores, vis\u00f5es de mundo e projetos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mapa-m\u00fandi \u00e9, assim como outros, uma representa\u00e7\u00e3o do mundo. Mapas tamb\u00e9m s\u00e3o conven\u00e7\u00f5es validadas pelos usos e aceita\u00e7\u00e3o de sociedades cient\u00edficas, institui\u00e7\u00f5es de ensino, ag\u00eancias e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e privados, sobretudo, estatais. No Brasil, o IBGE \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o de maior refer\u00eancia e prest\u00edgio na elabora\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de mapas. Recentemente publicou duas novas vers\u00f5es do mapa-m\u00fandi, uma com o Brasil no centro do mapa, e outra com essa mesma representa\u00e7\u00e3o s\u00f3 que &#8216;invertida&#8217;. Ambos mant\u00eam as proje\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas usuais, mas adotando perspectivas distintas\u201d, afirmou o ge\u00f3grafo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ribeiro, o fato de destacar cidades brasileiras com importantes eventos internacionais valoriza a posi\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o altivas e de destaque do Brasil no cen\u00e1rio internacional e no contexto geopol\u00edtico atual de um mundo em ebuli\u00e7\u00e3o, crises e transforma\u00e7\u00f5es com disputas e, tamb\u00e9m, di\u00e1logos e concerta\u00e7\u00f5es rumo a novos arranjos e rela\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO mapa-m\u00fandi assim projetado gerou discuss\u00f5es e reflex\u00f5es, mas, principalmente, &#8216;desnaturalizou&#8217;&nbsp;e &#8216;descentrou&#8217;&nbsp;perspectivas universalizantes e consagradas a partir de centros e pa\u00edses at\u00e9 ent\u00e3o dominantes, abrindo novos caminhos para o Brasil e para o mundo a partir de novas representa\u00e7\u00f5es e interesses geopol\u00edticos. Afinal o centro do mundo est\u00e1 em todo lugar e, como nos ensinou o ge\u00f3grafo Milton Santos, cada lugar \u00e9 o mundo \u00e0 sua maneira\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O professor Rafael S\u00e2nzio Ara\u00fajo dos Anjos, do Departamento de Geografia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), destaca que h\u00e1 20 anos pesquisadores brasileiros j\u00e1 realizam mapas com essa nova perspectiva. \u201cEm 2007, eu\u00a0publiquei este mesmo mapa-m\u00fandi do IBGE pela UnB\u00a0com um mundo de cabe\u00e7a para baixo e um mundo com o Brasil no centro. A primeira constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que o IBGE est\u00e1 em um tempo, mas as pesquisas brasileiras est\u00e3o em outro tempo. Isso mostra um gap. Esse mapa serve para a gente melhorar a nossa autoestima, \u00e9 a autoestima da na\u00e7\u00e3o. O IBGE, ao trazer esta cartografia do Brasil no centro do mundo, mexendo no eixo Sul-Norte, \u00e9 que d\u00e1 oficialidade. Esse \u00e9 o grande trunfo de uma publica\u00e7\u00e3o como essa, \u00e9 oficial\u201d, disse o cart\u00f3grafo.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da UnB ressalta que as representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas do mundo a partir do s\u00e9culo 16 v\u00e3o mostrar vis\u00f5es de terras conhecidas com os mapas orientados para o Polo Norte. \u201cOs europeus nos impuseram o mapa a partir do s\u00e9culo 16. A Europa moderna come\u00e7a a fortalecer os seus estados. \u00c9 quando ela inicia a di\u00e1spora e vai enriquecer com a \u00c1frica, com a Am\u00e9rica, com o Novo Mundo, e o Brasil est\u00e1 nesse bojo. As imagens aparecem como verdade. Desmistificar esse processo \u00e9 muito importante. Uma boa maneira de fazer \u00e9 mostrar uma outra imagem\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor do Instituto de Geografia da Uerj&nbsp;Leandro Andrei Beser&nbsp;lembra que mapas s\u00e3o meios de comunica\u00e7\u00e3o e que, ao longo da hist\u00f3ria, v\u00e1rias conven\u00e7\u00f5es foram tomadas como verdades ou como padr\u00e3o e foram pouco questionadas. \u201cQuando surge esse mapa-m\u00fandi cl\u00e1ssico, em que a Europa est\u00e1 no centro, \u00e9 um contexto em que a gente est\u00e1 falando da expans\u00e3o mar\u00edtima europeia com suas invas\u00f5es. Ele tem o intuito de orientar as navega\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma vis\u00e3o euroc\u00eantrica. Quando a gente consolida o sistema de ensino no s\u00e9culo 19 e s\u00e9culo 20, a gente acaba adotando esse mapa como padr\u00e3o e ele acaba sendo inserido no sistema escolar. Virou o mapa oficial. S\u00f3 que n\u00e3o h\u00e1 apenas essa maneira de representar o mundo. Essas escolhas dependem da vis\u00e3o de mundo do cart\u00f3grafo\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>O cart\u00f3grafo destaca que o novo mapa-m\u00fandi quebra a vis\u00e3o colonialista e traz outras possibilidades de vis\u00e3o do mundo, levando para o mapa aqueles que foram invisibilizados, os pa\u00edses do Sul \u00e0 margem do centro.\u00a0\u201cEsse mapa quer comunicar que o Brasil est\u00e1 hoje no centro do mundo em rela\u00e7\u00e3o a in\u00fameras quest\u00f5es como l\u00edder do Brics, l\u00edder do Mercosul\u201d, afirmou Beser.<\/p>\n\n\n\n<p>Membros da Diretoria Executiva Nacional da Associa\u00e7\u00e3o de Ge\u00f3grafas e Ge\u00f3grafos Brasileiros, o doutorando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia na Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologias da Universidade Estadual Paulista (FCT\/Unesp)&nbsp;Jo\u00e3o Pedro Pereira Caetano de Lima&nbsp;e a p\u00f3s-doutoranda em Geografia na FCT\/Unesp&nbsp;Carolina Russo Simon&nbsp;dizem que \u00e9 mais comum encontrar mapas mundiais na proje\u00e7\u00e3o de Mercator e Robinson. A proje\u00e7\u00e3o de Mercator foi elaborada em 1569 por Gerardus Mercator (1512-1594) e a de Robinson foi elaborada em 1963 por Arthur Robinson.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, a primeira proje\u00e7\u00e3o feita por Mercator foi elaborada essencialmente para apoiar a navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na \u00e9poca das grandes navega\u00e7\u00f5es, sendo apoio como mapa n\u00e1utico. Por\u00e9m, distorce as dimens\u00f5es quanto mais longe for da linha do Equador. Por exemplo, basta observar que, em mapas com esta proje\u00e7\u00e3o, a Groenl\u00e2ndia parece ter maior tamanho do que o continente africano, o que n\u00e3o \u00e9&nbsp;verdade. J\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o de Robinson foi elaborada para minimizar essas distor\u00e7\u00f5es mencionadas, apresentando um maior equil\u00edbrio entre a forma e \u00e1rea dos continentes. Essa \u00e9 inclusive, uma proje\u00e7\u00e3o muito utilizada em mapas mundiais para livros did\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proje\u00e7\u00e3o escolhida pelo IBGE para seu novo mapa-m\u00fandi \u00e9 a proje\u00e7\u00e3o de ECKERT III, apresentada por Max Eckert-Greifendorff (1868-1938)&nbsp;em 1906, uma proje\u00e7\u00e3o que faz parte de um conjunto de seis proje\u00e7\u00f5es. \u00c9 esta que est\u00e1 sendo utilizada pelo IBGE, uma proje\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica adequada para mapeamento tem\u00e1tico do mundo, pois representa o globo de forma mais equilibrada, distorcendo \u00e1reas polares. Ressaltamos que toda e qualquer proje\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica possuir\u00e1 distor\u00e7\u00f5es e n\u00e3o conseguir\u00e1 ser completamente fiel \u00e0 forma dos pa\u00edses e \u00e0s \u00e1reas de oceanos e continentes. Isto porque a Terra possui um formato geoidal (arredondado, esf\u00e9rico, ovalado)&nbsp;e, portanto, representar o equivalente a uma esfera em um plano reto necessitar\u00e1 de ajustes\u201d, explicaram os ge\u00f3grafos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lima e Carolina destacaram que a principal vantagem deste novo mapa do IBGE \u00e9 deslocar o pensamento e centralizar a Am\u00e9rica Latina, na figura do Brasil, para refor\u00e7ar um posicionamento pol\u00edtico de lideran\u00e7a.\u00a0\u201cA orienta\u00e7\u00e3o \u201cde ponta-cabe\u00e7a\u201d \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o do mapa do artista uruguaio Joaquin Torres Garc\u00eda (1874-1949), que criou um desenho de um mapa chamado &#8216;A Am\u00e9rica Invertida&#8217;, em 1943. Nesta obra de arte, ele prop\u00f5e exatamente repensar a necessidade de &#8216;sulear&#8217;\u00a0nossa forma de pensar o mundo, como nos ensinou o educador Paulo Freire. Cabe lembrar que o planeta Terra n\u00e3o possui nenhuma orienta\u00e7\u00e3o definida. Este mapa do IBGE nos provoca a pensar: por que \u00e9 convencional o Norte estar na parte superior? Essa n\u00e3o \u00e9 uma reposta simples\u201d, argumentam os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os membros da Associa\u00e7\u00e3o de Ge\u00f3grafas e Ge\u00f3grafos Brasileiros citam duas desvantagens desse novo mapa do IBGE. \u201cO primeiro \u00e9 sobre a capacidade de entendimento do mapa por parte dos leitores, uma vez que estamos habituados com o Norte para cima e a Europa ao centro. Em segundo, precisamos lembrar que mapas s\u00e3o &#8216;ferramentas dotadas de poder e s\u00e3o capazes de (re)escrever ordens mundiais&#8217;, para citar o ge\u00f3grafo Yves Lacoste. Assim, entendendo a capacidade discursiva dos mapas, algumas lideran\u00e7as podem n\u00e3o gostar desta representa\u00e7\u00e3o, exatamente por expressar uma cr\u00edtica a esta hist\u00f3ria colonial que sentimos na Am\u00e9rica Latina e, em especial, no Brasil\u201d, ponderaram.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Lima e Carolina, todo mapa reflete o interesse pol\u00edtico de seu mapeador. Eles destacaram que os mapas n\u00e3o s\u00e3o neutros, s\u00e3o fruto&nbsp;da conjuntura pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social. Al\u00e9m disso, ressaltaram que&nbsp;os mapas marcam interesses hegem\u00f4nicos para domina\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00f5es e, atualmente estas \u201cpe\u00e7as de linguagem\u201d&nbsp;est\u00e3o sendo utilizadas como instrumentos de luta e de transforma\u00e7\u00e3o social, transformando o ato de simplesmente se localizar geograficamente, para se posicionar no mundo. \u201cDessa forma, fica evidente que o novo momento hist\u00f3rico que vivemos e a nega\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia com afirma\u00e7\u00f5es terraplanistas e de ataque \u00e0 soberania nacional&nbsp;fazem com que o IBGE posicione o Brasil como protagonista deste novo mundo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por Ana Cristina Campos &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Foto Divulga\u00e7\u00e3o IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova representa\u00e7\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ada no ano em que pa\u00eds preside Brics O Instituto Brasileiro de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":103998,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-103997","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103997"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103999,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103997\/revisions\/103999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}