{"id":104052,"date":"2025-05-12T12:33:37","date_gmt":"2025-05-12T15:33:37","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=104052"},"modified":"2025-05-12T12:33:37","modified_gmt":"2025-05-12T15:33:37","slug":"risco-de-negro-ser-vitima-de-homicidio-e-27-vezes-maior-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/05\/12\/risco-de-negro-ser-vitima-de-homicidio-e-27-vezes-maior-no-brasil\/","title":{"rendered":"Risco de negro ser v\u00edtima de homic\u00eddio \u00e9 2,7 vezes maior no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Ser uma<strong>&nbsp;pessoa negra no Brasil<\/strong>&nbsp;faz voc\u00ea enfrentar um&nbsp;<strong>risco 2,7 vezes maior de ser v\u00edtima de homic\u00eddio do que uma pessoa n\u00e3o negra<\/strong>. A constata\u00e7\u00e3o faz parte do<em>&nbsp;Atlas da Viol\u00eancia<\/em>, divulgado nesta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1642225&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1642225&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O dado foi apurado em 2023. Apesar de ser&nbsp;<strong>uma redu\u00e7\u00e3o ante 2022<\/strong>, quando o risco era 2,8 vezes maior, o&nbsp;<strong>indicador revela um aumento em rela\u00e7\u00e3o a 2013<\/strong>. Naquele ano, a pessoa negra tinha 2,4 vezes mais chances de ser morta do que uma n\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>Atlas da Viol\u00eancia<\/em>&nbsp;\u00e9 elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), vinculado ao governo federal, e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo coordenado pelo pesquisador Daniel Cerqueira, do Ipea, e pela diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, considera como negros o conjunto de pessoas pretas e pardas, que somam 55,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira e&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-04\/pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-infraestrutura-urbana-que-brancos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">enfrentam as piores condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas<\/a>.&nbsp;<br><br><a href=\"http:\/\/https\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O grupo populacional classificado como n\u00e3o negro \u00e9 a soma de pessoas brancas, amarelas e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento coleta dados de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), respons\u00e1vel pela contagem da popula\u00e7\u00e3o, e o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Homic\u00eddios<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao apontar que o pa\u00eds teve 45,7 mil homic\u00eddios registrados em 2023 e taxa de homic\u00eddios de 21,2 para cada 100 mil habitantes, o estudo cruza dados com caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o, de forma que consiga apresentar informa\u00e7\u00f5es sobre o risco de ser v\u00edtima de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre&nbsp;<strong>2013 e 2023<\/strong>, o&nbsp;<strong>n\u00famero de homic\u00eddios caiu 20,3%<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEmbora os dados apontem para uma redu\u00e7\u00e3o geral dos homic\u00eddios no pa\u00eds, essa tend\u00eancia n\u00e3o se distribui de forma equ\u00e2nime entre os grupos de pessoas negras e n\u00e3o negras\u201d, registra o texto.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao analisar os \u00edndices de risco, os pesquisadores apontam que,&nbsp;<strong>apesar dos avan\u00e7os na diminui\u00e7\u00e3o geral dos homic\u00eddios<\/strong>, \u201c<strong>a desigualdade racial associada \u00e0 viol\u00eancia letal n\u00e3o apenas persiste, como se intensifica\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dizer que o negro tinha chance de ser v\u00edtima 2,4 vezes maior que o n\u00e3o negro em 2013 e 2,7 vezes maior em 2023 representa que esse risco saltou 15,6% no per\u00edodo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&gt;&gt; Veja os n\u00fameros:<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em\u00a0<strong>2023<\/strong>, houve<strong>\u00a09,9 mil homic\u00eddios de pessoas n\u00e3o negras<\/strong>, equivalendo a uma<strong>\u00a0taxa de 10,6 para cada 100 mil habitantes<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Entre\u00a0<strong>os pretos e pardos<\/strong>, foram\u00a0<strong>35.213 homic\u00eddios<\/strong>, representando\u00a0<strong>taxa de 28,9 registros para cada grupo de 100 mil habitantes<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Desde\u00a0<strong>2013<\/strong>, a\u00a0<strong>taxa dos negros caiu 21,5%<\/strong>, diminuindo de 36,8 para 28,9.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa dos n\u00e3o negros recuou 32,1%<\/strong>, passando de 15,6 para 10,6.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs n\u00fameros que trazemos desnudam as desigualdades e o racismo estrutural que t\u00eam atingido a popula\u00e7\u00e3o negra brasileira, traduzidos na viol\u00eancia letal\u201d, escreve o Atlas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Viol\u00eancia e racismo<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores concluem que&nbsp;<strong>\u201cas discrep\u00e2ncias observadas nas taxas e no risco relativo de vitimiza\u00e7\u00e3o letal evidenciam que a popula\u00e7\u00e3o negra permanece submetida a um cen\u00e1rio de viol\u00eancia desproporcional\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores lembram que desde 2013<strong>&nbsp;houve marcos pol\u00edticos e jur\u00eddicos<\/strong>, como a cria\u00e7\u00e3o da Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial, em 2013, pelo governo federal; a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Igualdade Racial, em 2023; a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12990.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 12.990<\/a>, de 2014, que reservou 20% de cotas raciais nos concursos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal; e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14532.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 14.532<\/a>, de 2023, que igualou o crime de inj\u00faria racial ao de racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, refor\u00e7a o&nbsp;<em>Atlas da Viol\u00eancia<\/em>, os&nbsp;<strong>dados demonstram a \u201cperman\u00eancia de uma estrutura racializada [quando a ra\u00e7a ou identidade racial \u00e9 usada para categorizar, discriminar ou conceder privil\u00e9gios]&nbsp;da viol\u00eancia, que se expressa de maneira diferenciada nos territ\u00f3rios e resiste mesmo em contextos de avan\u00e7os legislativos e institucionais no campo das pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Morte de ind\u00edgenas<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa do Ipea e do FBSP tamb\u00e9m se debru\u00e7a sobre a&nbsp;<strong>viol\u00eancia contra ind\u00edgenas<\/strong>. Os dados mostram que, em&nbsp;<strong>2023<\/strong>, foram&nbsp;<strong>234 homic\u00eddios<\/strong>. Isso indica&nbsp;<strong>taxa de 22,8 por cada 100 mil habitante<\/strong>s.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser um<strong>&nbsp;\u00edndice superior ao da popula\u00e7\u00e3o brasileira como um todo (21,2)<\/strong>, o estudo identifica uma converg\u00eancia ao longo dos anos, ou seja,&nbsp;<strong>diminuiu a diferen\u00e7a entre os grupos populaciona<\/strong>is.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&gt;&gt; Taxa de homic\u00eddios por cada 100 mil habitantes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2013<\/strong><br>Ind\u00edgenas: 60,5<br>Brasil: 28,8<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2018<\/strong><br>Ind\u00edgenas: 29,5<br>Brasil: 27,9<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2023<\/strong><br>Ind\u00edgenas: 22,8<br>Brasil: 21,2<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente entre 2022 e 2023, houve comportamento inverso, com aumento da taxa entre ind\u00edgenas (21,5 para 22,8) e redu\u00e7\u00e3o da brasileira (21,7 para 21,2).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao observar as informa\u00e7\u00f5es nos estados,&nbsp;<strong>Roraima apresenta indicador mais de dez vezes o do Brasil<\/strong>: 235,3 homic\u00eddios por 100 mil habitantes. Em seguida figura Mato Grosso do Sul (178,7).<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores descrevem os&nbsp;<strong>n\u00fameros de homic\u00eddios de ind\u00edgenas como \u201cproblema grave e complexo\u201d<\/strong>, e fazem a ressalva de que os dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade apresentam \u201caus\u00eancia da caracteriza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas (ou das etnias)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais interessante seria se consegu\u00edssemos analisar a viol\u00eancia sofrida por cada povo&#8221;, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento frisa que sem os dados por etnias, fica impedida a compreens\u00e3o detalhada da viol\u00eancia letal enfrentada por cada povo ind\u00edgena, \u201cn\u00e3o se podendo inferir, por exemplo, os reais riscos de desaparecimento de povos que possuem baixa representatividade demogr\u00e1fica e altas taxas de homic\u00eddio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Povos agredidos<\/h2>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas foi poss\u00edvel quando se buscou dados de interna\u00e7\u00e3o hospitalares decorrente de agress\u00f5es. Os dados cobrem de<strong>&nbsp;2013 at\u00e9 2024<\/strong>. Nesse per\u00edodo, foram&nbsp;<strong>contabilizadas 1.554 interna\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as informa\u00e7\u00f5es de etnias dispon\u00edveis, o&nbsp;<em>Atlas da Viol\u00eancia<\/em>&nbsp;afirma que<strong>&nbsp;\u201cas dimens\u00f5es hist\u00f3ricas da viol\u00eancia sofrida por ind\u00edgenas restam evidentes\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/AaCXMDDBpVDV2GY-NG86D-WROoA=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/acampamento-marco-temporal_mcamgo_abr_05062023-13.jpg?itok=dbsOq_8s\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 05\/06\/2023 - Povos ind\u00edgenas de diversas etnias montam acampamento em Bras\u00edlia para mobiliza\u00e7\u00e3o contra o Marco Temporal. Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Bras\u00edlia (DF), 05\/06\/2023 &#8211; Povo Kaingang.<strong>&nbsp;Foto:Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><strong>&gt;&gt; Povos com mais interna\u00e7\u00f5es por agress\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Guarani-Kaiow\u00e1<\/strong>, no Mato Grosso do Sul, 574 casos (36,9% de todos os casos)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Kaingang<\/strong>\u00a0registrou 142 casos de interna\u00e7\u00f5es nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Terena<\/strong>\u00a0(66), maioria no Mato Grosso do Sul<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os autores do levantamento acrescentam que o&nbsp;<strong>contexto da viol\u00eancia contra o povo Guarani-Kaiow\u00e1 \u00e9 marcado pelo avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio<\/strong>&nbsp;e pela&nbsp;<strong>piora das condi\u00e7\u00f5es de vid<\/strong>a, sobretudo no Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo resultado, acompanha-se o aumento de conflitos armados e, consequentemente, agress\u00f5es f\u00edsicas diretamente relacionadas \u00e0 defesa de direitos e retomada de territ\u00f3rios tradicionais\u201d, informa.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno de Freitas Moura &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br>Foto: \u00a9 Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser uma&nbsp;pessoa negra no Brasil&nbsp;faz voc\u00ea enfrentar um&nbsp;risco 2,7 vezes maior de ser v\u00edtima de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":104053,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-104052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":104054,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104052\/revisions\/104054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}