{"id":1054,"date":"2020-09-23T14:32:22","date_gmt":"2020-09-23T14:32:22","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=1054"},"modified":"2020-09-23T14:32:22","modified_gmt":"2020-09-23T14:32:22","slug":"desemprego-subiu-276-em-quatro-meses-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/09\/23\/desemprego-subiu-276-em-quatro-meses-de-pandemia\/","title":{"rendered":"Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>Dados s\u00e3o da pesquisa Pnad Covid-19 do IBGE<\/p>\n\n\n\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desocupada no Brasil, que era de 10,1 milh\u00f5es em maio, passou para 12,3 milh\u00f5es em julho, e, em agosto, atingiu 12,9 milh\u00f5es de pessoas, um aumento de 27,6% desde maio. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o aumentou em 0,5 ponto percentual de julho para agosto, passando de 13,1% para 13,6%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1388721&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1388721&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados constam da edi\u00e7\u00e3o mensal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Covid-19 (Pnad Covid-19) , divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, a Pnad Covid-19 estimou a popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds em 84,4 milh\u00f5es de pessoas, com aumento de 0,8% em rela\u00e7\u00e3o a julho, mas ainda acumulando redu\u00e7\u00e3o de 2,7% em rela\u00e7\u00e3o a maio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Sul foi a \u00fanica a apresentar queda da popula\u00e7\u00e3o desocupada (2,3%). As regi\u00f5es Nordeste, com 14,3%, e Norte, com 10,3%, apresentaram as maiores varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre as mulheres foi de 16,2%, maior que a dos homens, com 11,7%, sendo que a diferen\u00e7a tamb\u00e9m foi verificada em todas as grandes regi\u00f5es. Por cor ou ra\u00e7a, no Brasil e em todas as grandes regi\u00f5es, a taxa era maior entre as pessoas de cor preta ou parda (15,4%) do que para brancos (11,5%).<\/p>\n\n\n\n<p>Por grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupa\u00e7\u00e3o maiores, de 23,3% para aqueles de 14 a 29 anos de idade. Por n\u00edvel de escolaridade, aqueles com n\u00edvel superior completo ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o tiveram as menores taxas, 6,8%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/BbLiS9H7GbuJ-TC3EhW9zCPNDEk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/21_07_2020_app_auxilio_emergencial.jpg?itok=4BK9U0cR\" alt=\"Aplicativo aux\u00edlio emergencial do Governo Federal.\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Aplicativo aux\u00edlio emergencial do Governo Federal. &#8211;&nbsp;<strong>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aux\u00edlio emergencial<\/h2>\n\n\n\n<p>Em agosto, o percentual de domic\u00edlios onde pelo menos um dos moradores recebeu algum aux\u00edlio para combater os efeitos da pandemia foi de 43,9% no pa\u00eds, sendo que as maiores propor\u00e7\u00f5es estavam no Norte (61%) e no Nordeste (59,1%). O valor m\u00e9dio do benef\u00edcio recebido pela popula\u00e7\u00e3o foi de R$ 901 por domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os tipos de aux\u00edlio abordados pela pesquisa est\u00e3o o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), aut\u00f4nomos e desempregados, e a complementa\u00e7\u00e3o do governo federal pelo Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O Amap\u00e1, com 71,4%, foi o estado com maior propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios onde um dos moradores \u00e9 benefici\u00e1rio de programa de aux\u00edlio emergencial, seguido de Maranh\u00e3o, com 65,5%, e Par\u00e1, 64,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse \u00edndice ficou est\u00e1vel em praticamente todos os estados. O total de domic\u00edlios que receberam aux\u00edlio teve um aumento grande de maio para junho e, de junho para julho, praticamente n\u00e3o cresceu, ficando est\u00e1vel em agosto\u201d, disse, em nota, a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Testes<\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agosto, 17,9 milh\u00f5es de pessoas, 8,5% da popula\u00e7\u00e3o, haviam feito o teste de diagn\u00f3stico para saber se estavam infectadas pelo novo coronav\u00edrus (covid-19) no Brasil. Destas, 21,6%, o equivalente a 3,9 milh\u00f5es de pessoas, testaram positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a coordenadora da pesquisa, uma maior disponibilidade de testes e, consequentemente, um maior acesso a eles por parte da popula\u00e7\u00e3o podem justificar o aumento no n\u00famero de pessoas que est\u00e3o fazendo o exame. \u201cComo a pandemia n\u00e3o acabou, \u00e9 natural que aumente esse n\u00famero, inclusive entre as pessoas que n\u00e3o tiveram sintomas, mas que tiveram contato com algu\u00e9m que teve covid-19 e fizeram o teste para se certificar\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, o percentual de realiza\u00e7\u00e3o dos testes para diagn\u00f3stico da doen\u00e7a \u00e9 maior entre as pessoas com rendimentos mais altos, chegando a 21,7% no grupo de rendimento domiciliar per capita acima de quatro sal\u00e1rios m\u00ednimos e ficando abaixo de 5% entre as pessoas que ganham at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem tem condi\u00e7\u00f5es de fazer o exame para descartar a possibilidade [de estar com a doen\u00e7a] j\u00e1 faz nos laborat\u00f3rios. N\u00e3o existem ind\u00edcios de que h\u00e1 mais contamina\u00e7\u00e3o entre os que t\u00eam mais renda, mas a gente tem mais pessoas fazendo o teste entre aqueles que possuem mais renda\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/5nViny5D5hIWNDZRl1SYJh1x_xU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/17_07_2020_covid_testes-4.jpg?itok=Jv-hV5jz\" alt=\"Teste 'drive-thru' para coronav\u00edrus\" title=\"Leopoldo Silva\/Ag\u00eancia Senado\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Teste &#8216;drive-thru&#8217; para coronav\u00edrus &#8211;&nbsp;<strong>Leopoldo Silva\/Ag\u00eancia Senado<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>A pesquisa aborda tr\u00eas tipos de testes: o Swab, exame em que o material \u00e9 coletado com cotonete na boca e\/ou nariz; o teste r\u00e1pido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do bra\u00e7o. Dos 17,9 milh\u00f5es de pessoas que fizeram o teste, 6,9 milh\u00f5es fizeram Swab e, desses, 25,2% testaram positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Distrito Federal (19,4%) foi a unidade da federa\u00e7\u00e3o com maior percentual de testes realizados, seguido por Piau\u00ed (14,4%) e Roraima (12%). \u201cDos 19,4% que fizeram o teste no Distrito Federal, s\u00f3 4,1% testaram positivo. Ent\u00e3o esse dado mostra que mais pessoas est\u00e3o fazendo o teste do que, de fato, recebendo o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a\u201d, disse Maria Lucia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pernambuco (5,8%), Acre (6%) e Minas Gerais (6,1%) registraram os menores percentuais de realiza\u00e7\u00e3o de testes.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do aumento no n\u00famero de pessoas que fizeram os testes, o contingente daqueles que relataram ter algum sintoma de s\u00edndromes gripais diminuiu. Em maio, 24 milh\u00f5es de pessoas afirmavam ter algum dos sintomas abordados pela pesquisa, como tosse, febre e dificuldade para respirar. Em agosto, esse n\u00famero caiu para 12,1 milh\u00f5es, o que representa 5,7% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora, as pessoas que tiveram contato com outras que estiveram doentes t\u00eam mais oportunidades de tirar a prova para saber se tamb\u00e9m foram contaminadas ou n\u00e3o. Ent\u00e3o tem muita gente que fez o teste sem apresentar sintoma nenhum\u201d, informou Maria Lucia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Ana Cristina Campos \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados s\u00e3o da pesquisa Pnad Covid-19 do IBGE A popula\u00e7\u00e3o desocupada no Brasil, que era<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-1054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1054"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1056,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1054\/revisions\/1056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}