{"id":167,"date":"2020-07-17T09:47:46","date_gmt":"2020-07-17T09:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=167"},"modified":"2020-07-17T11:21:51","modified_gmt":"2020-07-17T11:21:51","slug":"analfabetismo-cai-mas-brasil-ainda-tem-11-milhoes-sem-ler-e-escrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/07\/17\/analfabetismo-cai-mas-brasil-ainda-tem-11-milhoes-sem-ler-e-escrever\/","title":{"rendered":"Analfabetismo cai, mas Brasil ainda tem 11 milh\u00f5es sem ler e escrever"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 o que mostram dados da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o, divulgados hoje<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma taxa que vem baixando ao longo do tempo\u201d, diz a analista da pesquisa Adriana Beringuy. Em 2016, era 7,2%. \u201cO analfabetismo est\u00e1 mais concentrado entre as pessoas mais velhas, uma vez que os jovens s\u00e3o mais escolarizados e, portanto, v\u00e3o registrar indicador menor\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter registrado queda, os dados mostram que 18% daqueles com 60 anos ou mais s\u00e3o analfabetos. Em 2018, eram 18,6% e, em 2016, 20,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil est\u00e1 entre as metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), Lei 13.005\/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds at\u00e9 2024, desde o ensino infantil, at\u00e9 a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Pela lei, em 2015, o Brasil deveria ter atingido a marca de 6,5% de analfabetos entre a popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais. Em 2024, essa taxa dever\u00e1 chegar a zero.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente percebe que chegou em 2019 com a taxa nacional pr\u00f3xima \u00e0 meta de 2015, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos quatro anos atrasados nesse atendimento\u201d, diz Adriana.<\/p>\n\n\n\n<p>Desigualdades<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das diferen\u00e7as entre as idades, o levantamento mostra que existem desigualdades raciais e regionais na alfabetiza\u00e7\u00e3o no Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o aos brancos, a taxa de analfabetismo \u00e9 3,6% entre aqueles com 15 anos ou mais. No que se refere \u00e0 popula\u00e7\u00e3o preta e parda, segundo os crit\u00e9rios do IBGE, essa taxa \u00e9 8,9%. A diferen\u00e7a aumenta entre aqueles com 60 anos ou mais. Enquanto 9,5% dos brancos n\u00e3o sabem ler ou escrever, entre os pretos e pardos, esse percentual \u00e9 cerca de tr\u00eas vezes maior: 27,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Sul e Sudeste t\u00eam as menores taxa de analfabetismo, 3,3% entre os que t\u00eam 15 anos ou mais. Na Regi\u00e3o Centro-Oeste a taxa \u00e9 4,9% e na Regi\u00e3o Norte, 7,6%. O Nordeste tem o maior percentual de analfabetos, 13,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os que t\u00eam 60 anos ou mais, as taxas s\u00e3o 9,5% na Regi\u00e3o Sul; 9,7% no Sudeste; 16,6% no Centro-Oeste; 25,5% no Norte; e 37,2% no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste foi a \u00fanica a apresentar leve aumento da taxa de analfabetismo entre 2018 e 2019. Entre os mais jovens, a taxa praticamente se manteve, variando 0,03 ponto percentual. Entre os mais velhos, a varia\u00e7\u00e3o foi de 0,33 ponto percentual.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, a maior parte do total de analfabetos com 15 anos ou mais, 56,2% &#8211; o que corresponde a 6,2 milh\u00f5es de pessoas &#8211; vive na Regi\u00e3o Nordeste e 21,7%, o equivalente a 2,4 milh\u00f5es de pessoas, no Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Anos de estudo<\/p>\n\n\n\n<p>A Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o mostra que, em m\u00e9dia, o brasileiro estuda 9,4 anos. O dado \u00e9 coletado entre as pessoas com 25 anos ou mais. Esse n\u00famero aumentou em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando, em m\u00e9dia, o tempo de estudo no Brasil era de 9,3 anos. Em 2016, de 8,9.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor ou ra\u00e7a, segundo o IBGE, \u201ca diferen\u00e7a foi consider\u00e1vel\u201d, mostra o estudo. As pessoas brancas estudam, em m\u00e9dia, 10,4 anos, enquanto as pessoas pretas e pardas estudam, em m\u00e9dia, 8,6 anos, ou seja, uma diferen\u00e7a de quase dois anos entre esses grupos, que se mant\u00e9m desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste t\u00eam m\u00e9dias de anos de estudo acima da nacional, com 10,1; 9,7; e 9,8 anos respectivamente. As regi\u00f5es Nordeste e Norte ficaram abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds, com 8,1 anos e 8,9 anos, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o daqueles com 25 anos ou mais que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio passou de 47,4% em 2018 para 48,8% em 2019. Entre os brancos, esse \u00edndice \u00e9 maior, 57%. Entre os pretos e pardos, 41,8%. De 2016 para 2019, essa diferen\u00e7a, de acordo com o IBGE, caiu um pouco, \u201cpor\u00e9m se manteve em patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais eram distintas para esses grupos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE pondera que, apesar dos avan\u00e7os, mais da metade, o equivalente a 51,2%, da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais no Brasil n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o escolar b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o do IBGE s\u00e3o referentes ao segundo trimestre de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o que mostram dados da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o, divulgados hoje \u201c\u00c9 uma taxa que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":168,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-167","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":169,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167\/revisions\/169"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}