{"id":170,"date":"2020-07-17T09:49:33","date_gmt":"2020-07-17T09:49:33","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=170"},"modified":"2020-07-17T11:21:36","modified_gmt":"2020-07-17T11:21:36","slug":"necessidade-de-trabalhar-e-principal-motivo-para-abandonar-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/07\/17\/necessidade-de-trabalhar-e-principal-motivo-para-abandonar-escola\/","title":{"rendered":"Necessidade de trabalhar \u00e9 principal motivo para abandonar escola"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo o IBGE, ao todo, no Brasil, 20,2% dos jovens de 14 a 29 anos n\u00e3o completaram o ensino m\u00e9dio, seja porque abandonaram a escola antes do t\u00e9rmino dessa etapa, seja porque nunca chegaram a frequent\u00e1-la. Isso equivale a 10,1 milh\u00f5es de jovens. A maior parte \u00e9 homem, o equivalente a 58,3%, e preta ou parda, o equivalente a 71,7% de todos que n\u00e3o estavam estudando.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, quando perguntados sobre o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado a escola, esses jovens apontaram a necessidade de trabalhar como fator priorit\u00e1rio, resposta dada por 39,1% dos entrevistados. Considerando apenas os homens, essa foi a resposta dada por 50% deles. J\u00e1 entre as mulheres, o percentual cai para 23,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as mulheres, o principal motivo, alegado por 24,1% \u00e9 n\u00e3o ter interesse em estudar \u2013 entre os homens esse percentual \u00e9 33%. Em seguida, para as mulheres, est\u00e1 a gravidez, de acordo com 23,8%. Precisar cuidar de pessoas ou dos afazeres dom\u00e9sticos \u00e9 alegado como motivo para 11,5% das mulheres deixarem os estudos. Entre os homens, esse \u00e9 o motivo para 0,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, no total, 3,2% de jovens em todo o pa\u00eds dizem que n\u00e3o havia escola, vaga ou turno desejado na localidade onde vivem. Outros 3,7% deixaram os estudos por problemas de sa\u00fade permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento foi feito no segundo trimestre de 2019, portanto, de acordo com o IBGE, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel medir os impactos da pandemia do novo coronav\u00edrus. No entanto, os dados de evas\u00e3o podem ajudar no planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas para evitar que estudantes abandonem os estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, de acordo com a Emenda Constitucional 59\/2009, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria dos 4 aos 17 anos de idade. O estudo do IBGE mostra que os maiores percentuais de abandono da escola se deram nas faixas a partir dos 16 anos de idade, entre 15,8% e 18%. O abandono precoce, ainda na idade do ensino fundamental, foi de 8,5% at\u00e9 os 13 anos e de 8,1% aos 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse padr\u00e3o se mant\u00e9m semelhante entre homens e mulheres e entre as pessoas de cor branca e preta ou parda. Vale destacar que o grande marco da mudan\u00e7a foi a idade de 15 anos que, em geral, \u00e9 a de entrada no ensino m\u00e9dio. Nessa idade, o percentual de jovens que abandonaram a escola quase duplica frente aos 14 anos de idade\u201d, diz o relat\u00f3rio da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Idade certa<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que, nas idades consideradas obrigat\u00f3rias, aumentou a escolariza\u00e7\u00e3o, ou seja, o percentual da popula\u00e7\u00e3o matriculada na escola. Entre as crian\u00e7as de 4 e 5 anos, em 2018, 92,4% estavam na pr\u00e9-escola. Em 2019, 92,9%. Entre aqueles de 6 a 14 anos, a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o passou de 99,3% para 99,7%. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, passou de 88,2% para 89,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de estarem na escola, nem todas essas crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o matriculados nas s\u00e9ries em que deveriam, seja por repet\u00eancia, seja por outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento mostra que o atraso come\u00e7a a se acentuar nos anos finais do ensino fundamental, etapa que vai do 6\u00ba ao 9\u00ba ano. Em 2019, 12,5% das pessoas de 11 a 14 anos de idade j\u00e1 estavam atrasadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 etapa de ensino que deveriam estar cursando ou n\u00e3o estavam na escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 15 aos 17 anos, faixa et\u00e1ria em que os estudantes deveriam estar no ensino m\u00e9dio, a situa\u00e7\u00e3o se agrava: 28,6% n\u00e3o estavam na s\u00e9rie adequada. Essa taxa melhorou \u2013 em 2018, eram 30,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNota-se que o atraso escolar e, em menor import\u00e2ncia, a evas\u00e3o, j\u00e1 estavam presentes nos anos finais do ensino fundamental. Isso significa que um grupo de crian\u00e7as chega atrasado ao ensino m\u00e9dio, ou mesmo deixa de estudar no fundamental. Em muitos casos, essa situa\u00e7\u00e3o pode vir a se intensificar na etapa escolar seguinte\u201d, diz o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem trabalhar ou estudar<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra ainda que, do total de 46,9 milh\u00f5es de pessoas de 15 a 29 anos de idade, pouco mais de um em cada cinco jovens, 22,1%, n\u00e3o estavam ocupados nem estudando. Dos demais, 14,2% estavam ocupados e estudando; 28,1% n\u00e3o estavam ocupados, por\u00e9m estudavam; e, 35,6% estavam ocupados e n\u00e3o estudavam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante ressaltar que elevar a instru\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o dos jovens \u00e9 uma forma de combater a expressiva desigualdade educacional do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, especialmente em um contexto econ\u00f4mico desfavor\u00e1vel, elevar a escolaridade dos jovens e ampliar sua qualifica\u00e7\u00e3o pode facilitar a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, reduzir empregos de baixa qualidade e a alta rotatividade\u201d, afirma o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mulheres, 27,5% n\u00e3o estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando. Entre os homens, esse percentual \u00e9 menor, 16,6%. Na outra ponta, 14,6% dos homens e 13,8% das mulheres trabalhavam e estudavam ou se qualificavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o IBGE, ao todo, no Brasil, 20,2% dos jovens de 14 a 29 anos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":171,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-170","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":172,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170\/revisions\/172"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}