{"id":18197,"date":"2021-07-23T09:01:13","date_gmt":"2021-07-23T12:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=18197"},"modified":"2021-07-23T09:01:16","modified_gmt":"2021-07-23T12:01:16","slug":"aida-dos-santos-relembra-participacao-na-olimpiada-de-1964-no-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2021\/07\/23\/aida-dos-santos-relembra-participacao-na-olimpiada-de-1964-no-japao\/","title":{"rendered":"A\u00edda dos Santos relembra participa\u00e7\u00e3o na Olimp\u00edada de 1964, no Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brasileira brilhou no salto em altura na 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o dos Jogos de T\u00f3quio<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Juliano Justo &#8211; Rep\u00f3rter da TV Brasil e da R\u00e1dio Nacional &#8211; S\u00e3o Paulo<\/h4>\n\n\n\n<p>Por 32 anos, de 1964 a 1996, o melhor resultado de uma atleta brasileira em uma edi\u00e7\u00e3o de Olimp\u00edada foi o quarto lugar de A\u00edda dos Santos, no salto em altura na primeira edi\u00e7\u00e3o dos Jogos realizada em T\u00f3quio. Naquela ocasi\u00e3o, a carioca nascida no Morro do Arroz, em Niter\u00f3i, alcan\u00e7ou a marca de 1,74 metro (m) e ficou a apenas dois cent\u00edmetros da medalha de bronze. Esta quarta posi\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica s\u00f3 veio a ser superada, na hist\u00f3ria do esporte brasileiro, pela medalha de ouro da dupla Jacqueline e Sandra Pires, no v\u00f4lei de praia nos Jogos de 1996 (Atlanta).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1416139&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1416139&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Faltando pouco para a cerim\u00f4nia de abertura da edi\u00e7\u00e3o 2020 dos Jogos de T\u00f3quio, a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;conversou nesta quinta-feira (22) com a ex-atleta para lembrar detalhes de uma aventura realizada em um contexto bem diferente do encontrado pela atual gera\u00e7\u00e3o de atletas que est\u00e1 no outro lado do mundo representando o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da Ol\u00edmpiada, A\u00edda competiu no Trof\u00e9u Brasil daquela temporada, realizado em S\u00e3o Bernardo do Campo, em S\u00e3o Paulo. E neste evento alcan\u00e7ou o \u00edndice com a marca de 1,65 m. Por\u00e9m, ela ainda precisou passar por mais cinco classificat\u00f3rias para se garantir nos Jogos. \u201cA Maria da Concei\u00e7\u00e3o Cypriano e eu tivemos de participar de v\u00e1rias provas ao redor do Brasil para ver quem conseguia a melhor marca. Foi algo estranho. Antes da \u00faltima prova, no complexo do Maracan\u00e3, lembro que precisei ajudar muito a minha fam\u00edlia com algumas tarefas dom\u00e9sticas. Estava t\u00e3o cansada que n\u00e3o queria mais ir aos Jogos. Foi meu t\u00e9cnico quem me incentivou. Saltei 1,65 m e a Cypriano, 1,60 m. Foi assim que ganhei a vaga\u201d, diz a \u00fanica mulher da delega\u00e7\u00e3o brasileira naquela edi\u00e7\u00e3o dos Jogos de T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, esta confirma\u00e7\u00e3o da vaga veio apenas em setembro, e os Jogos estavam previstos para outubro. Ou seja, o tempo para organizar a viagem era muito curto, e A\u00edda n\u00e3o recebeu praticamente nenhum incentivo. \u201cN\u00e3o tinha nem uniforme. Acabei usando um dos Jogos Ibero-americanos, dos quais tinha participado. Acabei indo com a delega\u00e7\u00e3o do v\u00f4lei masculino. Paramos uma semana na Fran\u00e7a, para alguns amistosos, e na sequ\u00eancia partimos para T\u00f3quio. Quando vi, estava sozinha l\u00e1 do outro lado do mundo. Foi muito dif\u00edcil. Chorei demais. Tive vontade at\u00e9 de retornar ao Brasil sem competir. N\u00e3o tinha material, n\u00e3o tinha t\u00e9cnico, nada mesmo\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para treinar em T\u00f3quio, ela precisou contar com apoio de representantes de delega\u00e7\u00f5es estrangeiras: \u201cDentro da Vila Ol\u00edmpica, tinha um local de treinos. Vi algumas atletas treinando com os t\u00e9cnicos. Acabei pedindo ajuda para um japon\u00eas, e ele me emprestou o material. \u00c0s v\u00e9speras da competi\u00e7\u00e3o, um colega cubano me ajudou a conseguir os sapatos para o salto. Era um par para atletas dos 100 m rasos. Totalmente diferente do que eu precisava, mas era aquilo ou saltar com os p\u00e9s descal\u00e7os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia da prova, A\u00edda teria que alcan\u00e7ar 1,70 m para ir \u00e0 disputa das medalhas. \u201cNo Brasil, n\u00e3o conseguia passar de 1,68 m. Fiquei mais de seis meses sem ultrapassar essa altura. Mas estava com tanta raiva pela falta de apoio que aquilo acabou se transformando em determina\u00e7\u00e3o, e eu saltei 1,70 m. Por\u00e9m, acabei torcendo o p\u00e9 durante as eliminat\u00f3rias. Era mais uma dificuldade. S\u00f3 consegui disputar a final por causa da ajuda da cubana Miguelina Cobian para enfaixar o meu p\u00e9\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na final, a brasileira saltou 1,76 m e ficou a dois cent\u00edmetros da conquista da medalha de bronze. O ouro foi da romena Iolanda Balas, com 1,90 m, a australiana Michele Brown foi medalhista de prata com 1,80 m e a russa Taisiya Chenchik faturou o bronze com 1,78 m. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, estava muito desgastada. Al\u00e9m disso, eu era a \u00fanica que n\u00e3o tinha t\u00e9cnico. Talvez, se tivesse algu\u00e9m para me orientar, poderia ter chegado ao p\u00f3dio\u201d, lamenta a carioca, que participou tamb\u00e9m dos Jogos de 1968 (Cidade do M\u00e9xico).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO resumo da minha hist\u00f3ria naquela Olimp\u00edada de T\u00f3quio \u00e9 a palavra supera\u00e7\u00e3o. Lembro muito bem que, quando estava no aeroporto para come\u00e7ar a viagem, algumas pessoas falaram que eu n\u00e3o passaria das eliminat\u00f3rias, que nunca chegaria \u00e0 final. Mas eles n\u00e3o sabiam que eu sou movida a desafios. Fui l\u00e1 e mostrei o meu talento, superando todas as adversidades. Espero que os atletas que agora est\u00e3o em T\u00f3quio possam fazer o mesmo, e que representem muito bem o Brasil\u201d, encerrou A\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Lisboa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileira brilhou no salto em altura na 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o dos Jogos de T\u00f3quio Por Juliano<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18198,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-18197","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18197"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18199,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18197\/revisions\/18199"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}