{"id":18830,"date":"2021-08-04T19:07:11","date_gmt":"2021-08-04T22:07:11","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=18830"},"modified":"2021-08-04T19:07:14","modified_gmt":"2021-08-04T22:07:14","slug":"estudos-indicam-potencial-petrolifero-das-bacias-da-margem-equatorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2021\/08\/04\/estudos-indicam-potencial-petrolifero-das-bacias-da-margem-equatorial\/","title":{"rendered":"Estudos indicam potencial petrol\u00edfero das bacias da margem equatorial"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">ANP debate em semin\u00e1rio potencial explorat\u00f3rio da regi\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/h4>\n\n\n\n<p>Pesquisas relacionadas \u00e0s bacias sedimentares da Foz do Amazonas, Par\u00e1-Maranh\u00e3o\/Barreirinhas e Potiguar, situadas na margem equatorial brasileira, divulgadas, hoje (4), em semin\u00e1rio virtual, mostram semelhan\u00e7as com descobertas feitas no Golfo da Guin\u00e9, na \u00c1frica, e na Guiana\/Suriname, indicando grande potencial explorat\u00f3rio. Os estudos foram realizados pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) a partir de dados disponibilizados pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1417366&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1417366&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas resultam de parceria da ANP com universidades brasileiras e estrangeiras, que possuem acesso gratuito a informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e sem restri\u00e7\u00f5es de confidencialidade do setor, armazenados no Banco de Dados de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o (BDEP) da ag\u00eancia. Em contrapartida, as institui\u00e7\u00f5es compartilham os trabalhos acad\u00eamicos realizados com base nas informa\u00e7\u00f5es acessadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor substituto da ANP, Raphael Moura, afirmou que faz parte do planejamento estrat\u00e9gico do \u00f3rg\u00e3o promover a expans\u00e3o sustent\u00e1vel da margem equatorial do Brasil, visando propiciar desenvolvimento econ\u00f4mico, gera\u00e7\u00e3o de empregos e distribui\u00e7\u00e3o de renda, oriundos da atividade petrol\u00edfera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele avaliou que o semin\u00e1rio \u00e9 importante para refor\u00e7ar e divulgar o potencial petrol\u00edfero da margem equatorial. \u201cA margem equatorial brasileira \u00e9 estrat\u00e9gica porque n\u00f3s temos ali alto potencial para a descoberta de \u00f3leo leve, que tem um valor comercial maior, al\u00e9m de uma localiza\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica estrat\u00e9gica, pr\u00f3xima dos maiores mercados consumidores do mundo e em uma regi\u00e3o cujo \u00edndice de desenvolvimento humano. em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia brasileira, \u00e9 menor\u201d explicou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Interesse estrat\u00e9gico<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Raphael Moura, a probabilidade de ampliar a atividade industrial nessa regi\u00e3o \u00e9 de interesse estrat\u00e9gico do pa\u00eds. Observou que a margem equatorial, do lado do Brasil, fica no mesmo contexto geol\u00f3gico da Guiana e do Suriname. Em fun\u00e7\u00e3o das descobertas na margem equatorial do lado desses pa\u00edses, o diretor afirmou que h\u00e1 grande interesse e urg\u00eancia por parte da ANP de conhecer o potencial do lado brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda ressaltam esse senso de interesse e urg\u00eancia os processos de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o maior grau de seletividade de investidores e de empresas petrol\u00edferas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sele\u00e7\u00e3o do portf\u00f3lio e projetos, e a necessidade de sincronizarmos tamb\u00e9m os projetos que envolvem a produ\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo com as iniciativas que visam a neutraliza\u00e7\u00e3o do carbono\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembrou que a margem equatorial do Brasil representou o principal foco da 11\u00aa rodada de leil\u00f5es, realizada pela ANP em 2013, quando foram disponibilizados diversos blocos desde o Amazonas at\u00e9 a bacia potiguar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo dessa rodada foi replicar o modelo de acumula\u00e7\u00e3o rec\u00e9m descoberto na costa oeste africana, que culminou na descoberta de in\u00fameros campos petrol\u00edferos, dos quais o mais not\u00e1vel foi Jubilee, em Gana. Os dep\u00f3sitos petrol\u00edferos encontrados em \u00e1guas profundas e ultraprofundas no continente africano s\u00e3o esperados em toda a margem equatorial brasileira, que tem evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica an\u00e1loga \u00e0 margem oeste da \u00c1frica, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O campo de Jubilee foi descoberto em 2007 e come\u00e7ou a produzir em 2010. As reservas provadas de Jubilee alcan\u00e7am tr\u00eas bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo. Moura disse que o Brasil ainda n\u00e3o conseguiu comprovar o modelo buscado \u00e0 \u00e9poca da realiza\u00e7\u00e3o da rodada, em 2013.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse campo, foram feitas outras descobertas em Gana que acabaram motivando descobertas similares na margem equatorial sul-americana, que apresentam evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica similar. \u201cA gente acaba podendo evidenciar, de maneira inequ\u00edvoca, os resultados atrav\u00e9s dos nossos vizinhos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo, ele citou a descoberta, em 2015, pela Exxon, do Campo de Liza, na Guiana, seguindo-se novas descobertas posteriores. Liza come\u00e7ou a produzir em 2019. At\u00e9 hoje, a Guiana conta com 19 descobertas confirmadas, que somam mais de nove bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo equivalente recuper\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00d3leo e g\u00e1s natural<\/h2>\n\n\n\n<p>Moura indicou que toda a margem equatorial brasileira est\u00e1 dispon\u00edvel para explora\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 apenas tr\u00eas po\u00e7os perfurados em l\u00e2mina d&#8217;\u00e1gua acima de dois mil metros. As tr\u00eas bacias objeto dos estudos da Universidade Estadual do Norte Fluminense mostram ind\u00edcios de \u00f3leo e g\u00e1s natural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ANP acredita no potencial da margem equatorial como catalisador do desenvolvimento regional, em especial do Norte e Nordeste brasileiros&#8221;disse. A ideia, segundo frisou, \u00e9 repetir o sucesso dos vizinhos Suriname e Guiana. Para atingir esses objetivos, ele observou ser necess\u00e1rio um esfor\u00e7o conjunto da ind\u00fastria, da academia, do regulador e das pol\u00edticas de governo. \u201cS\u00e3o necess\u00e1rios investimentos em pesquisa e desenvolvimento e nossas universidades t\u00eam um papel central nesses esfor\u00e7os para que possamos converter o potencial da atividade em prosperidade para a sociedade brasileira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos foram apresentados pelo ge\u00f3logo de petr\u00f3leo e professor da UENF, H\u00e9lio Severiano Ribeiro, pela mestranda Carolina Amorim da Cruz e pela doutoranda Ediane Batista da Silva. Ribeiro informou que a universidade est\u00e1 em busca de financiamento para dar sequ\u00eancia a pesquisas com a modelagem dos sistemas petrol\u00edferos, aplica\u00e7\u00e3o de atributos f\u00edsicos e an\u00e1lise de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANP debate em semin\u00e1rio potencial explorat\u00f3rio da regi\u00e3o Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18831,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-18830","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18830","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18830"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18830\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18832,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18830\/revisions\/18832"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18831"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}