{"id":21474,"date":"2021-09-23T17:47:05","date_gmt":"2021-09-23T20:47:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=21474"},"modified":"2021-09-23T17:47:08","modified_gmt":"2021-09-23T20:47:08","slug":"mulheres-sao-maioria-entre-professores-de-ingles-na-rede-basica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2021\/09\/23\/mulheres-sao-maioria-entre-professores-de-ingles-na-rede-basica\/","title":{"rendered":"Mulheres s\u00e3o maioria entre professores de ingl\u00eas na rede b\u00e1sica"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/h4>\n\n\n\n<p>O Brasil tem 172.030 professores e professoras de l\u00edngua inglesa na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Do total, 80,34% s\u00e3o mulheres e 19,66% s\u00e3o homens. A m\u00e9dia de idade dos docentes \u00e9 de 41,2 anos. Cada profissional leciona, em m\u00e9dia, para cerca de 300 estudantes. Entre os docentes, 16,70% n\u00e3o t\u00eam ensino superior completo.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1422478&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1422478&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados fazem parte de uma pesquisa nacional in\u00e9dita feita pelo Observat\u00f3rio para o Ensino da L\u00edngua Inglesa, uma plataforma&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;promovida pelo governo brit\u00e2nico e desenvolvida pelo British Council. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 incentivar debates, compartilhar experi\u00eancias, sistematizar e produzir conte\u00fado, na busca pelo fortalecimento do ensino e aprendizagem do idioma no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas em uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.inglesnasescolas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sess\u00e3o interativa<\/a>&nbsp;do Observat\u00f3rio, que permite ao p\u00fablico o acesso a dados espec\u00edficos de seus estados e munic\u00edpios, e aos cruzamentos de informa\u00e7\u00f5es para conhecer as realidades locais do ensino de l\u00edngua inglesa.<\/p>\n\n\n\n<p>As fontes do estudo s\u00e3o o Censo Escolar da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica 2020 e o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior 2019, que s\u00e3o os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (INEP). Os pesquisadores analisaram dados de perfil como g\u00eanero, ra\u00e7a e idade e de forma\u00e7\u00e3o, carga de trabalho e regime de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos resultados dos profissionais em atua\u00e7\u00e3o, para compreender o perfil de futuros profissionais foram avaliados os dados relativos \u00e0 forma\u00e7\u00e3o inicial de docentes de l\u00edngua inglesa, a partir dos micro dados do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a diretora do Programa do governo brit\u00e2nico, Thaiane Rezende, \u00e9 muito importante entender o perfil, as necessidades e potencialidades dos docentes que lecionam l\u00edngua inglesa no Brasil, organizando evid\u00eancias emp\u00edricas, conforme entende o governo brit\u00e2nico, que trabalha na perspectiva de parceria respeitando os contextos e saberes de cada pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnxergamos as professoras e os professores como agentes de mudan\u00e7a capazes de provocar impacto positivo na aprendizagem de ingl\u00eas nas escolas p\u00fablicas brasileiras, por isso a produ\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos como este\u201d, afirmou a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 resultado do programa do governo brit\u00e2nico UK-Brazil Skills for Prosperity, iniciativa global que, de acordo com o British Council, \u201ccoloca a l\u00edngua inglesa como habilidade chave para melhores condi\u00e7\u00f5es de empregabilidade e avan\u00e7o social\u201d. No Brasil, o projeto \u00e9 conduzido por um cons\u00f3rcio de quatro organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos e liderado pela Funda\u00e7\u00e3o Lemann, incluindo a Associa\u00e7\u00e3o Nova Escola, Instituto Re\u00fana e o British Council.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cor e ra\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa revelou um significativo percentual de n\u00e3o declarados (27,84%) ao fazer refer\u00eancia a cor ou ra\u00e7a. Na vis\u00e3o dos pesquisadores esse dado prejudica o entendimento do quadro, uma vez que os dados existentes, indicam maioria branca (38,89%), seguida dos que se declaram pardos (27,68%) e pretos (4,01%). Ind\u00edgenas (0.81%) e amarelos (0.76%) s\u00e3o minoria. A maior quantidade de docentes de cor branca est\u00e1 nas redes, estadual (51,39%) e federal (48,53%). J\u00e1 em menor propor\u00e7\u00e3o est\u00e3o docentes negras e negros, principalmente, nas redes, municipal (39,35%) e privada (28,08%). A rede privada \u00e9 a que tem o maior percentual de docentes de l\u00edngua inglesa. Entre eles, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o sobre cor ou ra\u00e7a em 33,60%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Carga de trabalho<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo apontou ainda que, no Brasil, um docente de ingl\u00eas leciona em m\u00e9dia para 303 alunos e atende aproximadamente 12,66 turmas, das quais 5,73 s\u00e3o de ingl\u00eas. A maior sobrecarga de trabalho \u00e9 a da rede estadual, que em termos de m\u00e9dias tem 416,06 alunos por docente, com 14,46 turmas, sendo 7,44 turmas de ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra caracter\u00edstica \u00e9 que, de modo geral, esses docentes n\u00e3o ensinam exclusivamente ingl\u00eas. Eles tamb\u00e9m trabalham com turmas de outras l\u00ednguas e\/ou de outras mat\u00e9rias, em diferentes escolas e etapas de ensino e de redes, o que, no entendimento dos pesquisadores, \u201ccompromete a possibilidade de maior engajamento e dedica\u00e7\u00e3o a projetos pol\u00edtico-pedag\u00f3gicos nas escolas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">G\u00eanero<\/h2>\n\n\n\n<p>Os professores de ingl\u00eas t\u00eam maior m\u00e9dia de alunos (363,92) no total das turmas do que as professoras (289,20). Os docentes de Ingl\u00eas do sexo masculino s\u00e3o tamb\u00e9m os que t\u00eam maior m\u00e9dia de turmas de Ingl\u00eas (6,73), de turmas de outras mat\u00e9rias que n\u00e3o sejam de l\u00ednguas (5,75), que ensinam em diferentes etapas (1,72), e lecionam em escolas diferentes (1,57) e em diferentes redes de ensino (1,16).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ensino superior completo<\/h2>\n\n\n\n<p>Apenas 29,42% do total de turmas de l\u00edngua inglesa, em todas as redes, t\u00eam com docentes com titula\u00e7\u00e3o adequada, ou seja, que tenham cursado licenciatura \u00fanica (letras: ingl\u00eas) ou dupla (letras: portugu\u00eas-ingl\u00eas) ou que tenham cursado bacharelado nas duas \u00e1reas e tenham complementa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica conclu\u00edda em l\u00edngua inglesa. \u201cIsso significa que a maior parte das turmas parece contar com docentes com titula\u00e7\u00e3o inadequada (70,58 %) de acordo com os dados do Censo Escolar 2020\u201d, apontaram os pesquisadores, acrescentando que nenhum ente federativo tem um percentual de turmas de l\u00edngua inglesa, tendo \u00e0 frente docentes com titula\u00e7\u00e3o adequada pr\u00f3ximo dos 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>Distrito Federal, Esp\u00edrito Santo, Rio Grande do Sul e Sergipe registraram os maiores percentuais por volta dos 60%. Os estados com maiores percentuais de turmas em que os docentes t\u00eam gradua\u00e7\u00e3o em letras, mas sem forma\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica em ingl\u00eas (grupo C), s\u00e3o Cear\u00e1, Goi\u00e1s, Par\u00e1, Pernambuco e Santa Catarina. O maior percentual nesse grupo \u00e9 de S\u00e3o Paulo (87,09%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Redes<\/h2>\n\n\n\n<p>A rede federal \u00e9 a que apresentou os maiores percentuais de turmas de l\u00edngua inglesa, conduzidas por docentes com titula\u00e7\u00e3o adequada (61,32%), seguida da rede estadual (30,64%), rede privada (28,70%) e rede municipal (27,88%). Os tr\u00eas n\u00edveis (municipal, estadual e federal) da rede p\u00fablica t\u00eam 718.495 turmas de l\u00edngua inglesa, que prioritariamente, est\u00e3o nos anos finais do ensino fundamental (48,88%) e no ensino m\u00e9dio (24,59%).<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de redes estaduais, que \u00e9 o maior existente no pa\u00eds, oferece um maior n\u00famero de turmas de l\u00edngua inglesa no ensino m\u00e9dio (45,36%) e nos anos finais do ensino fundamental (41,60%).<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo conjunto mais numeroso no Brasil \u00e9 o das redes municipais. A maior quantidade de turmas de l\u00edngua inglesa fica no ensino fundamental, tanto nos anos finais (58,3%) quanto nos anos iniciais (30,03%). A menor rede federal do pa\u00eds \u00e9 a federal. A maior parte das turmas nessa rede \u00e9 voltada para o ensino m\u00e9dio t\u00e9cnico integrado (74,76%).<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira mais representativa \u00e9 a rede privada, cuja maior oferta de turmas de l\u00edngua inglesa ocorre no ensino fundamental, tanto nos anos iniciais (53,35%) quanto nos anos finais (31,28%). Os percentuais de menor adequa\u00e7\u00e3o, ou seja, de docentes sem ensino superior, est\u00e3o na rede privada, com 17,69% das turmas sob responsabilidade de docentes sem ensino superior completo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Podcast<\/h2>\n\n\n\n<p>Junto com a divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa sobre o perfil das professoras e professores de ingl\u00eas do pa\u00eds, o Observat\u00f3rio para o Ensino da L\u00edngua Inglesa lan\u00e7ou o seu primeiro&nbsp;<em>podcast<\/em>&nbsp;original. O conte\u00fado \u00e9 direcionado aos docentes de l\u00edngua inglesa, gestores e profissionais da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 oferecer informa\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es qualificadas sobre a doc\u00eancia em l\u00edngua inglesa, com entrevistas que contribuem para o entendimento do ouvinte a respeito do cen\u00e1rio brasileiro de ensino e aprendizagem de ingl\u00eas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira temporada disp\u00f5e seis epis\u00f3dios, onde podem ser ouvidas entrevistas com especialistas de diferentes regi\u00f5es do Brasil, em temas atuais do setor como letramento racial cr\u00edtico em sala de aula, import\u00e2ncia da avalia\u00e7\u00e3o, ingl\u00eas no s\u00e9culo XXI. Os epis\u00f3dios ser\u00e3o lan\u00e7ados semanalmente, sempre \u00e0s quintas-feiras, nas principais plataformas de \u00e1udio, e disponibilizados no Observat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">British Council<\/h2>\n\n\n\n<p>O British Council \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o internacional do Reino Unido para rela\u00e7\u00f5es culturais e oportunidades educacionais. No ano passado, os conte\u00fados digitais, publica\u00e7\u00f5es e transmiss\u00f5es em r\u00e1dio e T, alcan\u00e7aram mais 791 milh\u00f5es de pessoas no total.\u202f<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UK-Brazil Skills for Prosperity<\/h2>\n\n\n\n<p>O Programa de Coopera\u00e7\u00e3o entre Reino Unido e Brasil em Educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 inclu\u00eddo na iniciativa do governo brit\u00e2nico presente em diferentes regi\u00f5es do mundo. No Brasil, o programa tem as aten\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0s oportunidades para estudantes no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade e ao Ensino da L\u00edngua Inglesa (ou ELT, sigla correspondente \u00e0 express\u00e3o English Language Teaching. \u201cA a\u00e7\u00e3o busca apoiar o crescimento inclusivo e a redu\u00e7\u00e3o da pobreza por meio de parcerias com os pa\u00edses em setores como ambiente regulat\u00f3rio, infraestrutura, energia, finan\u00e7as, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade\u201d, completou o British Council.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro O<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-21474","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21474"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21477,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21474\/revisions\/21477"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}