{"id":23937,"date":"2021-11-05T18:14:38","date_gmt":"2021-11-05T21:14:38","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=23937"},"modified":"2021-11-05T18:14:40","modified_gmt":"2021-11-05T21:14:40","slug":"metade-dos-combustiveis-fosseis-podera-ser-inutil-em-2036-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2021\/11\/05\/metade-dos-combustiveis-fosseis-podera-ser-inutil-em-2036-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Metade dos combust\u00edveis f\u00f3sseis poder\u00e1 ser in\u00fatil em 2036, diz estudo"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa foi publicada pela revista cient\u00edfica Nature<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Ag\u00eancia Brasil * &#8211; Bras\u00edlia<\/h4>\n\n\n\n<p>Cerca de metade dos combust\u00edveis f\u00f3sseis do mundo poder\u00e1&nbsp;ser desnecess\u00e1ria&nbsp;e produzir muito pouco lucro dentro de 15 anos, devido \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Um novo estudo revela, no entanto, que os pa\u00edses que come\u00e7arem&nbsp;mais cedo a desativar o uso desses combust\u00edveis&nbsp;poder\u00e3o conseguir reduzir&nbsp;algumas das perdas. Ou seja, a preval\u00eancia de energias mais limpas no mercado dever\u00e1 ser ben\u00e9fica para a economia de alguns pa\u00edses e ir\u00e1 compensar as perdas para a economia global.&nbsp;A&nbsp;transi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, pode trazer grande instabilidade e at\u00e9 provocar uma crise financeira como a de 2008, alertam os especialistas<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1426699&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1426699&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Estudo publicado nessa&nbsp;quinta-feira (4) na revista&nbsp;<em>Nature<\/em>&nbsp;mostra&nbsp;que metade dos ativos de combust\u00edveis f\u00f3sseis no mundo pode tornar-se desnecess\u00e1ria dentro de 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas ligadas a esse tipo de explora\u00e7\u00e3o&nbsp;poder\u00e3o ficar na posse de \u201cativos ociosos\u201d: infraestrutura, terrenos, f\u00e1bricas e investimentos. O valor desses combust\u00edveis f\u00f3sseis poder\u00e1 cair ao ponto de j\u00e1 n\u00e3o ser poss\u00edvel \u00e0s&nbsp;empresas lucrar de nenhuma forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Jean-Fran\u00e7ois Mercure, da Universidade de Exeter, principal integrante do&nbsp;trabalho, diz&nbsp;que a mudan\u00e7a para a energia limpa ir\u00e1 beneficiar a economia mundial em geral, mas deve ser tratada com cautela para evitar colapsos locais e regionais, que provocariam uma poss\u00edvel instabilidade em&nbsp;n\u00edvel global.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa pior das hip\u00f3teses, as pessoas v\u00e3o continuar a investir em combust\u00edveis f\u00f3sseis at\u00e9 que, de repente, a procura que esperavam vai deixar de existir, e as empresas perceber\u00e3o&nbsp;que o que t\u00eam em sua posse n\u00e3o vale nada. Podemos ter uma crise financeira \u00e0 escala da crise de 2008\u201d, alerta o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p>Mercure destaca o impacto negativo para cidades dependentes da explora\u00e7\u00e3o de&nbsp;petr\u00f3leo, como Houston por exemplo, que poder\u00e3o ter o mesmo destino de Detroit com o decl\u00ednio da ind\u00fastria autom\u00f3vel nos EUA, caso a transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja cuidadosamente gerida.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo prev\u00ea uma mudan\u00e7a geopol\u00edtica significativa com a queda na procura dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, porque os fluxos de investimento atuais e os compromissos dos governos para atingir a neutralidade carb\u00f4nica at\u00e9 2050 fazem com que a energia renov\u00e1vel v\u00e1 se tornando gradualmente mais eficiente, mais barata e est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os combust\u00edveis f\u00f3sseis ter\u00e3o maior volatilidade de pre\u00e7os. Muitos ativos de carbono, como reservas de petr\u00f3leo, de carv\u00e3o, ou as respectivas infraestruturas, v\u00e3o deixar de produzir valor para os propriet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo prev\u00ea que as perdas sejam mais evidentes em locais remotos ou onde a explora\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias \u00e9 mais dif\u00edcil e desafiadora. Nesses locais, a viabilidade econ\u00f4mica da extra\u00e7\u00e3o dos recursos ir\u00e1 perder-se mais rapidamente com a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos mesmos. A pesquisa cita o exemplo da extra\u00e7\u00e3o de areias e xistos betuminosos ou explora\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas no Mar \u00c1rtico ou em \u00e1guas profundas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Noruega, o Canad\u00e1, os Estados Unidos, a R\u00fassia ou o Brasil s\u00e3o considerados alguns dos principais perdedores, a menos que se diversifiquem rapidamente diante da&nbsp;depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, os pa\u00edses que mais ganham s\u00e3o os atuais importadores de petr\u00f3leo, g\u00e1s e carv\u00e3o, como a Uni\u00e3o Europeia, o Jap\u00e3o e a \u00cdndia, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para esses, de acordo com o estudo, a transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica trar\u00e1 independ\u00eancia energ\u00e9tica e vantagens econ\u00f4micas, ao passarem a investir o dinheiro anteriormente utilizado na compra de combust\u00edvel ou em energias renov\u00e1veis, moderniza\u00e7\u00e3o de infraestruturas e cria\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metas clim\u00e1ticas<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro estudo, do Instituto Europeu para a Pol\u00edtica Ambiental (IEEP, na sigla original) e do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI),&nbsp;mostra que as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono de 1%&nbsp;das pessoas mais ricas do mundo dever\u00e3o aumentar 30 vezes mais do que o previsto para se conseguir limitar a subida das temperaturas a 1,5 graus Celsius. Para os&nbsp;pesquisadores, os governos t\u00eam de &#8220;restringir o consumo de luxo de carbono&#8221;, especialmente&nbsp;relacionado&nbsp;a jatos particulares, mega iates e viagens ao espa\u00e7o. &#8220;A demora em faz\u00ea-lo custar\u00e1 vidas&#8221;, alerta o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os objetivos do Acordo de Paris, cada pessoa na Terra deveria reduzir as emiss\u00f5es de carbono a uma m\u00e9dia de 2,3 toneladas at\u00e9 2030, cerca de metade do valor atual.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, um 1% da popula\u00e7\u00e3o \u2013 que equivale, aproximadamente, ao n\u00famero de habitantes da Alemanha \u2013 est\u00e1 a caminho de emitir 70 toneladas de CO2 por pessoa a cada ano. Isso se a tend\u00eancia de consumo continuar a aumentar, em vez de regredir.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o trabalho, esse \u00edndice&nbsp;da popula\u00e7\u00e3o ser\u00e1 respons\u00e1vel por 16% do total de emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 2030. Em 1990, eram respons\u00e1veis por 13%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, os 50% mais pobres do planeta v\u00e3o emitir cerca de uma tonelada de CO2 por pessoa anualmente at\u00e9 o final da d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma pequena elite parece ter um livre passe para poluir\u201d, criticou Nafkote Dabi, que liderou o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tim Gore, diretor d IEEP, afirmou&nbsp;que a pesquisa revela&nbsp;como a luta para atingir 1,5 graus n\u00e3o est\u00e1 sendo&nbsp;dificultada pela maioria das pessoas no mundo, mas sim pelas emiss\u00f5es excessivas dos cidad\u00e3os mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas alertam que at\u00e9 o total de emiss\u00f5es produzidas pelos 10%&nbsp;mais ricos pode ser suficiente para exceder o limite necess\u00e1rio para que, at\u00e9 2030, a meta de 1,5 graus seja cumprida \u2013 independentemente do carbono emitido pela restante fa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara travar as emiss\u00f5es de CO2 at\u00e9 2030, \u00e9 necess\u00e1rio que os governos estabele\u00e7am medidas concretas para os mais ricos. As crises do clima e da desigualdade devem ser combatidas em conjunto\u201d, considerou Tim Gore.<\/p>\n\n\n\n<p><em>* Com informa\u00e7\u00f5es de Andreia Martins e Joana Raposo Santos &#8211;&nbsp;Rep\u00f3rteres da RTP &#8211; R\u00e1dio e Televis\u00e3o de Portugal&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa foi publicada pela revista cient\u00edfica Nature Por Ag\u00eancia Brasil * &#8211; Bras\u00edlia Cerca de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23938,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-23937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23937"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23939,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23937\/revisions\/23939"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}