{"id":26003,"date":"2021-12-07T07:00:00","date_gmt":"2021-12-07T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=26003"},"modified":"2021-12-06T19:46:27","modified_gmt":"2021-12-06T22:46:27","slug":"rio-29-milhoes-de-pessoas-compraram-produtos-falsificados-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2021\/12\/07\/rio-29-milhoes-de-pessoas-compraram-produtos-falsificados-em-um-ano\/","title":{"rendered":"Rio: 2,9 milh\u00f5es de pessoas compraram produtos falsificados em um ano"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Fecom\u00e9rcio de Pesquisas e An\u00e1lises (IFec RJ), revela que cerca de um quinto da popula\u00e7\u00e3o adulta fluminense (20,5%), o equivalente a 2,9 milh\u00f5es de pessoas, comprou produtos falsificados neste ano.<br><br>Segundo o diretor do IFec RJ, Jo\u00e3o Gomes, o n\u00famero de consumidores de produtos piratas nos \u00faltimos 12 meses no estado voltou ao patamar pr\u00e9-pandemia, em 2019 (3,3 milh\u00f5es), depois de cair para 1,2 milh\u00e3o de pessoas, no ano passado. Realizada em novembro, a pesquisa ouviu 293 cidad\u00e3os fluminenses e apurou que o gasto m\u00e9dio foi de R$ 73,5 por compra, valor menor que o apurado em 2020 (R$ 94,5) e superior ao registrado em 2019 (R$ 62,8).<br><br>O consumidor tem consci\u00eancia de que se trata de um produto pirata, que prejudica a economia, sabe que \u00e9 crime, mas, mesmo assim, muitos dizem que v\u00e3o continuar comprando\u201d, disse Gomes..<br><br>De acordo com a pesquisa, 93,6% dos entrevistados sabem que a pirataria \u00e9 crime e 65,5% entendem que a compra de produtos piratas prejudica a economia do estado do Rio de Janeiro. A sondagem indica que 71,9% n\u00e3o pretendem continuar comprando produtos piratas, embora quase um ter\u00e7o ainda tenda a comprar, o que \u00e9 um n\u00famero tamb\u00e9m elevado. Um dado relevante \u00e9 que, para 47,6% dos pesquisados, o consumo de produtos falsificados favorece o aumento da viol\u00eancia e da criminalidade.<br><br>Cerca de 46,4% dos entrevistados querem mais campanhas educativas sobre os riscos do mercado ilegal para sa\u00fade e sobre os preju\u00edzos para a economia. Para 29,2% dos consumidores, campanhas governamentais poderiam colaborar, seguidas por campanhas industriais e do varejo, com 24% e 22,5%, respectivamente.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1430585&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1430585&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ranking<\/h2>\n\n\n\n<p>Equipamentos eletr\u00f4nicos falsificadas s\u00e3o os itens mais consumidos de forma ilegal, com 28,6%, seguidos por roupas, com 18,8%, e cal\u00e7ados, bolsas e t\u00eanis (17,1%). A chamada pirataria eletr\u00f4nica ocupa o quarto e o quinto lugares da lista, por meio do&nbsp;<em>download<\/em>&nbsp;(transfer\u00eancia de dados) pela internet de filmes (16,3%) e programas de computador (15,9%), respectivamente. Na sequ\u00eancia, aparecem \u00f3culos (15,1%),&nbsp;<em>download&nbsp;<\/em>de m\u00fasicas da internet (10,6%), brinquedos (9,4%), rel\u00f3gios (9%), TV por assinatura (8,6%), perfumes (7,8%), artigos esportivos (4,1%) e cigarros (2,4%).<br><br>O pre\u00e7o baixo \u00e9 a principal raz\u00e3o apontada por 75,9% dos consumidores para a compra de produtos piratas nos \u00faltimos 12 meses. Os entrevistados apontaram tamb\u00e9m a facilidade para encontrar os produtos (15,9%); o fato de alguns serem \u201cdescart\u00e1veis\u201d e, por isso, n\u00e3o importa tanto a qualidade (11,8%); o fato de o artigo falsificado estar dispon\u00edvel antes do original (10,2%); e a quest\u00e3o do&nbsp;<em>status&nbsp;<\/em>(4,1%).<br><br>Jo\u00e3o Gomes alertou, contudo, que dependendo do produto, pode haver consequ\u00eancias indiretas para o consumidor, inclusive afetando a sa\u00fade. Cal\u00e7ados, por exemplo, podem provocar problemas na coluna, mais tarde; um dispositivo eletr\u00f4nico ou um&nbsp;<em>download<\/em>&nbsp;pirata podem prejudicar o computador; brinquedos podem conter tinta ou produtos prejudiciais para crian\u00e7as quando levados \u00e0 boca. S\u00e3o quest\u00f5es que precisam ser observadas porque muitos produtos ilegais podem afetar a sa\u00fade do consumidor diretamente ou de algu\u00e9m pr\u00f3ximo, acrescentou.<br><br>Entre as pessoas que afirmaram ter consumido produtos piratas nos \u00faltimos 12 meses, 65,3% disseram j\u00e1 ter se arrependido da compra. A baixa qualidade lidera a lista das reclama\u00e7\u00f5es, com 86,2%. J\u00e1 para 27,6%, a falta de garantia foi o principal motivo de desapontamento. Outras causas apontadas foram experi\u00eancias negativas, como a impossibilidade de troca (13,2%), descobrir que o produto era roubado (4,6%) e problemas de sa\u00fade desencadeados pelo uso do produto (1,3%).<br><br>Para 59,6% dos entrevistados, os produtos originais s\u00e3o mais caros por causa dos impostos elevados. Entre as solu\u00e7\u00f5es para combater a pirataria, foram citadas redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria (79%), melhoria da educa\u00e7\u00e3o (52,8%), conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre os preju\u00edzos causados pelo consumo desses produtos (46,8%), emprego (43,8%), aprova\u00e7\u00e3o de leis mais duras e penas mais longas (22,5%) e aumento da integra\u00e7\u00e3o entre Pol\u00edcia Federal e estadual (12,7%).<br><br>Jo\u00e3o Gomes destacou que os artigos piratas, que n\u00e3o s\u00e3o taxados na produ\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o, acabam prejudicando a arrecada\u00e7\u00e3o e promovendo concorr\u00eancia desleal ao com\u00e9rcio formal, contribuindo ainda para o desemprego e o aumento da criminalidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E-commerce<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a expans\u00e3o das vendas&nbsp;<em>online<\/em>, no cen\u00e1rio da pandemia de covid-19. Para 69,3% dos entrevistados, o crescimento das compras no mundo virtual poderia aumentar a venda de produtos piratas, revelando aumento de 7 pontos percentuais em compara\u00e7\u00e3o ao ano passado; 43,1% confirmaram que teriam comprado pela internet um produto pirata pensando ser original, crescimento de 13 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2020. A pesquisa confirmou, por\u00e9m, que os consumidores est\u00e3o atentos porque 91,8% disseram se certificar se o site \u00e9 seguro para evitar problemas com produtos falsificados ou roubados.<br><br>De acordo com Gomes, o trabalho desenvolvido pelo Sistema Fecom\u00e9rcio RJ no combate \u00e0 pirataria recebeu este ano o Pr\u00eamio Nacional de Combate \u00e0 Pirataria (PNCP), na categoria Educacional &#8211; impactos voltados ao consumidor, uma iniciativa do Conselho Nacional de Combate \u00e0 Pirataria (CNCP), vinculado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. A iniciativa visa chamar a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de evitar o com\u00e9rcio n\u00e3o legalizado, que tem rela\u00e7\u00e3o com o crime organizado e prejudica o com\u00e9rcio formal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Fecom\u00e9rcio de Pesquisas e An\u00e1lises (IFec RJ), revela<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26004,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-26003","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26003"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26005,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26003\/revisions\/26005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26004"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}