{"id":2796,"date":"2020-10-15T16:16:35","date_gmt":"2020-10-15T16:16:35","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=2796"},"modified":"2020-10-15T16:16:35","modified_gmt":"2020-10-15T16:16:35","slug":"rebanho-bovino-cresce-em-2019-influenciado-pelo-cenario-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/10\/15\/rebanho-bovino-cresce-em-2019-influenciado-pelo-cenario-externo\/","title":{"rendered":"Rebanho bovino cresce em 2019, influenciado pelo cen\u00e1rio externo"},"content":{"rendered":"\n<p>Crescimento foi de 0,4%, depois de dois anos de retra\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<br>Atualizado em 15\/10\/2020 &#8211; 10:03<\/h4>\n\n\n\n<p>A Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal (PPM 2019), divulgada&nbsp;hoje&nbsp;(15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostra que o rebanho de bovinos, com 214,7 milh\u00f5es de cabe\u00e7as e alta de 0,4%, foi superado no ano passado pelo de galinhas, com 249,1 milh\u00f5es de cabe\u00e7as&nbsp;e eleva\u00e7\u00e3o de 1,7%. Os su\u00ednos somaram 40,6 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, redu\u00e7\u00e3o de 1,6%, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1390681&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1390681&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, a pecu\u00e1ria brasileira teve&nbsp;em 2019&nbsp;influ\u00eancia do contexto internacional. Abalada pela peste su\u00edna e visando a atender o mercado crescente interno, a China importou do Brasil 497,7 mil toneladas de carne bovina, expans\u00e3o de 54,4% ante 2018, ao mesmo tempo em que aumentava a importa\u00e7\u00e3o de carne su\u00edna em 61,7%, o que levou o Brasil a registrar 244,1 mil toneladas desse produto.<\/p>\n\n\n\n<p>O rebanho bovino nacional cresceu 0,4% em 2019, depois de dois anos de retra\u00e7\u00e3o. A Regi\u00e3o Nordeste e o estado de&nbsp;Mato Grosso responderam pelo leve incremento, com aumentos de seus plant\u00e9is da ordem de 2,7% e 5,1%, respectivamente. Em termos de efetivo de bovinos, a lideran\u00e7a foi assumida no ano passado por Mato Grosso, com 31,7 milh\u00f5es de cabe\u00e7as e parcela de 14,8% no rebanho nacional. A Regi\u00e3o Centro-Oeste permaneceu l\u00edder em participa\u00e7\u00e3o no efetivo de bovinos no pa\u00eds (34,5%), com um total de 74 milh\u00f5es de cabe\u00e7as . O maior munic\u00edpio produtor foi S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA), com 2,2 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leite<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que a produ\u00e7\u00e3o nacional de leite somou 34,8 bilh\u00f5es de litros, segundo maior volume registrado na s\u00e9rie iniciada em 1974, com alta de 2,7% frente ao ano anterior. O resultado apurado em 2019 ficou abaixo apenas do de 2014 (35,1 bilh\u00f5es de litros). Minas Gerais respondeu por 27,1% da quantidade total produzida, aumento de 5,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o efetivo de vacas ordenhadas caiu 0,5%, atingindo 16,3 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. A produtividade foi de 2.141 litros de leite por vaca no ano. Os tr\u00eas estados l\u00edderes na produ\u00e7\u00e3o de leite tiveram retra\u00e7\u00f5es em 2019 nos planteis, sendo -0,3% em Minas Gerais, -2,3% em Goi\u00e1s e -3,7% no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio pago pelo litro de leite no Brasil subiu 6,7% no ano passado, chegando a R$ 1,24. Em raz\u00e3o do aumento do volume e do pre\u00e7o, o valor de produ\u00e7\u00e3o evoluiu 9,6% ante 2018, totalizando R$ 43,1 bilh\u00f5es. A pesquisa revela que da mesma forma que ocorreu em 2018, o menor pre\u00e7o do litro de leite foi observado em Rond\u00f4nia (R$ 0,90), enquanto o maior ocorreu no Amap\u00e1 (R$ 2,27). O munic\u00edpio de Castro (PR) foi o maior produtor nacional, com 280 milh\u00f5es de litros, quantidade inferior em 4,2% \u00e0 do ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ovos de galinhas<\/h2>\n\n\n\n<p>O efetivo de galin\u00e1ceos somou 1,5 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as, aumento de 0,1%, com a Regi\u00e3o Sul na lideran\u00e7a, respondendo por 46% do total. Em rela\u00e7\u00e3o ao efetivo de galinhas, o Sudeste do pa\u00eds ocupou a primeira posi\u00e7\u00e3o no&nbsp;<em>ranking<\/em>, com 38,1% do total de 249,1 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. As maiores participa\u00e7\u00f5es no plantel de galinhas foram observadas em S\u00e3o Paulo (22,1%) e no Paran\u00e1 (10,2%). Por munic\u00edpios, Santa Maria de Jetib\u00e1 (ES) apresentou o maior efetivo de galinhas e de galin\u00e1ceos. Entre os estados, os l\u00edderes em galin\u00e1ceos foram o Paran\u00e1 (26,5% do total nacional), S\u00e3o Paulo (14,0%) e o Rio Grande do Sul (10,5%).<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de ovos de galinha atingiu 4,6 bilh\u00f5es de d\u00fazias, recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica, resultado 4,2% acima do ano anterior e rendimento estimado em R$ 15,1 bilh\u00f5es. O Sudeste concentrou 43,4% do total, sendo que o estado de S\u00e3o Paulo participou sozinho com 24,5% desse volume. A pesquisa mostra que 5.429 munic\u00edpios apresentaram alguma produ\u00e7\u00e3o de ovos de galinha no ano passado, destacando tamb\u00e9m Santa Maria de Jetib\u00e1 (ES).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Su\u00ednos<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento feito pelo IBGE revela que apesar da queda de 1,6% no efetivo de su\u00ednos, o n\u00famero de matrizes subiu pelo terceiro ano consecutivo, com alta de 0,5%, atingindo 4,8 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. A Regi\u00e3o Sul lidera o rebanho su\u00edno, com 20 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, respondendo por 49,5% do total, embora tenha sofrido queda de 2,4% em compara\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste foi a \u00fanica a registrar acr\u00e9scimo em seu rebanho (+2,1%), um total de 5,9 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. Santa Catarina \u00e9 o primeiro estado do ranking da suinocultura, com efetivo de 7,6 milh\u00f5es. Em termos municipais, Toledo (PR) aparece na primeira posi\u00e7\u00e3o, com 1,2 milh\u00e3o de cabe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve aumento em 2019 tanto no efetivo de codornas, que alcan\u00e7ou 17,4 milh\u00f5es de aves (+3,4%), quanto na produ\u00e7\u00e3o de ovos, de 315,6 milh\u00f5es de d\u00fazias (+5,9%). A Regi\u00e3o Sudeste respondeu por 63,5% de codornas e por 67,3% da produ\u00e7\u00e3o de ovos. Devido a investimentos na cria\u00e7\u00e3o de codornas, o Esp\u00edrito Santo superou S\u00e3o Paulo na produ\u00e7\u00e3o de ovos dessas aves, com aumento de 14,9%. Santa Maria de Jetib\u00e1 lidera a cria\u00e7\u00e3o de codornas desde 2016 e desde 2015, tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de ovos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as cria\u00e7\u00f5es de porte m\u00e9dio, caprinos e ovinos mostraram expans\u00e3o de 5,3% e 4,1% no ano passado, respectivamente, somando 11,3 milh\u00f5es de caprinos e 19,7 milh\u00f5es de ovinos. A Regi\u00e3o Nordeste respondeu por 94,6% e 68,5% dos rebanhos, respectivamente. Bahia \u00e9 o primeiro estado do&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;para os dois rebanhos, com os maiores planteis nas localidades de Casa Nova, Juazeiro e Cura\u00e7\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">P\u00ecscicultura<\/h2>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a piscicultura nacional registrou crescimento de 1,7%, com 529,6 mil toneladas. A principal produtora foi a Regi\u00e3o Sul, que responde por 32,9% da piscicultura brasileira. O&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;estadual teve como primeiro colocado o Paran\u00e1 (23,9% do total nacional). O principal munic\u00edpio produtor foi Nova Aurora (PR).<\/p>\n\n\n\n<p>Por esp\u00e9cies, a produ\u00e7\u00e3o de til\u00e1pia foi ampliada em 3,5% em 2019, ante o ano anterior, somando 323,7 mil toneladas e correspondendo a 61,1% da quantidade de peixes produzida no Brasil. Sul e Sudeste responderam por 72,5% do total produzido. A&nbsp;segunda&nbsp;esp\u00e9cie mais produzida em 2019 foi o tambaqui, com 101,1 mil toneladas, destacando-se a Regi\u00e3o Norte, com 72,4% do volume nacional. O munic\u00edpio de Ariquemes (RO) se manteve como l\u00edder. Em seguida, vieram os peixes tambacu e tambatinga, com 40,1 mil toneladas. O Centro-Oeste respondeu por 55,6% desse total.<\/p>\n\n\n\n<p>O camar\u00e3o criado em cativeiro produziu 54,3 mil toneladas no ano passado, com alta de 18,8% sobre o ano anterior. A carcinicultura \u00e9 liderada pela Regi\u00e3o Nordeste desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa. Rio Grande do Norte e Cear\u00e1 foram os destaques, com participa\u00e7\u00f5es de 38,2% e 30,8% do volume total, respectivamente. Pend\u00eancias (RN) foi o principal munic\u00edpio produtor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mel<\/h2>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de mel atingiu 46 mil toneladas em 2019, com alta de 8,5% em compara\u00e7\u00e3o a 2018. Em fun\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, da queda do pre\u00e7o m\u00e9dio pelo segundo ano consecutivo, o valor de produ\u00e7\u00e3o caiu 1,8%, somando R$ 493,7 milh\u00f5es no ano passado. O maior crescimento, em termos absolutos, foi verificado na Regi\u00e3o Nordeste (10,7%), ficando com 34,3% do total nacional, depois da Regi\u00e3o Sul, com 38,2%. O Paran\u00e1 respondeu por 15,7% da produ\u00e7\u00e3o nacional de mel, destacando-se o munic\u00edpio de Ortigueira (795,4 toneladas).<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crescimento foi de 0,4%, depois de dois anos de retra\u00e7\u00e3o Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2797,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-2796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2796"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2798,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2796\/revisions\/2798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}