{"id":28188,"date":"2022-01-11T18:00:40","date_gmt":"2022-01-11T21:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=28188"},"modified":"2022-01-11T18:00:42","modified_gmt":"2022-01-11T21:00:42","slug":"tragedia-do-vale-do-cuiaba-completa-11-anos-nesta-terca-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/01\/11\/tragedia-do-vale-do-cuiaba-completa-11-anos-nesta-terca-feira\/","title":{"rendered":"Trag\u00e9dia do Vale do Cuiab\u00e1 completa 11 anos nesta ter\u00e7a-feira"},"content":{"rendered":"\n<p>JANAINA DO CARMO<br>Reda\u00e7\u00e3o Tribuna<\/p>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia do Vale do Cuiab\u00e1 e regi\u00f5es do entorno completou 11 anos nesta ter\u00e7a-feira, dia 11 de janeiro. O temporal deixou um rastro de destrui\u00e7\u00e3o por pelo menos 10 quil\u00f4metros entre a Estrada de Teres\u00f3polis (Estrada Philuvio Cerqueira) e o Vale do Cuiab\u00e1. O \u201ctsunami\u201d, como chamam as v\u00edtimas, levou \u00e1rvores, pontes, casas, pedras, ve\u00edculos, pessoas e vidas. A trag\u00e9dia deixou 74 mortos e pelo menos 30 pessoas ainda est\u00e3o desaparecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Onze anos depois da trag\u00e9dia, a regi\u00e3o tem poucas marcas do temporal. A vegeta\u00e7\u00e3o agora toma conta dos locais que antes foram tomados pela lama. O cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o ficou para tr\u00e1s, mas as lembran\u00e7as da noite do dia 11 de janeiro ainda permanecem vivas na mem\u00f3ria dos moradores,<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPassamos \u00e0 noite em cima do muro da casa, rezando para que ele n\u00e3o cair\u201d. Foi assim que Ana de F\u00e1tima, de 64, e a fam\u00edlia sobreviveu a trag\u00e9dia do Vale do Cuiab\u00e1. Ela contou que estava dormindo e foi acordada pela vizinha, pedindo socorro. \u201cEla e a fam\u00edlia moravam no im\u00f3vel de baixo e quando a \u00e1gua inundou tudo ela correu para minha casa, que ficava em cima. Mas n\u00e3o conseguimos ficar l\u00e1 tamb\u00e9m, porque a \u00e1gua subiu r\u00e1pido. S\u00f3 tivemos o muro do lado de fora para nos abrigarmos at\u00e9 o dia amanhecer\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da trag\u00e9dia, Ana de F\u00e1tima e a fam\u00edlia moravam em um s\u00edtio. Atualmente, ela mora em outro local. \u201cQuando amanheceu e j\u00e1 n\u00e3o tinha mais \u00e1gua conseguimos procurar abrigo na casa da minha filha, que n\u00e3o foi atingida. O que aconteceu aquele dia \u00e9 dif\u00edcil de esquecer. Eu n\u00e3o perdi ningu\u00e9m da fam\u00edlia, mas muitos amigos se foram\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Prefeitura, 187 fam\u00edlias ficaram desabrigadas em janeiro de 2011. Hoje, 18 fam\u00edlias do Vale do Cuiab\u00e1, ainda aguardam por uma casa. As primeiras unidades a serem entregues as v\u00edtimas da chuva foi em 2013, 24 no total, constru\u00eddas por iniciativa do Instituto da Crian\u00e7a. A entidade criou o projeto Nosso Cuiab\u00e1 e com a ajuda de entidades privadas realizou a obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2014, mais 50 casas foram entregues pelo governo do Estado. Elas foram constru\u00eddas no mesmo terreno onde o Instituto da Crian\u00e7as construiu as primeiras casas. Al\u00e9m das moradias, na \u00e9poca o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) tamb\u00e9m cadastrou as fam\u00edlias para o recebimento de indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Inea tamb\u00e9m iniciou obras nos rios Carv\u00e3o, Cuiab\u00e1 e Santo Ant\u00f4nio para evitar novas trag\u00e9dias. Onze anos depois e as interven\u00e7\u00f5es nos rios ainda n\u00e3o foram conclu\u00eddas. Al\u00e9m disso, outros projetos de preserva\u00e7\u00e3o das margens dos rios do Inea nunca sa\u00edram do papel.<\/p>\n\n\n\n<p>O temporal da noite do dia 11 de janeiro atingiu tamb\u00e9m outras cidades da regi\u00e3o: Teres\u00f3polis, Nova Friburgo, Areal, Bom Jardim, Sumidouro e S\u00e3o Jos\u00e9 do Vale do Rio Preto. De acordo com dados oficiais do Governo do Estado do Rio, a trag\u00e9dia vitimou mais de 900 pessoas, deixou 30 mil desalojados e ainda h\u00e1 99 pessoas desaparecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Inea informou que junto com a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade \u201ciniciaram, em 2021, a 2\u00aa etapa das obras que visam \u00e0 melhoria do escoamento dos Rios Santo Ant\u00f4nio, Cuiab\u00e1 e Carv\u00e3o, na Regi\u00e3o Serrana do Rio. O servi\u00e7o tem por objetivo minimizar as inunda\u00e7\u00f5es decorrentes do transbordamento dos mesmos. As interven\u00e7\u00f5es abrangem a canaliza\u00e7\u00e3o de 3,8km do Rio Cuiab\u00e1; 2,8 km do Rio Santo Ant\u00f4nio; e 80 metros do Rio Carv\u00e3o, e os investimentos s\u00e3o da ordem de R$ 28 milh\u00f5es, recursos oriundos do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional.<br>Para mitigar os estragos causados \u00e0 cidade de Petr\u00f3polis pela trag\u00e9dia clim\u00e1tica ocorrida em 2011,o \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual realizou obras emergenciais, visando o controle de inunda\u00e7\u00f5es e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ambiental dos principais rios da Regi\u00e3o Serrana do Rio. Em Petr\u00f3polis, os corpos h\u00eddricos beneficiados pelas interven\u00e7\u00f5es foram os Rios Cuiab\u00e1, Piabanha, Carv\u00e3o e Santo Ant\u00f4nio. Para as obras na Regi\u00e3o Serrana, foram investidos R$ 325 milh\u00f5es do Governo Federal, e cerca de R$ 79 milh\u00f5es, do Fundo Estadual de Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do Jornal Correio da Manh\u00e3 tamb\u00e9m solicitou um posicionamento da Secretaria de Obras e Infraestrutura do Estado sobre as obras realizadas na regi\u00e3o do Vale do Cuiab\u00e1, nesses 11 anos, mas at\u00e9 o momento n\u00e3o obtivemos resposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JANAINA DO CARMOReda\u00e7\u00e3o Tribuna A trag\u00e9dia do Vale do Cuiab\u00e1 e regi\u00f5es do entorno completou<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28189,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-28188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28188"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28190,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28188\/revisions\/28190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}