{"id":2969,"date":"2020-10-17T15:14:44","date_gmt":"2020-10-17T15:14:44","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=2969"},"modified":"2020-10-17T15:14:44","modified_gmt":"2020-10-17T15:14:44","slug":"missao-petropolis-artistas-remontam-expedicao-da-epoca-do-imperio-em-meio-a-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/10\/17\/missao-petropolis-artistas-remontam-expedicao-da-epoca-do-imperio-em-meio-a-natureza\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o Petr\u00f3polis: Artistas remontam expedi\u00e7\u00e3o da \u00e9poca do Imp\u00e9rio em meio \u00e0 natureza"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Projeto que une arte, hist\u00f3ria, sa\u00fade, bem-estar e informa\u00e7\u00e3o sobre as trilhas da Serra de Petr\u00f3polis, busca apoio por meio de financiamento coletivo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 sempre um novo olhar para as belas paisagens da regi\u00e3o Serrana do Rio. Cen\u00e1rios que est\u00e3o sendo eternizados pelas m\u00e3os do gravurista e tatuador Pedro Neves e da fotografia experimental de Jo\u00e3o Saidler. O Projeto Miss\u00e3o Petr\u00f3polis utiliza a arte como um meio de incentivar a sa\u00fade e o bem estar. Uma imers\u00e3o \u00e0 natureza, entre as mais diversas trilhas que a cidade tem pra nos oferecer. Cen\u00e1rios inspiradores e perfeitos para fazer arte! Como parte do projeto e do processo criativo, os artistas querem ainda descobrir hist\u00f3rias, curiosidades e lendas desses caminhos abertos em meio \u00e0 natureza, contadas pelos petropolitanos que as exploram h\u00e1 bastante tempo. Um resgate da hist\u00f3ria da nossa cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inspira\u00e7\u00e3o Francesa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto Miss\u00e3o Petr\u00f3polis teve como inspira\u00e7\u00e3o um movimento revolucion\u00e1rio para as artes no Brasil: A Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa de 1808, nos tempos do Imp\u00e9rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o reuniu pintores, gravuristas e arquitetos franceses que, junto com a fam\u00edlia Real Portuguesa, vieram para o Brasil retratar o Rio de Janeiro quase intocado pela urbaniza\u00e7\u00e3o, o tr\u00e1fico negreiro no centro da ent\u00e3o capital do pa\u00eds, al\u00e9m dos tipos de ind\u00edgenas e de escravos. \u201cAs gravuras eram produzidas e distribu\u00eddas na Europa e essa era a forma de mostrar aos europeus como &#8220;era&#8221; o Brasil, mas contada pelo lado do dominador. Apesar das in\u00fameras discuss\u00f5es acerca da veracidade do que era retratado, \u00e9 a \u00fanica representa\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds da \u00e9poca\u201d, explica Pedro Neves.<\/p>\n\n\n\n<p>A Miss\u00e3o Francesa inspirou a cria\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o chamada Escola Real das Ci\u00eancias, Artes e Of\u00edcios, presidida inicialmente pelo chefe da Miss\u00e3o, Joaquim Lebreton. A Escola Real, que depois se tornaria a Academia Imperial de Belas Artes, se transformou na atual Escola de Belas Artes da UFRJ que oferece o Curso de Pintura, o mais antigo do pa\u00eds com 204 anos, no qual Pedro se forma este ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Miss\u00e3o 2.0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a Miss\u00e3o Petr\u00f3polis ser\u00e3o produzidas pinturas e gravuras como as da \u00e9poca, sem maquiar a realidade, al\u00e9m de fotografias anal\u00f3gicas experimentais, feitas com uma c\u00e2mera constru\u00edda com materiais reciclados, pelo pr\u00f3prio fot\u00f3grafo Jo\u00e3o Saidler. \u201cTanto a c\u00e2mera quanto o processo de revela\u00e7\u00e3o s\u00e3o artesanais e remontam ao mesmo modo utilizado por Dom Pedro II, um grande incentivador dessa arte no Brasil. Um dos pilares mais interessantes do projeto \u00e9 poder coloc\u00e1-lo em pr\u00e1tica em Petr\u00f3polis, cidade que o Imperador tanto amava\u201d, ressalta Jo\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Levar toda essa informa\u00e7\u00e3o aos petropolitanos e aos demais amantes da natureza tamb\u00e9m \u00e9 um dos objetivos do projeto. A ideia \u00e9 criar v\u00eddeos explicativos de como chegar s\u00e3o e salvo em cada uma das trilhas e ao final da expedi\u00e7\u00e3o formatar um livro com curiosidades, lendas, mitos, dicas sobre as trilhas, sa\u00fade e bem-estar, ilustrado, claro, com muita, muita arte!! \u201cPara isso estamos a procura de apoiadores. Apenas dessa forma vamos conseguir concretizar esse sonho que \u00e9 nosso, mas sobretudo \u00e9 um patrim\u00f4nio para a cidade e todo o pa\u00eds\u201d, ressalta Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais demandas do projeto s\u00e3o para pagar gasolina, alimenta\u00e7\u00e3o, material art\u00edstico, al\u00e9m do maior dos gastos que seria algu\u00e9m pra filmar e editar todo material. \u201cN\u00f3s escrevemos um projeto com tudo organizado, colocamos os custos no mais baixo que pudemos e agora precisamos encontrar pessoas que acreditem na importante do projeto tanto quanto n\u00f3s\u201d, ressalta Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando em qual seria a melhor forma de arrecadar recursos, veio a ideia de uma vaquinha coletiva on-line. Assim, todos podem participar, doando valores que v\u00e3o de R$20 a R$200. Como recompensa, os apoiadores v\u00e3o receber cart\u00f5es postais que reproduzem as obras produzidas nas trilhas, al\u00e9m de workshops de fotografia e de aquarela. A vaquinha foi aberta no site Abacashi, com o t\u00edtulo Miss\u00e3o Petr\u00f3polis. Pra doar, \u00e9 s\u00f3 clicar no link:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/abacashi.com\/p\/tatui-missao-petropolis\">https:\/\/abacashi.com\/p\/tatui-missao-petropolis<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre os artistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pedro Neves<\/strong>&nbsp;\u00e9 pintor, gravurista e tatuador. Natural de Petr\u00f3polis\/RJ, estuda Pintura e Gravura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e dedicou-se, nos \u00faltimos anos, a representa\u00e7\u00e3o da identidade nacional. Interessado pelo nosso patrim\u00f4nio natural, pela nossa trajet\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o social, busca nas mais diversas paisagens e personagens a melhor maneira de enaltecer a vida e a hist\u00f3ria dos brasileiros. Utilizando-se da profundidade da tinta a \u00f3leo e da luminosidade da aquarela al\u00e9m das t\u00e9cnicas da gravura, encontra os mais diversos meios para sua manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, enaltecendo sempre as nossas ra\u00edzes e refor\u00e7ando nossa cultura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jo\u00e3o Saidler<\/strong>&nbsp;\u00e9 fot\u00f3grafo profissional h\u00e1 mais de 10 anos. Retratista e fot\u00f3grafo institucional tem forma\u00e7\u00e3o pelo New York Institute of Photography (curso exclusivamente \u00e0 dist\u00e2ncia desde 1975), SENAC-RJ, Sociedade Fluminense de Fotografia. Atualmente, desenvolve uma pesquisa em experimenta\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas e montou, em um projeto pessoal, uma c\u00e2mera de grande formato completa, feita com materiais reciclados, reaproveitados e ferramentas simples que re\u00fane tecnologias de v\u00e1rios per\u00edodos da fotografia. Utiliza reveladores com qu\u00edmicos de baixa ou nenhuma toxicidade, n\u00e3o agressivos ao meio ambiente, muitas vezes inesperados como vitamina C, caf\u00e9 e at\u00e9 cerveja. Uma viv\u00eancia completamente inusitada para n\u00f3s que vivemos na Era Digital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Tatu\u00ed<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tatu\u00ed, um pequeno crust\u00e1ceo encontrado no litoral brasileiro, que vive enterrado nas areias das nossas praias mais puras, tem a sua vida baseada no contato com a terra e o movimento das ondas do mar. Essa \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o da marca, que visa promover a valoriza\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes culturais, fortalecendo o contato com a arte manual fundamentada no fortalecimento da identidade nacional. A marca promove a arte sustent\u00e1vel e tem como norte a preserva\u00e7\u00e3o e incentivo ao contato com a natureza.\u00a0 TATU\u00cd representa o mergulho na terra brasileira. \u00c9 a uni\u00e3o da simplicidade da nossa origem com a riqueza da nossa arte. Atualmente, o Instagram @tatui.art conta com mais de 9.000 seguidores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-0 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><\/ul><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto que une arte, hist\u00f3ria, sa\u00fade, bem-estar e informa\u00e7\u00e3o sobre as trilhas da Serra de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-2969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2969"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2969\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2975,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2969\/revisions\/2975"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}