{"id":30197,"date":"2022-02-12T06:00:00","date_gmt":"2022-02-12T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=30197"},"modified":"2022-02-11T15:27:18","modified_gmt":"2022-02-11T18:27:18","slug":"mulheres-cientistas-revelam-desafios-da-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/02\/12\/mulheres-cientistas-revelam-desafios-da-carreira\/","title":{"rendered":"Mulheres cientistas revelam desafios da carreira"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"dia-internacional-de-mulheres-na-ciencia-mostra-carreiras-no-setor\">Dia Internacional de Mulheres na Ci\u00eancia mostra carreiras no setor<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Por Ludmilla Souza &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; S\u00e3o Paulo<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Desde menina, ela j\u00e1 dava aulas \u00e0s bonecas sobre a estrutura do \u00e1tomo e como dominar a transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Sonhava em ser professora, mas primeiro se formou em medicina, porque acreditou que esse era o caminho de unir as aptid\u00f5es.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1441724&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1441724&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu sempre quis ser professora, talvez pelo fato de&nbsp;minha m\u00e3e acreditar que esse&nbsp;\u00e9 o of\u00edcio mais honrado, e&nbsp;tamb\u00e9m&nbsp;por acreditar que tenho necessidade de&nbsp;cuidar e orientar. Fazer medicina foi o meio. Sempre me interessei pela ci\u00eancia da vida e do indiv\u00edduo, e na minha cabe\u00e7a de 18 anos, al\u00e9m de ser desafio para&nbsp;uma pessoa comum como eu, iria me trazer experi\u00eancias humanas extraordin\u00e1rias, dignas de Tolstoi, mas em campo de batalha hospitalar, em que o oponente e companheiro seria a doen\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim que a cientista Rebecca Stival, pneumologista dos hospitais Marcelino Champagnat e Universit\u00e1rio Cajuru, em Curitiba (PR), e mestranda em medicina interna pela Universidade Federal do Paran\u00e1, conta como iniciou a carreira. Atualmente, estuda impactos e tratamentos de enfisema na doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia, comemorado\u00a0na \u00faltima sexta-feira (11), a\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil conversou com<\/strong>\u00a0duas cientistas para apresentar panorama sobre o mercado de trabalho na \u00e1rea e como as meninas de hoje\u00a0podem se tornar cientistas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"papel-da-mulher-na-ciencia\">Papel da mulher na ci\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es que as mulheres podem oferecer \u00e0&nbsp;ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o in\u00fameras, a come\u00e7ar pela resili\u00eancia, diz&nbsp;Rebecca. \u201cA mulher tem como prerrogativa a resili\u00eancia. Por isso, o seu olhar para a ci\u00eancia se torna importante. Acredito que por termos enorme capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, que inclusive \u00e9 biol\u00f3gica &#8211; basta olhar para uma mulher gestante, todas as varia\u00e7\u00f5es hormonais e modifica\u00e7\u00f5es corporais que ocorrem ao longo de nove meses &#8211;&nbsp; enfrentamos adversidades e geramos solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas rapidamente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita&nbsp;uma das mais famosas cientistas da hist\u00f3ria, Marie Curie, como&nbsp; exemplo de resili\u00eancia \u00e0s frustra\u00e7\u00f5es e resposta r\u00e1pida e pr\u00e1tica \u00e0s adversidades. \u201cBasta lembrar de&nbsp;sua contribui\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de radiografias durante a Primeira Guerra Mundial, que beneficiou muitas pessoas em campo de batalha. Ela conseguiu transformar conhecimento de bancada em ferramenta de utilidade p\u00fablica, outra caracter\u00edstica importante de um cientista.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o caminho para conquistar esse espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e os homens ainda s\u00e3o maioria na \u00e1rea. De acordo com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/connect\/gender-report%C2%A0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relat\u00f3rio<\/a>&nbsp;&#8220;A Jornada do Pesquisador pela Lente de G\u00eanero&#8221;, publicado pela empresa holandesa Elsevier&nbsp;em 2020, a participa\u00e7\u00e3o de mulheres nos mais diversos campos da ci\u00eancia oscila entre 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Brasil figura entre os mais pr\u00f3ximos do equil\u00edbrio na propor\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres na autoria de artigos cient\u00edficos, com 0,8 mulher por cada homem. O desempenho \u00e9 superior ao do Reino Unido, com 0,6, e ao dos Estados Unidos e da Alemanha, ambos com 0,5.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a professora e coordenadora de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), Cristina Baena, os desafios podem ser resumidos na quest\u00e3o da produtividade. \u201cSe voc\u00ea olha, a produtividade anual das mulheres \u00e9 a mesma, mas ao longo da carreira&nbsp;elas&nbsp;produzem menos, porque ficam menos tempo que os homens em papel de lideran\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e cient\u00edfica. Isso ocorre&nbsp;por causa da dificuldade da mulher de se manter nessa carreira juntando todas as responsabilidades que acumula\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/A_chGqzcaFeEsoYYggZxXEb4wWQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/cristina_baena.jpg?itok=9_op_gLt\" alt=\"Para a professora Cristina Baena os desafios das mulheres podem ser resumidos na quest\u00e3o da produtividade\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cristina Baena: desafios das mulheres podem ser resumidos na quest\u00e3o da produtividade &#8211;&nbsp;<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o da pesquisadora, h\u00e1 como incentivar a carreira da mulher cientista. \u201cS\u00e3o quest\u00f5es b\u00e1sicas:&nbsp;por exemplo, a bolsa da pesquisadora&nbsp;deve levar em considera\u00e7\u00e3o a maternidade.&nbsp;Hoje, a gente n\u00e3o tem estrutura para acolher os filhos das pesquisadoras nem em eventos cient\u00edficos, o que dificulta a presen\u00e7a delas. \u00c9 preciso dar condi\u00e7\u00f5es para essas mulheres continuarem na carreira, porque quando conseguem, h\u00e1&nbsp;impacto muito importante na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos e na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, defende Cristina, que passou por esse desafio e dividiu o tempo entre a cria\u00e7\u00e3o de um filho enquanto fazia mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito antes da pandemia, Cristina tinha rotina muito comum \u00e0 das&nbsp;m\u00e3es que trabalharam e ainda trabalham em tripla jornada em casa, devido ao distanciamento social.&nbsp;\u201cHouve&nbsp;per\u00edodo em que tive que fazer muitas escolhas dif\u00edceis, sobretudo financeiramente, porque&nbsp;vivia com a bolsa de doutorado. A minha receita diminuiu muito porque a bolsa no Brasil&nbsp;hoje tem valor muito pequeno, e me lembro claramente de um per\u00edodo em que tinha de&nbsp;responder e-mails em ingl\u00eas para l\u00edderes internacionais. Ao mesmo tempo, precisava cozinhar o feij\u00e3o, tinha que terminar a limpeza da casa e tinha que escrever um artigo, ir \u00e0&nbsp;reuni\u00e3o da escola do meu filho, ent\u00e3o fui muito desafiada em todos os sentidos. Acho que se a gente n\u00e3o tem muita persist\u00eancia, n\u00e3o tem ajuda, apoio, \u00e9 natural que acabe desistindo mais cedo da carreira cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, Cristina Baena \u00e9 coordenadora do ambulat\u00f3rio p\u00f3s-covid montado pelo Hospital Universit\u00e1rio Cajuru, em parceria com a PUCPR, em Curitiba (PR), e coordenadora do Centro de Ensino, Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o dos hospitais Marcelino Champagnat e Universit\u00e1rio Cajuru. Ela participou de dezenas de estudos para compreender o comportamento da covid-19. O ambulat\u00f3rio que Baena coordena estudas as sequelas da doen\u00e7a&nbsp;e pr\u00e1ticas para reverter esses problemas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"equidade-na-ciencia\">Equidade na ci\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www3.weforum.org\/docs\/WEF_GGGR_2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial<\/a>&nbsp;mostrou&nbsp;que a despropor\u00e7\u00e3o de g\u00eanero no trabalho aumentou, e apenas daqui a 267 anos o equil\u00edbrio ser\u00e1 alcan\u00e7ado. Ou seja, a atual&nbsp;gera\u00e7\u00e3o de mulheres cientistas ainda n\u00e3o ver\u00e1 equidade na \u00e1rea, mas indica&nbsp;os caminhos para chegar l\u00e1.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rebecca Stival, sal\u00e1rios iguais s\u00e3o&nbsp;o primeiro passo. \u201cBuscar equipara\u00e7\u00e3o salarial nas fun\u00e7\u00f5es que a mulher representa. Em 1928, [a escritora] Virginia Woolf j\u00e1 nos contou que s\u00f3 h\u00e1 possibilidade de cria\u00e7\u00e3o&nbsp;depois de garantido o p\u00e3o, a independ\u00eancia financeira. E \u00e9 fato que a pesquisa no Brasil recebe pouco ou nenhum financiamento.&nbsp;Pesquisadores de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva s\u00e3o raros\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;segunda&nbsp;medida, completa a cientista, \u00e9 garantir equidade de acesso \u00e0s mulheres, considerando seu&nbsp;papel intr\u00ednseco na perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. \u201cApesar de direitos j\u00e1 adquiridos, mas ainda n\u00e3o completamente respeitados, o per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a, mesmo nos dias atuais &#8211; pasmem &#8211; ainda pode significar retrocesso profissional. E digo isso, pois j\u00e1 fui questionada, em entrevista de acesso a&nbsp;uma das minhas especializa\u00e7\u00f5es, sobre o meu relacionamento conjugal e o meu desejo de ser m\u00e3e.&nbsp;Isso foi pelo menos uns 50 anos depois de&nbsp;minha m\u00e3e conquistar o seu CPF\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1&nbsp;Cristina Baena, considera a longevidade na carreira um&nbsp;dos pontos para alcan\u00e7ar equidade. \u201cAcho que vai haver certa equidade na ci\u00eancia quando tivermos&nbsp;a mesma longevidade de carreira. E tamb\u00e9m quando a gente aqui no Brasil, principalmente, parar de ouvir que a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica cient\u00edfica n\u00e3o \u00e9 considerada trabalho. S\u00e3o mudan\u00e7as culturais que a sociedade deve resolver antes de termos essa igualdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"pandemia\">Pandemia&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Mulheres cientistas, at\u00e9 ent\u00e3o conhecidas somente no meio acad\u00eamico, ficaram famosas no pa\u00eds pelo papel relevante na pesquisa sobre o novo coronav\u00edrus e na divulga\u00e7\u00e3o,&nbsp;destaca Cristina. \u201cNo Brasil, a gente pode citar a Ester Sabino, a Jaqueline de Jesus, que decodificaram o genoma&nbsp;dos primeiros casos de covid-19 em tempo recorde &#8211; informa\u00e7\u00e3o que ajudou o mundo inteiro a combater a doen\u00e7a. Tivemos na m\u00eddia tamb\u00e9m algumas cientistas que fizeram papel muito importante de comunicadora, como Natalia Pasternak e Margareth Dalcolmo que s\u00e3o \u00f3timos exemplo.&nbsp;A&nbsp;Mellanie Fontes Dutra \u00e9 excelente exemplo no Twitter.&nbsp;A&nbsp;Luana Ara\u00fajo, com forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tamb\u00e9m se colocou de forma muito firme contra&nbsp;onda de&nbsp;<em>fake news<\/em>&nbsp;que estava tomando conta do pa\u00eds naquele momento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acredita ainda que outros exemplos servir\u00e3o de inspira\u00e7\u00e3o. \u201cEm n\u00edveis individuais e dentro dos hospitais, na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento r\u00e1pido da pandemia, tivemos mulheres com pap\u00e9is fundamentais. Tenho a impress\u00e3o de que isso ajudou a inspirar algumas meninas que v\u00eam na mulher cientista a contribui\u00e7\u00e3o que pode ser dada \u00e0 sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Rebecca Stival refor\u00e7a: \u201cAs mulheres representam a maioria dos profissionais dedicados ao cuidado das pessoas, cuidar \u00e9 uma prerrogativa da mulher. Somos aproximadamente 79% da for\u00e7a de trabalho na \u00e1rea da sa\u00fade. Apesar de o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ser ocupado por um homem, as batalhas na pandemia foram lideradas, em sua grande maioria, por mulheres cientistas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"conselho\">Conselho&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Rebecca d\u00e1 um conselho \u00e0s meninas que t\u00eam o sonho de ser cientista. \u201cResili\u00eancia.&nbsp;Outras vieram antes para garantir o que conquistamos at\u00e9 agora, temos que persistir para assegurar&nbsp;plena equidade \u00e0s que vir\u00e3o depois\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cristina Baena d\u00e1 a mesma sugest\u00e3o feita \u00e0s alunas que orienta em&nbsp;pesquisas na universidade. \u201cSobretudo no Brasil&nbsp;hoje, a forma\u00e7\u00e3o e a carreira cient\u00edfica devem ser plano quase familiar. Porque vai haver aus\u00eancias na fam\u00edlia. \u00c9 bom que algu\u00e9m possa cobrir esse papel, um parceiro ou equivalente, que ajude na cria\u00e7\u00e3o e na presen\u00e7a com os filhos.&nbsp;\u00c9&nbsp;uma sensa\u00e7\u00e3o de recompensa muito grande quando a gente percebe que conseguiu produzir&nbsp;conhecimento, que \u00e9 aplicado na ponta e tem impacto na vida das pessoas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Internacional de Mulheres na Ci\u00eancia mostra carreiras no setor Por Ludmilla Souza &#8211; Rep\u00f3rter<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30198,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-30197","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30197"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30199,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30197\/revisions\/30199"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}