{"id":31281,"date":"2022-02-26T09:41:21","date_gmt":"2022-02-26T12:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=31281"},"modified":"2022-02-26T09:42:41","modified_gmt":"2022-02-26T12:42:41","slug":"petropolis-vitimas-tentam-retomar-vida-mas-sem-definicao-de-moradia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/02\/26\/petropolis-vitimas-tentam-retomar-vida-mas-sem-definicao-de-moradia\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3polis: v\u00edtimas tentam retomar vida, mas sem defini\u00e7\u00e3o de moradia"},"content":{"rendered":"\n<p>Passados 11 dias da trag\u00e9dia que assolou Petr\u00f3polis e que tirou a vida de pelo menos 217 pessoas, a preocupa\u00e7\u00e3o dos sobreviventes passa a ser onde morar. Nos primeiros dias que se seguiram ao temporal de 15 de fevereiro, a maioria buscou abrigo na casa de parentes, de amigos ou em abrigos &#8211; que nesta sexta-feira (25) reuniam 889 pessoas, em 13 pontos de apoio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1445167&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1445167&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, com o passar do tempo, a busca passou a ser por um endere\u00e7o pr\u00f3prio, pois dividir o espa\u00e7o com estranhos ou mesmo familiares n\u00e3o \u00e9 algo f\u00e1cil, por causa do aperto ou do comportamento dos outros, o que muitas vezes acaba gerando atritos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Morro da Oficina, \u00e9 grande o n\u00famero de pessoas subindo e descendo as ladeiras, trazendo nas m\u00e3os sacolas com o pouco que restou de suas vidas, objetos e pe\u00e7as de roupas localizados dentro dos im\u00f3veis que n\u00e3o foram abaixo, mas que n\u00e3o t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, por estarem \u00e0 beira de barrancos, com as paredes rachadas ou em frente a enormes buracos que se abriram no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Testemunhos da trag\u00e9dia<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/p-y7TnOJ1O50FkPtNks3biJ3NYE=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_7215_0.jpg?itok=Fgo8NVH6\" alt=\"A moradora do Morro da Oficina Rosilane Amaral Pereira retira pertences de sua casa dez dias ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>A moradora do Morro da Oficina Rosilane Amaral Pereira retira pertences de sua casa dez dias ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cEu estava em casa com a minha filha e chovia muito. Eu escutei um estrondo e vi aquela avalanche de lama. N\u00f3s corremos para o quarto e ficamos presos l\u00e1, tentando sair. Quando quebrei uma telha, vi que n\u00e3o tinha mais morro. Gra\u00e7as a Deus tivemos a vida preservada, mas o recome\u00e7o \u00e9 muito dif\u00edcil. Perder tudo \u00e9 complicado. Estou na casa da minha sogra e agora \u00e9 aguardar essa saga do aluguel social. Eles falaram que v\u00e3o dar, mas n\u00e3o disseram o dia. D\u00e3o um n\u00famero de telefone que s\u00f3 chama at\u00e9 cair\u201d, relatou Rosilane Amaral da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentada \u00e0 beira do caminho onde antes havia sua casa, junto do marido, Jaime, motorista de aplicativo, eles foram pegar algumas coisas que pudessem carregar, como roupas e objetos pessoais, antes que a casa ca\u00edsse em definitivo, pois ficou \u00e0 beira do barranco que se formou, quando o morro veio abaixo. \u201cA \u00fanica coisa que minha filha pediu para trazer \u00e9 uma caixa de fotos antigas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/kLCJFpnnsQNUNke9llLVWafUIPw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_7170_1.jpg?itok=LfPRsFgR\" alt=\"O comerciante Jaime dos Santos retoma atividades em sua lanchonete no Morro da Oficina, ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>O comerciante Jaime dos Santos retoma atividades em sua lanchonete no Morro da Oficina, ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o semelhante vive a fam\u00edlia de Marisa Pereira, que ficou com a casa preservada, mas teve a m\u00e3e soterrada no deslizamento, atingida na casa de uma vizinha, no Morro da Oficina.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/TpTpzstYScYJI0lqa0cqipviDPk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/whatsapp_image_2022-02-25_at_22.44.26.jpeg?itok=V56N9LCv\" alt=\"A funcion\u00e1ria p\u00fablica Marisa Pereira, que perdeu a m\u00e3e soterrada no deslizamento de terra, busca objetos pessoais em sua casa no Morro da Oficina, dez dias ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>A funcion\u00e1ria p\u00fablica Marisa Pereira, que perdeu a m\u00e3e soterrada no deslizamento de terra, busca objetos pessoais em sua casa no Morro da Oficina, dez dias ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>\u201cO prefeito disse que vai botar uma equipe para procurar casas de aluguel social. N\u00e3o quer saber das condi\u00e7\u00f5es das fam\u00edlias, se tem filhos nas escolas pr\u00f3ximas. O certo \u00e9 dar o dinheiro e cada um se organizar. E, al\u00e9m disso, ningu\u00e9m vai querer alugar uma casa sabendo que \u00e9 para a prefeitura. Pois eles falam que v\u00e3o repassar para o propriet\u00e1rio, a\u00ed atrasam um m\u00eas, dois meses, e te amea\u00e7am botar pra fora. V\u00e3o botar a gente onde? Est\u00e3o nos tratando como se f\u00f4ssemos mais um n\u00famero\u201d, reclamou Marisa, que trabalha em uma creche.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra parte do morro, a aposentada Maria Jos\u00e9 subia com dificuldade a imensa escadaria que leva \u00e0 parte alta, procurando a sombra de um muro para descansar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu estou perdida, um desespero s\u00f3. No dia que caiu isso tudo, parecia que tinha vindo um furac\u00e3o. Todo mundo que eu conhecia est\u00e1 morto, tudo debaixo dessa terra. Morreu tudo. Eu estava em casa e vi quando desceu. Minha neta perguntou o que era e eu disse que o c\u00e9u estava caindo. Vi a trag\u00e9dia passar pela minha janela. Essas imagens n\u00e3o saem da minha cabe\u00e7a. \u00c9 uma coisa horr\u00edvel. Agora estou na casa de uma amiga. Eu quero voltar para a minha casa. Mas n\u00e3o sei o que v\u00e3o fazer comigo. O pessoal n\u00e3o deixa eu voltar\u201d, disse ela, que morava h\u00e1 45 anos no local.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura de Petr\u00f3polis foi procurada para se manifestar sobre o andamento dos processos de alugu\u00e9is sociais, mas n\u00e3o se pronunciou at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Donativos<\/h2>\n\n\n\n<p>Em uma grande tenda armada na rua em frente ao Morro da Oficina, milhares de pe\u00e7as de roupas e centenas de pares de cal\u00e7ados s\u00e3o disputados por moradores atingidos pela trag\u00e9dia. Alguns ficaram sem nada, apenas com a roupa do corpo. Outros tentam pegar algo para entregar a parentes ou amigos, igualmente atingidos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/uUP0aWGBSiNuuN7KmZeqxAcIwIA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_6580.jpg?itok=MQ1wx9OM\" alt=\"Desabrigados pelas chuvas em Petr\u00f3polis buscam roupas e cal\u00e7ados em centro de distribui\u00e7\u00e3o de donativos em frente ao Morro da Oficina.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>Desabrigados pelas chuvas em Petr\u00f3polis buscam roupas e cal\u00e7ados em centro de distribui\u00e7\u00e3o de donativos em frente ao Morro da Oficina. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>\u201cNa semana que caiu a gente teve que sair [de casa] porque tinha risco. S\u00f3 que a gente n\u00e3o tem para onde ir e voltamos para casa. Esse \u00e9 o grande problema. O aluguel social aumentou [de valor], por\u00e9m os alugu\u00e9is aumentaram junto\u201d, disse Kathlen Fonseca, que est\u00e1 gr\u00e1vida de 7 meses e tentava encontrar, na montanha de donativos, roupas de cama, toalhas de banho e sapatos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/2eOoTrwYIRcyPzA3tcBPdg_kOL0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_6852_0.jpg?itok=FmU9BwI7\" alt=\"Desabrigados pelas chuvas em Petr\u00f3polis buscam roupas e cal\u00e7ados em centro de distribui\u00e7\u00e3o de donativos em frente ao Morro da Oficina.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>Desabrigados pelas chuvas em Petr\u00f3polis buscam roupas e cal\u00e7ados em centro de distribui\u00e7\u00e3o de donativos em frente ao Morro da Oficina. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>Ao lado dela, outras pessoas tamb\u00e9m tentavam conseguir uma roupa que servisse ou um par de cal\u00e7ados, que estavam todos misturados, tornando dif\u00edcil encontrar o par certo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu perdi tudo. Caiu, desmoronou. Todos se salvaram, pois sa\u00edmos r\u00e1pido. Agora estou na casa de uma prima. Estou procurando roupas, mas sapato ainda n\u00e3o consegui. At\u00e9 agora ningu\u00e9m falou de aluguel social. Eu n\u00e3o quero mais morar aqui, pretendo ir embora. \u00c9 muita lembran\u00e7a ruim de Petr\u00f3polis\u201d, disse a aposentada Sandra Viana, que trouxe o filho para ajudar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">C\u00e3es farejadores<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, no alto do Morro da Oficina, o trabalho dos bombeiros e socorristas continuava na busca de desaparecidos. Com a ajuda de c\u00e3es farejadores e informa\u00e7\u00f5es de parentes, eles formavam grupos, atuando em determinadas \u00e1reas onde era prov\u00e1vel a localiza\u00e7\u00e3o dos corpos.<\/p>\n\n\n\n<p>As equipes s\u00e3o guiadas pelo faro dos c\u00e3es da corpora\u00e7\u00e3o, alguns vindos de outros estados. \u00c9 o caso dos bombeiros catarinenses Thiago Amorim, com a cadela Moana, de Itaja\u00ed, e Guilherme Galli, com o c\u00e3o Sasuke, de Lages, ambos animais da ra\u00e7a Labrador.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/tHDDfWde_KNlekMfmnvOLIRXp0k=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_6874.jpg?itok=qlX4Eda0\" alt=\"Os bombeiros de Santa Catarina Thiago Amorim e Guilherme Galli trabalham com os c\u00e3es farejadores da ra\u00e7a labrador Moana e Sasuke na busca por v\u00edtimas do deslizamento de terra no Morro da Oficina, ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>asuke na busca por v\u00edtimas do deslizamento de terra no Morro da Oficina, ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>\u201cA gente emprega os c\u00e3es com intervalos necess\u00e1rios para o descanso deles. Tudo \u00e9 feito de acordo com a sa\u00fade f\u00edsica do animal. Eles n\u00e3o s\u00e3o colocados em nenhuma condi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o estejam aptos para atuar. Grande parte das v\u00edtimas que foram encontradas nesta trag\u00e9dia foi por indica\u00e7\u00e3o dos c\u00e3es. Estamos h\u00e1 oito dias atuando aqui. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que cansa n\u00e3o apenas a parte f\u00edsica, mas tamb\u00e9m a parte mental, do humano e do c\u00e3o\u201d, contou Amorim.<\/p>\n\n\n\n<p>No total, s\u00e3o 50 duplas de homens e c\u00e3es, incluindo equipes dos estados de S\u00e3o Paulo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina e das cidades fluminenses de Mag\u00e9, Teres\u00f3polis e Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cenas impactantes<\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns bombeiros chegaram horas depois da trag\u00e9dia, no meio da noite, vindos do Rio de Janeiro, em apoio \u00e0s equipes locais, e estavam praticamente trabalhando sem cessar desde ent\u00e3o, com raras folgas para o descanso.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/cyq27JmKyu6bKu_uQfjq3MgJSKo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_7203_01.jpg?itok=Ssy8vOWk\" alt=\"Equipes de resgate trabalham na busca por v\u00edtimas do deslizamento de terra no Morro da Oficina, dez dias ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>Equipes de resgate trabalham na busca por v\u00edtimas do deslizamento de terra no Morro da Oficina, dez dias ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>\u201cForam cenas impactantes. Com certeza, foi uma das ocorr\u00eancias que mais me marcou. Porque a gente teve a oportunidade de chegar no local logo em seguida ao que aconteceu. Pegamos a estrutura crua, sem uma organiza\u00e7\u00e3o para poder fazer o suporte. No momento \u00e9 buscar os corpos poss\u00edveis de encontrar. A gente ainda est\u00e1 na adrenalina. Perdi as contas do n\u00famero de corpos que encontramos. Foram dezenas\u201d, relatou o major m\u00e9dico Leonardo Rodrigues, que j\u00e1 atuou em ocorr\u00eancias como a queda do Edif\u00edcio Liberdade, no centro do Rio, em 2012, o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), em 2019, e a explos\u00e3o de nitrato de am\u00f4nio no porto de Beirute, no L\u00edbano, em 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados 11 dias da trag\u00e9dia que assolou Petr\u00f3polis e que tirou a vida de pelo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-31281","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31281"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31283,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31281\/revisions\/31283"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}