{"id":31320,"date":"2022-02-27T09:55:56","date_gmt":"2022-02-27T12:55:56","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=31320"},"modified":"2022-02-27T09:55:58","modified_gmt":"2022-02-27T12:55:58","slug":"comercio-de-petropolis-reabre-lojas-e-conta-os-prejuizos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/02\/27\/comercio-de-petropolis-reabre-lojas-e-conta-os-prejuizos\/","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio de Petr\u00f3polis reabre lojas e conta os preju\u00edzos"},"content":{"rendered":"\n<p>Doze dias depois da trag\u00e9dia que atingiu Petr\u00f3polis, o com\u00e9rcio da cidade tenta retomar os neg\u00f3cios. A enxurrada que come\u00e7ou no meio da tarde do \u00faltimo dia 15 fez o n\u00edvel da \u00e1gua subir rapidamente e pegou todos de surpresa, impedindo que tomassem medidas de prote\u00e7\u00e3o do estoque, gerando preju\u00edzos aos comerciantes.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1445317&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1445317&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>As lojas situadas na rua do Imperador, uma das principais do centro, foram duramente atingidas. Na Papelaria Obelisco, uma das mais tradicionais com 40 anos no mercado, a perda foi total, disse o gerente Diego Silveira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9poca sempre chove bem, mas nesse dia a chuva n\u00e3o parou. Quando a gente viu, os carros j\u00e1 estavam boiando e n\u00e3o deu tempo de botar todas as comportas. Nesse dia, a \u00e1gua passou do nosso peito. Perdemos tudo o que tinha na loja. O preju\u00edzo \u00e9 perto de R$ 1 milh\u00e3o. N\u00f3s est\u00e1vamos no per\u00edodo escolar, ent\u00e3o est\u00e1vamos tendo uma boa venda. N\u00e3o tem o que fazer\u201d, afirmou Diego. A situa\u00e7\u00e3o da papelaria s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque ela pertence a uma grande rede estadual, que deve absorver o preju\u00edzo em sua estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros comerciantes n\u00e3o t\u00eam essa facilidade, pois eles t\u00eam lojas familiares, passadas de pai para filhos, e amargaram por conta pr\u00f3pria o preju\u00edzo. Um exemplo \u00e9 a loja de instrumentos musicais Casa Seabra, fundada em 1969 e tocada pela pr\u00f3pria fam\u00edlia. Segundo a gerente Ariadne Marques dos Santos, filha do fundador, a \u00e1gua subiu t\u00e3o depressa que n\u00e3o foi poss\u00edvel retirar boa parte dos instrumentos musicais, que tiveram perda total.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1 sendo bem dif\u00edcil. Porque a gente n\u00e3o imaginava que ia acontecer uma coisa dessa. Foi inesperado. J\u00e1 houve outras enchentes, mas n\u00e3o perdemos nada, pois coloc\u00e1vamos os instrumentos acima de um metro de altura. S\u00f3 que esta chuva foi at\u00edpica, subiu mais de um metro e meio [a \u00e1gua]. Perdemos muitos instrumentos, acess\u00f3rios e balc\u00f5es. Tudo vai ter que ser trocado, at\u00e9 as paredes. Vamos reabrir depois do carnaval, mas n\u00e3o sei quando. O preju\u00edzo foi em torno de R$ 150 mil\u201d, contou Ariadne.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto os comerciantes da regi\u00e3o central contavam as perdas materiais, outros lamentavam a perda dos clientes mortos nos deslizamentos, conforme lembrou Jaime dos Santos, que tem um pequeno boteco, na subida do Morro da Oficina, onde morreu a maior parte das pessoas na trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/kLCJFpnnsQNUNke9llLVWafUIPw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_7170_1.jpg?itok=LfPRsFgR\" alt=\"O comerciante Jaime dos Santos retoma atividades em sua lanchonete no Morro da Oficina, ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>O comerciante Jaime dos Santos retoma atividades em sua lanchonete no Morro da Oficina, ap\u00f3s as chuvas em Petr\u00f3polis. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cNunca pensei que isso pudesse acontecer. Tinha muita gente conhecida, que n\u00e3o vir\u00e1 mais vir aqui no meu bar. Infelizmente. Eles morreram. V\u00e3o ficar na mem\u00f3ria\u201d, desabafou Jaime, cujo bar ficou cinco dias fechado, pois n\u00e3o havia fornecimento de \u00e1gua. O estabelecimento n\u00e3o foi afetado, mas poucos metros \u00e0 frente, do outro lado da rua, praticamente tudo desabou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Confec\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Petr\u00f3polis \u00e9 famosa pela quantidade de lojas de roupas e empresas de confec\u00e7\u00f5es, o que leva centenas de pessoas a subir a serra diariamente, principalmente nos fins de semana, em busca de boas ofertas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para esses empres\u00e1rios, a esperan\u00e7a \u00e9 ter o trabalho normalizado no meio do ano. Addison Meneses, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Confec\u00e7\u00f5es de Petr\u00f3polis, tem uma empresa considerada de pequeno\/m\u00e9dio porte. Antes da pandemia, a produ\u00e7\u00e3o girava em torno de cinco mil pe\u00e7as por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcho que n\u00e3o vai demorar muito para a nossa engrenagem voltar a funcionar. Para o inverno agora, a gente j\u00e1 vai estar trabalhando de novo. \u00c9 uma temporada important\u00edssima. Acho que daqui a dois, tr\u00eas meses, as pessoas j\u00e1 est\u00e3o com as lojas em condi\u00e7\u00f5es de receber (clientes). O primeiro impacto \u00e9 realmente muito ruim, mas as pessoas v\u00e3o se reinventar\u201d, disse Addison.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos motivos pelos quais ele acredita na recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 que o setor hoje \u00e9 mais pulverizado. No lugar das grandes empresas que marcaram a cidade como o maior polo industrial da Am\u00e9rica do Sul nos anos 50 e 60, hoje atuam companhias menores, com poucos funcion\u00e1rios, mas h\u00e1 tamb\u00e9m a m\u00e3o de obra de costureiras que fazem os seus servi\u00e7os em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa de Addison, instalada em Petr\u00f3polis h\u00e1 37 anos, tem cinco empregadas contratadas e o restante das pe\u00e7as fica por conta dos grupos de costureiras espalhados pela cidade, em geral com no m\u00e1ximo de tr\u00eas em cada localidade. O problema agora \u00e9 que muitas moram em \u00e1reas bastante atingidas pela chuva como \u00e9 a regi\u00e3o da 24 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVai abalar o setor, o empres\u00e1rio, mas a gente vai se reinventar rapidinho por estar pulverizado. Muita gente tamb\u00e9m vende para fora da cidade. O que a gente vai ter que reconstruir \u00e9 a Rua Teresa, que hoje est\u00e1 parada\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/LGlq9c_lo3r62ErFaqESQyf28Ng=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_7289.jpg?itok=mnb8W-rP\" alt=\"Comerciantes da Rua do Imperador, na regi\u00e3o central de Petr\u00f3polis, retomam atividades dez dias ap\u00f3s as chuvas.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption>Comerciantes da Rua do Imperador, na regi\u00e3o central de Petr\u00f3polis, voltaram a trabalhar ap\u00f3s as chuvas. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Embora confiante no retorno da atividade, Addison destacou que, para recuperar a produ\u00e7\u00e3o, os empres\u00e1rios precisam da ajuda do poder p\u00fablico com a libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. Ele espera poder reabrir a empresa na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente tem que fazer com que o governo olhe de uma forma especial para o empres\u00e1rio da regi\u00e3o, dando recursos ao custo vi\u00e1vel e com tempo para pagar as presta\u00e7\u00f5es e as pessoas terem um f\u00f4lego para reconstruir. Teve gente que perdeu estoque, teve quem perdeu m\u00e1quina. Como \u00e9 uma coisa muito pulverizada, o empres\u00e1rio est\u00e1 sem dinheiro, mas ele vai dar um jeito se o governo ajudar. At\u00e9 mesmo por causa da pandemia, os empres\u00e1rios j\u00e1 est\u00e3o h\u00e1 um tempo com a situa\u00e7\u00e3o complicada\u201d, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doze dias depois da trag\u00e9dia que atingiu Petr\u00f3polis, o com\u00e9rcio da cidade tenta retomar os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31321,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-31320","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31320"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31323,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31320\/revisions\/31323"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}