{"id":35333,"date":"2022-05-01T05:00:00","date_gmt":"2022-05-01T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=35333"},"modified":"2022-04-30T12:15:23","modified_gmt":"2022-04-30T15:15:23","slug":"brasil-e-o-quinto-pais-mais-buscado-por-imigrantes-venezuelanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/05\/01\/brasil-e-o-quinto-pais-mais-buscado-por-imigrantes-venezuelanos\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds mais buscado por imigrantes venezuelanos"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre olhares desconfiados e cansados, crian\u00e7as brincando e malas que se amontoam, filas se formam nas tendas da Opera\u00e7\u00e3o Acolhida, com centenas de venezuelanos que ainda buscam no Brasil um local para recome\u00e7ar a vida. Na fronteira entre Santa Elena de Uair\u00e9n e Pacaraima, cerca de 750 pessoas por dia, em m\u00e9dia, atravessam para o lado brasileiro, carregando o que coube em malas e trazendo tamb\u00e9m expectativas: de encontrar parentes e amigos que j\u00e1 est\u00e3o no pa\u00eds, de conseguir emprego e de uma nova vida.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1456895&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1456895&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Nas tendas da Opera\u00e7\u00e3o Acolhida, criada em 2018, os atendimentos n\u00e3o param. H\u00e1 guich\u00eas para pedidos de resid\u00eancia e ref\u00fagio, para emiss\u00e3o de documentos, como CPF e cart\u00e3o SUS, para cadastro no sistema de emprego. Uma for\u00e7a-tarefa atua&nbsp;nesse primeiro contato do migrante com o Brasil&nbsp;para facilitar a entrada e interioriza\u00e7\u00e3o dos venezuelanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds \u00e9 o quinto destino mais procurado por esses migrantes para viver. De janeiro de 2017 a mar\u00e7o de 2022, o Brasil recebeu 325.763 venezuelanos que permaneceram aqui. Em primeiro lugar est\u00e1 a&nbsp;Col\u00f4mbia, com 1.842.390 refugiados venezuelanos;&nbsp;seguida pelo&nbsp;Peru, com 1.286.464.&nbsp;Equador (513.903) e Chile (448.138) ocupam a terceira&nbsp;e quarta&nbsp;posi\u00e7\u00e3o, respectivamente. Os dados s\u00e3o da plataforma R4V, que&nbsp;re\u00fane informa\u00e7\u00f5es do sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas e do governo brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma das filas, Yurisbel Lopes aguardava atendimento acompanhada pelos\u00a0dois filhos pequenos. Havia chegado naquele dia\u00a0de San F\u00e9lix, no norte da Venezuela, depois de 12 horas em um \u00f4nibus, percorrendo cerca de 600 quil\u00f4metros (km) at\u00e9 ali. Mas ela sabe que a fronteira \u00e9 apenas uma das etapas at\u00e9 conseguir chegar no local em que o marido a espera, em Santa Catarina, a mais de 5,2 mil km dali. Deixou para tr\u00e1s os outros familiares e trouxe em tr\u00eas malas o que restou da vida no pa\u00eds natal.<\/p>\n\n\n\n<p>Perto dali, mototaxistas aguardam passageiros para cruzar a fronteira, seja vindo ou indo para o pa\u00eds vizinho. A maioria dos motociclistas na regi\u00e3o&nbsp;\u00e9 venezuelana, como Naiber Jes\u00fas, que chegou h\u00e1 um ano. Dono de uma moto j\u00e1 bem desgastada, com o guid\u00e3o amarrado por uma corda, ele veio tamb\u00e9m de San F\u00e9lix, mas fez o mesmo trajeto em tr\u00eas dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma moto, ele trouxe a esposa e tr\u00eas crian\u00e7as: um rec\u00e9m-nascido, um menino de quatro anos e uma menina de seis anos. O ca\u00e7ula, que havia nascido na Venezuela, s\u00f3 foi registrado no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta ou a precariedade de documentos \u00e9 um dos problemas que a Opera\u00e7\u00e3o Acolhida enfrenta na hora de registrar a entrada de venezuelanos no pa\u00eds. Segundo o delegado da Pol\u00edcia Federal de Pacaraima, Lu\u00eds Henrique Alves, da Costa, h\u00e1 um n\u00famero expressivo de pessoas sem documenta\u00e7\u00e3o&nbsp;que chegam ali.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo brasileiro tem facilitado a entrada desses imigrantes e a legaliza\u00e7\u00e3o da perman\u00eancia deles. \u201cMesmo aqueles que entraram durante o per\u00edodo de fechamento de fronteiras hoje podem procurar uma unidade da Pol\u00edcia Federal e se regularizar\u201d, afirma L\u00edgia Lucindo, diretora do Departamento de Migra\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, um outro problema \u00e9 preocupante: a entrada de crian\u00e7as e adolescentes desacompanhados. Em 2021, cerca de 5,2 mil crian\u00e7as chegaram ao Brasil sem documentos ou sem o respons\u00e1vel legal, segundo dados do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia\u00a0(Unicef). O adolescente F.R. foi um desses menores de idade que tentou cruzar a fronteira, atr\u00e1s de parte da fam\u00edlia que j\u00e1 vive no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2019, o Unicef identificou um aumento de fluxo de crian\u00e7as desacompanhadas. Segundo Thomas Tancredi, oficial de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a do Unicef, \u00e9 feito o trabalho de identifica\u00e7\u00e3o e retorno para a fam\u00edlia. \u201cA gente apoia com passagem e faz todo o acompanhamento \u2013 tanto jur\u00eddico legal de apoio \u00e0s institui\u00e7\u00f5es do munic\u00edpio ou do estado \u2013 e tamb\u00e9m mant\u00e9m o acompanhamento psicossocial depois que elas j\u00e1 est\u00e3o no munic\u00edpio de destino\u201d, explicou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre olhares desconfiados e cansados, crian\u00e7as brincando e malas que se amontoam, filas se formam<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35334,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-35333","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35333"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35335,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35333\/revisions\/35335"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}