{"id":39521,"date":"2022-07-08T10:27:59","date_gmt":"2022-07-08T13:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=39521"},"modified":"2022-07-08T10:28:01","modified_gmt":"2022-07-08T13:28:01","slug":"bioma-amazonico-tem-30-a-40-mil-especies-so-de-plantas-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/07\/08\/bioma-amazonico-tem-30-a-40-mil-especies-so-de-plantas-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Bioma amaz\u00f4nico tem 30 a 40 mil esp\u00e9cies s\u00f3 de plantas, mostra estudo"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Trabalho divulgado hoje mapeia pesquisas cient\u00edficas na regi\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/119235.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>A\u00e7a\u00ed, tucum\u00e3 e buriti s\u00e3o os insumos da Amaz\u00f4nia que mais apareceram em estudos cient\u00edficos publicados de 2017 a 2021 por institui\u00e7\u00f5es de pesquisa brasileiras sobre mat\u00e9rias-primas da regi\u00e3o. Os estudos foram mapeados na publica\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Bioeconomia amaz\u00f4nica: uma navega\u00e7\u00e3o pelas fronteiras cient\u00edficas e potenciais de inova\u00e7\u00e3o<\/em>, divulgada&nbsp;hoje&nbsp;(8).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1469899&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1469899&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento foi coordenado&nbsp;pela World-Transforming Technologies (WTT), com a participa\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/abori.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ag\u00eancia Bori<\/a>, e mapeou 1.070 artigos cient\u00edficos publicados nos \u00faltimos cinco anos na base internacional de peri\u00f3dicos&nbsp;<em>Web of Science<\/em>. As \u00e1reas mais pesquisadas s\u00e3o ci\u00eancia das plantas, ci\u00eancias ambientais, ci\u00eancia e tecnologia de alimentos, ecologia, bioqu\u00edmica e biologia molecular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente precisa dar visibilidade \u00e0&nbsp;ci\u00eancia feita na Amaz\u00f4nia e sobre a Amaz\u00f4nia. H\u00e1&nbsp;muita pesquisa sobre os ativos da biodiversidade que t\u00eam o potencial de resolver problemas importantes da sociedade, como tratamento de c\u00e2ncer, tratamento para preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o com merc\u00fario, biomateriais, biopl\u00e1stico. H\u00e1&nbsp;muita coisa interessante sendo pesquisada que pode, de fato, virar tecnologia, solu\u00e7\u00e3o para problemas da sociedade\u201d, diz o idealizador do estudo e gerente de opera\u00e7\u00f5es da WTT, Andre Wongtschowski.<\/p>\n\n\n\n<p>O bioma amaz\u00f4nico \u00e9 continental, ocupa quase metade do territ\u00f3rio do pa\u00eds, \u00e9 compartilhado por pa\u00edses vizinhos como Col\u00f4mbia e Peru e se destaca como territ\u00f3rio de megabiodiversidade. Conforme ressalta a publica\u00e7\u00e3o, o n\u00famero total de esp\u00e9cies de animais e plantas ainda n\u00e3o \u00e9 conhecido, mas estima-se que existam pelo menos de 30 a 40 mil esp\u00e9cies apenas de plantas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Insumos mais citados<\/h2>\n\n\n\n<p>A partir do mapeamento dos 1.070 artigos cient\u00edficos, foram analisados 621 estudos, que seguem crit\u00e9rios de gera\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos e poss\u00edveis inova\u00e7\u00f5es a partir da sociobiodiversidade amaz\u00f4nica. Entre eles, 11&nbsp;insumos aparecem em praticamente uma a cada tr\u00eas pesquisas: a\u00e7a\u00ed, tucum\u00e3, buriti, piper, aniba, castanha do Brasil, andiroba, cupua\u00e7u, lippia, guaran\u00e1 e bacaba.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas s\u00e3o variadas. Nelas, os insumos s\u00e3o usados, por exemplo, para supress\u00e3o tumoral de c\u00e9lulas de c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, agente sensibilizador para terapia fotodin\u00e2mica de c\u00e2ncer&nbsp;e como agente em combate a doen\u00e7as infecciosas. As pesquisas trabalham tamb\u00e9m com a valida\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da utiliza\u00e7\u00e3o de insumos tradicionalmente empregados na medicina popular no tratamento de anemia, diarreia, mal\u00e1ria, dores, inflama\u00e7\u00f5es, hepatite e doen\u00e7as renais, dadas as atividades anti-inflamat\u00f3ria e antidiarreica, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o pode ser feita tamb\u00e9m em diversas atividades industriais, como produtos artesanais, fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos, fios e redes de pesca, materiais&nbsp;ciment\u00edcios para constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, filmes biodegrad\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos que dar visibilidade a essas pesquisas promissoras, para que elas saiam das prateleiras, saiam do papel e, de fato, se transformem em solu\u00e7\u00f5es para problemas importantes\u201d, defende Wongtschowski.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edtica nacional de inova\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, \u00e9 necess\u00e1ria uma pol\u00edtica nacional de inova\u00e7\u00e3o&nbsp;que estabele\u00e7a grandes objetivos a partir dos desafios do Brasil, que precisam ser resolvidos com a ci\u00eancia. Nas solu\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso engajar a comunidade cient\u00edfica, empresas, governos, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e a sociedade em geral.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante que esses desafios conversem com os desafios da sociedade, essas solu\u00e7\u00f5es precisam justamente olhar para os desafios que a gente tem como sociedade, sejam eles sociais ou ambientais\u201d, diz Wongtschowski. \u201c\u00c9 preciso&nbsp;ter&nbsp;realmente a colabora\u00e7\u00e3o entre esses v\u00e1rios setores para que as solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas fiquem de p\u00e9, para que configurem&nbsp;uma cadeia de valor de ponta a ponta, que entregue benef\u00edcios \u00e0&nbsp;popula\u00e7\u00e3o, que fomente a manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9, ou seja, que d\u00ea valor para os produtos da biodiversidade\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o traz ainda, em destaque, o resumo de sete estudos, selecionados a partir de crit\u00e9rios como potencial inovativo e relev\u00e2ncia cient\u00edfica, social e econ\u00f4mica, al\u00e9m de cinco artigos anal\u00edticos in\u00e9ditos escritos por pesquisadores, gestores e empreendedores de renome na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia na Amaz\u00f4nia<\/h2>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o destaca tamb\u00e9m que as especificidades e a complexidade da Amaz\u00f4nia devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o quando se trata de inova\u00e7\u00e3o. Uma vez que bases da bioeconomia no Amazonas encontram-se diretamente ligadas aos recursos nativos da fauna, flora e microrganismos do bioma amaz\u00f4nico, \u00e9 preciso, acima de tudo, conservar a floresta e levar em considera\u00e7\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores prop\u00f5em quatro princ\u00edpios: conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade; ci\u00eancia e tecnologia voltadas ao uso sustent\u00e1vel da sociobiodiversidade; diminui\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais e territoriais e&nbsp;expans\u00e3o das \u00e1reas florestadas biodiversas e sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada processo inovador necessita considerar as quest\u00f5es culturais, as salvaguardas socioambientais, os diversos territ\u00f3rios e o impacto a ser gerado para que essas tecnologias possam ser transformadoras do&nbsp;mundo,&nbsp;em um processo que fortale\u00e7a as popula\u00e7\u00f5es locais e mantenha a floresta em p\u00e9\u201d, diz a professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Tatiana Schor, em um dos artigos da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho divulgado hoje mapeia pesquisas cient\u00edficas na regi\u00e3o Por Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-39521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39521"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39523,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39521\/revisions\/39523"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}