{"id":39818,"date":"2022-07-13T10:57:16","date_gmt":"2022-07-13T13:57:16","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=39818"},"modified":"2022-07-13T10:57:17","modified_gmt":"2022-07-13T13:57:17","slug":"ibge-1-a-cada-7-adolescentes-sofreu-algum-tipo-de-violencia-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/07\/13\/ibge-1-a-cada-7-adolescentes-sofreu-algum-tipo-de-violencia-sexual\/","title":{"rendered":"IBGE: 1 a cada 7 adolescentes sofreu algum tipo de viol\u00eancia sexual"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Entrevistados moram nas capitais do pa\u00eds e t\u00eam entre 13 e 15 anos<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/132656.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>No Brasil, 14,6% dos adolescentes, ou seja, um a cada sete, sofreram algum tipo de viol\u00eancia sexual, o que inclui desde ass\u00e9dio a estupro. Desses, 5,6% tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2009\/2019, divulgados&nbsp;hoje&nbsp;(13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1470641&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1470641&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o analisa os dados da s\u00e9rie hist\u00f3rica&nbsp;de dez&nbsp;anos da PeNSE, considerando as pesquisas divulgadas em&nbsp;<a href=\"callto:2009, 2012, 2015\">2009, 2012, 2015<\/a>&nbsp;e 2019. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o referentes aos estudantes do 9\u00ba ano do ensino fundamental, grupo que inclui adolescentes de 13 a 15 anos, das capitais brasileiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia sexual vem sendo captada na PeNSE desde 2015. Segundo o IBGE, nessa edi\u00e7\u00e3o, a pergunta buscava mensurar o percentual de estudantes que alguma vez na vida foram obrigados a terem rela\u00e7\u00f5es sexuais. Nesse ano, o resultado da pesquisa mostrou que 3,7% dos alunos do 9\u00ba ano das capitais brasileiras tinham passado por essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;IBGE identificou que, muitas&nbsp;vezes, o adolescente, seja pela falta de maturidade ou pelo contexto em que \u00e9 socializado, n\u00e3o tem clareza sobre o que \u00e9 ou n\u00e3o considerado viol\u00eancia sexual, por isso, em 2019, a pesquisa mudou e passou a&nbsp;trazer exemplos desse tipo de viol\u00eancia, como ser&nbsp;tocado, manipulado, beijado ou&nbsp;ter&nbsp;passado por situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de partes do corpo.&nbsp;O percentual, ent\u00e3o, aumentou para cerca de 15%, sendo que quase 6% tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do aumento dos registros de viol\u00eancia sexual, o estudo mostra ainda o aumento da viol\u00eancia f\u00edsica sofrida pelos adolescentes. O&nbsp;percentual de estudantes que sofreram agress\u00e3o f\u00edsica por um adulto da fam\u00edlia teve aumento progressivo em dez anos, passando de 9,4%, em 2009, para 11,6% em 2012 e 16% em 2015. Em 2019, 27,5% dos escolares sofreram alguma agress\u00e3o f\u00edsica cujo agressor foi o pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel e 16,3% dos escolares sofreram agress\u00e3o por outras pessoas. Segundo o IBGE, em 2019, foram feitas mudan\u00e7as tamb\u00e9m nesta quest\u00e3o, o que pode&nbsp;ter&nbsp;impactado os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostrou ainda aumento na falta de seguran\u00e7a no trajeto para a escola. Em dez anos, dobrou o percentual de&nbsp;estudantes do 9\u00ba ano das capitais que faltaram ao menos um dia \u00e0 escola porque n\u00e3o se sentiram seguros no trajeto ou na escola, passando de 8,6% em 2009 para 17,3% em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, a falta de seguran\u00e7a e as v\u00e1rias viol\u00eancias sofridas pelos estudantes podem resultar n\u00e3o somente em agravos \u00e0 sa\u00fade dos adolescentes, como podem&nbsp;ter&nbsp;repercuss\u00f5es sobre a vida escolar, resultando em falta \u00e0s aulas e abandono escolar.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cen\u00e1rio pr\u00e9-pandemia<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados referem-se aos dez anos que antecedem o in\u00edcio da pandemia de covid-19, iniciada em 2020.&nbsp;\u201cTemos a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se trata da realidade atual, mas se trata de um arcabou\u00e7o de an\u00e1lise que permite verificar como estava a tend\u00eancia de determinados fatores que, afetados pela pandemia, podem&nbsp;ter&nbsp;resultado em situa\u00e7\u00f5es mais graves, que merecem uma interven\u00e7\u00e3o mais clara e, com isso, subs\u00eddios para um conhecimento melhor de como agir nesse momento\u201d, diz o gerente da pesquisa, Marco Antonio Ratzsch de&nbsp;Andreazzi.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que a propor\u00e7\u00e3o de estudantes do 9\u00ba ano do ensino fundamental de escolas p\u00fablicas que tinham internet onde residiam passou de 43,9% em 2009 para 91,6% em 2019. Considerados todos os estudantes, essa propor\u00e7\u00e3o chegou a&nbsp;93,6% em 2019, um aumento de 76,8% desde 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>O acesso \u00e0 internet e a dispositivos eletr\u00f4nicos impactou, sobretudo na pandemia, o acesso \u00e0s aulas, uma vez que as escolas tiveram que fechar as portas para impedir a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro quesito para o qual a pandemia chamou a aten\u00e7\u00e3o foi \u00e0 lavagem de m\u00e3os. O estudo mostra que, enquanto 98,2% dos adolescentes da rede privada tinham pia em condi\u00e7\u00f5es de uso e com sab\u00e3o em suas escolas&nbsp;em 2019, somente 63,7% dos adolescentes das escolas p\u00fablicas contavam com isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental, em 2019, 59,5% das meninas apontaram mal estar frequente por terem muita preocupa\u00e7\u00e3o; 58,8%, por irrita\u00e7\u00e3o e&nbsp;nervosismo; e 33,7% sentiam que a vida n\u00e3o valia&nbsp;a pena. Entre os meninos, esses percentuais eram respectivamente 42%, 28,5% e 14,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dez anos, aumentou o n\u00famero de estudantes insatisfeitos com o pr\u00f3prio corpo: o percentual dos que reclamavam de serem gordos e muitos gordos&nbsp;passou de 17,5%&nbsp;em 2009&nbsp;para 23,2%&nbsp;em 2019. J\u00e1 entre os que se consideravam magros ou muito magros, a taxa era de 21,9% e chegou a 28,6%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre a pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>A PeNSE, feita por amostragem, \u00e9 realizada em parceria com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com o objetivo de coletar informa\u00e7\u00f5es para dimensionar os fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade dos adolescentes. S\u00e3o pesquisados diversos aspectos referentes \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e emocional, como seguran\u00e7a em casa e na escola, acesso \u00e0 internet, uso de preservativos, rela\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo e com a alimenta\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o divulgada&nbsp;hoje, o IBGE tra\u00e7a as tend\u00eancias apontadas pelos dados coletados nas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es da pesquisa. Como a metodologia mudou ao longo dos anos, para que possam ser comparados, os pesquisadores buscaram uniformizar&nbsp;as bases considerando neste estudo os estudantes do 9\u00ba ano &#8211; amostra menor que a da PeNSE, que considera atualmente os jovens de 13 a 17 anos &#8211; e apenas as capitais brasileiras.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi divulgado como estat\u00edstica experimental pois, de acordo com o IBGE, aplica novos m\u00e9todos n\u00e3o utilizados,&nbsp;que ainda est\u00e3o em fase de teste e sob avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Paula Laboissi\u00e8re<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevistados moram nas capitais do pa\u00eds e t\u00eam entre 13 e 15 anos Por Mariana<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-39818","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39818"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39818\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39820,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39818\/revisions\/39820"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}