{"id":41377,"date":"2022-08-07T14:00:00","date_gmt":"2022-08-07T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=41377"},"modified":"2022-08-06T10:51:47","modified_gmt":"2022-08-06T13:51:47","slug":"exposicao-no-mar-discute-territorios-de-homens-negros-e-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/08\/07\/exposicao-no-mar-discute-territorios-de-homens-negros-e-racismo\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o no MAR discute territ\u00f3rios de homens negros e racismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-small-font-size\"><em><strong>Por Alana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Museu de Arte do Rio (MAR) recebe, a partir de hoje (6), a mostra individual&nbsp;<em>Ramificar<\/em>, do artista pl\u00e1stico RAMO. A entrada \u00e9 gratuita e o museu fica na Pra\u00e7a Mau\u00e1, na zona portu\u00e1ria do Rio de Janeiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1474539&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1474539&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A mostra vai at\u00e9 o dia 6 de novembro, no Espa\u00e7o Orelha, ao lado da biblioteca, no quarto andar do museu, com funcionamento de quinta-feira a domingo, sempre das 11h \u00e0s 18h, sendo que a entrada ao pavilh\u00e3o ocorre at\u00e9 17h.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, RAMO conta que o tema central da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de conex\u00e3o entre os dois territ\u00f3rios que s\u00e3o muito importantes para ele: a cidade de Mau\u00e1, no ABC Paulista, onde nasceu, com a Pra\u00e7a Mau\u00e1 e a Pequena \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma justaposi\u00e7\u00e3o entre as culturas que est\u00e3o sendo trabalhadas ali, pensando e produzindo a partir do corpo de homens pretos e perif\u00e9ricos, ou favelados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o do Rio de Janeiro que compreende a zona portu\u00e1ria, Gamboa e Sa\u00fade, e tamb\u00e9m onde se encontra a Comunidade Remanescentes de Quilombos da Pedra do Sal, Santo Cristo, assim como outros locais habitados por escravizados alforriados, ficou conhecida como Pequena \u00c1frica, entre os anos de 1850 e 1920.<\/p>\n\n\n\n<p>RAMO explicou que, ao olhar para esse exerc\u00edcio social, buscou solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, visuais e po\u00e9ticas para lidar com a constante neglig\u00eancia do estado brasileiro em rela\u00e7\u00e3o a essa popula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. O artista levanta o debate sobre o racismo e a viol\u00eancia contra o negro. \u201cA ideia \u00e9 discutir territ\u00f3rio e, ao mesmo tempo, criar solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas no campo das artes visuais para essa vereda com que a gente precisa lidar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, s\u00e3o 29 obras expostas, sendo tr\u00eas produzidas exclusivamente para a exposi\u00e7\u00e3o: duas pinturas (<em>Amor<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Tereza<\/em>) e uma instala\u00e7\u00e3o 111 (<em>Neo Ex-Votos<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>A instala\u00e7\u00e3o traz a proposta de cura para a vilaniza\u00e7\u00e3o do homem preto e perif\u00e9rico a partir da mem\u00f3ria do Massacre do Carandiru, chacina resultou em 111 mortos e que completa 30 anos no dia 2 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a obra&nbsp;<em>Tereza<\/em>&nbsp;traz um momento de esperan\u00e7a e afeto para a exposi\u00e7\u00e3o, ao mostrar um autorretrato de RAMO e sua companheira, Ester Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>RAMO conta que a exposi\u00e7\u00e3o pretende entender a periferia carioca em sua complexidade, a partir da troca e do aprendizado com os moradores locais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Ramificar<\/em>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 refletir sobre esse movimento, essas idas e vindas, esses fluxos e refluxos, partindo do meu corpo de homem preto e perif\u00e9rico e do desejo de dialogar com os meus pares, porque a periferia \u00e9 extremamente m\u00faltipla. Eu espero que as pessoas se sintam tocadas, reflitam e ramifiquem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Roger Ramos come\u00e7ou a demonstrar talento para as artes pl\u00e1sticas ainda novo, apoiado pelos pais, que o incentivavam a ler e escrever. Desenhava desde crian\u00e7a e sempre esteve ligado a processos pedag\u00f3gicos e educativos que lidam com a arte. Profissionalmente, o artista RAMO surgiu em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele estar\u00e1 na abertura da mostra e convidou outros artistas pl\u00e1sticos cariocas para participar de uma feira de arte paralela, chamada&nbsp;<em>O corre<\/em>, g\u00edria que se refere \u00e0 rotina corrida, \u00e0 luta di\u00e1ria de artistas e produtores, em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de 2020, RAMO participou com duas obras da exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Rua!<\/em>, tamb\u00e9m no MAR.<\/p>\n\n\n\n<p>O curador-chefe do MAR, Marcelo Campos, afirmou que a exposi\u00e7\u00e3o mant\u00e9m o museu em di\u00e1logo com os jovens e os artistas contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRAMO n\u00e3o trabalha diretamente com a cena violenta. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de imagin\u00e1rio da viol\u00eancia. Voc\u00ea vai ter na obra, por exemplo, um elemento como o rosto coberto pela camiseta, que \u00e9 a refer\u00eancia ao Carandiru e \u00e0 ideia de vil\u00e3o. Ou seja, na obra do RAMO, voc\u00ea vai ter elementos que te colocam em di\u00e1logo e reflex\u00e3o sobre a viol\u00eancia, mas voc\u00ea n\u00e3o tem a cena\u201d, destac Campos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mostra ajuda a cumprir a nossa miss\u00e3o no MAR de manter o di\u00e1logo com os jovens e os artistas contempor\u00e2neos. Com&nbsp;<em>Ramificar<\/em>&nbsp;conseguimos tamb\u00e9m colocar a arte a favor de discuss\u00f5es fundamentais para a nossa sociedade e, principalmente, para a regi\u00e3o onde estamos\u201d, acrescenta Raphael Callou, diretor da Organiza\u00e7\u00e3o de Estados Ibero-americanos (OEI), que \u00e9 gestora do MAR desde janeiro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong><em>Edi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro O Museu de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41378,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,17],"tags":[],"class_list":["post-41377","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41377"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41377\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41379,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41377\/revisions\/41379"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}