{"id":41835,"date":"2022-08-14T15:00:00","date_gmt":"2022-08-14T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=41835"},"modified":"2022-08-13T19:46:51","modified_gmt":"2022-08-13T22:46:51","slug":"costa-fluminense-e-corredor-migratorio-de-baleias-jubarte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/08\/14\/costa-fluminense-e-corredor-migratorio-de-baleias-jubarte\/","title":{"rendered":"Costa fluminense \u00e9 corredor migrat\u00f3rio de baleias-jubarte"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais de 60 cet\u00e1ceos da esp\u00e9cie foram vistos neste ano<\/h3>\n\n\n\n<p>Mais de 60 baleias-jubarte foram avistadas na costa fluminense, nos \u00faltimos dois meses. O litoral do Rio de Janeiro \u00e9 um corredor migrat\u00f3rio, por onde passam anualmente animais dessa esp\u00e9cie, nos meses de junho e julho. Elas v\u00eam da Ant\u00e1rtica em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o e cria de filhotes, no Nordeste brasileiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1476125&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1476125&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O corredor migrat\u00f3rio tornou-se objeto de estudo, desde o ano passado, do Projeto Ilhas do Rio, que j\u00e1 monitora os cet\u00e1ceos h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, na regi\u00e3o do Monumento Natural das Ilhas Cagarras (Mona Cagarras) e em seu entorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a coordenadora de pesquisa dos cet\u00e1ceos do Projeto Ilhas do Rio, Liliane Lodi, o n\u00famero de ocorr\u00eancias dessas baleias no Rio de Janeiro vem aumentando ano ap\u00f3s ano.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c\u00c9 uma tend\u00eancia, porque a popula\u00e7\u00e3o de baleias-jubarte em todo o hemisf\u00e9rio sul est\u00e1 crescendo. Isso tem sido observado no Brasil e na Austr\u00e1lia, com o fim da ca\u00e7a comercial. A popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 voltando a se recuperar e o n\u00famero de baleias tem aumentado\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Filhote<\/h2>\n\n\n\n<p>As expedi\u00e7\u00f5es realizadas em alto mar pela equipe conduzida pelo Instituto Mar Adentro registram a fila de jubartes rumo \u00e0 Regi\u00e3o Nordeste e confirmam a presen\u00e7a da esp\u00e9cie no litoral carioca.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, para surpresa da coordenadora Liliane Lodi, foi feito um registro in\u00e9dito na \u00e1rea do Mona Cagarras: uma jubarte com um filhote rec\u00e9m-nascido, que recebeu o nome de Heloisa, em homenagem \u00e0 Garota de Ipanema, Heloisa Pinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Liliane, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar o sexo dos filhotes e, por esse motivo, o nome escolhido pelos pesquisadores \u00e9 uma mera brincadeira: \u201c\u00e9 uma brincadeira que os pesquisadores fazem para batizar os animais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Liliane destacou que o nascimento de uma jubarte em \u00e1guas cariocas \u00e9 um indicativo de que a costa fluminense pode vir a ser uma \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o e cria dessa esp\u00e9cie de cet\u00e1ceos, assim como Abrolhos, na Bahia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/t1Lp_Ufn9ygMZqY10LkVkxtmd3o=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/bia_hetzel_pir_0974b.jpg?itok=ZgFo11QC\" alt=\"baleias-jubarte\" title=\"Bia Hetzel\/Projeto Ilhas do Rio\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Baleias-jubarte na costa fluminense &#8211;&nbsp;<strong>Bia Hetzel\/Projeto Ilhas do Rio<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intera\u00e7\u00e3o com golfilhos<\/h2>\n\n\n\n<p>O \u201ccorredor migrat\u00f3rio\u201d ainda \u00e9 pouco estudado no Brasil. Nas sa\u00eddas de campo de 2022, os pesquisadores avistaram, por 28 vezes, grupos de at\u00e9 sete animais. Em uma das sa\u00eddas, observou-se um grupo com sete baleias-jubarte em associa\u00e7\u00e3o com 30 golfinhos do tipo fl\u00edper interagindo pacificamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo aconteceu em 2021, quando 400 golfinhos foram vistos junto \u00e0s jubartes. \u201cMesmo ap\u00f3s tantos anos de pesquisa, \u00e9 sempre uma emo\u00e7\u00e3o muito forte avistar esses animais. \u00c9 como se fosse sempre a primeira vez\u201d, salientou Liliane.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises das fotos mostraram que 18 indiv\u00edduos foram identificados individualmente este ano, atrav\u00e9s de marcas naturais. O padr\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o branco e preto da regi\u00e3o inferior da nadadeira caudal \u00e9 \u00fanico para cada indiv\u00edduo e funciona como uma impress\u00e3o digital ou c\u00f3digo de barras. \u201cDessa forma, pode-se tra\u00e7ar o hist\u00f3rico de vida desses animais\u201d, comentou a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Continuidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores v\u00e3o continuar monitorando as jubartes, porque as pesquisas com esses animais s\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVai ter continuidade no monitoramento do corredor, em 2023, porque s\u00e3o pesquisas de muito longo prazo. A gente precisa de muitos anos para ter resultados, para ver se o n\u00famero tem aumentado, se elas continuam passando pela \u00e1rea ou n\u00e3o. Isso precisa ser monitorado ao longo dos anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores desconhecem o local por onde as baleias retornam das \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o e cria em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ant\u00e1rtica. \u201cA gente s\u00f3 conhece quando elas est\u00e3o subindo. Quando elas est\u00e3o voltando, provavelmente, o fazem por \u00e1reas muito oce\u00e2nicas e muito afastadas da costa, que n\u00e3o envolvem a nossa \u00e1rea de pesquisa\u201d. N\u00e3o h\u00e1 registros desses cet\u00e1ceos descendo do Nordeste brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estudo<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 10 anos, os pesquisadores do projeto monitoram os padr\u00f5es de ocorr\u00eancia, distribui\u00e7\u00e3o, comportamento e movimentos dos cet\u00e1ceos. O estudo j\u00e1 registrou a ocorr\u00eancia de seis esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos: baleia-jubarte (<em>Megaptera novaeangliae<\/em>), baleia-de-bryde (<em>Balaenoptera brydei<\/em>), baleia-franca-austral (<em>Eubalaena australis<\/em>), orca (<em>Orcinus orca<\/em>), golfinho-de-dentes-rugosos (<em>Steno bredanensis<\/em>) e golfinho-fliper (<em>Tursiops truncatus<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Todas essas esp\u00e9cies se encontram no litoral carioca, especialmente no Mona Cagarras e na \u00e1rea compreendida entre a barra da Ba\u00eda de Guanabara, praias da zona sul, suas ilhas e adjac\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa regi\u00e3o \u00e9 reconhecida pela alian\u00e7a internacional\u00a0<em>Mission Blue<\/em>\u00a0como um\u00a0<em>Hope Spot<\/em>\u00a0(ponto de esperan\u00e7a). Significa uma extens\u00e3o com grande abund\u00e2ncia e diversidade de esp\u00e9cies,\u00a0<em>habitats<\/em>\u00a0ou ecossistemas, com popula\u00e7\u00f5es raras, amea\u00e7adas ou end\u00eamicas que carecem de prote\u00e7\u00e3o, pois constitui uma \u00e1rea cr\u00edtica para a sa\u00fade dos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Alana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Bia Hetzel\/Projeto Ilhas do Rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 60 cet\u00e1ceos da esp\u00e9cie foram vistos neste ano Mais de 60 baleias-jubarte foram<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41836,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-41835","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41835"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41837,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41835\/revisions\/41837"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}