{"id":42006,"date":"2022-08-17T12:25:34","date_gmt":"2022-08-17T15:25:34","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=42006"},"modified":"2022-08-17T12:25:35","modified_gmt":"2022-08-17T15:25:35","slug":"ibge-inicia-censo-em-territorios-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/08\/17\/ibge-inicia-censo-em-territorios-quilombolas\/","title":{"rendered":"IBGE inicia censo em territ\u00f3rios quilombolas"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ser\u00e3o visitadas 5.972 comunidades em todo o pa\u00eds<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/170147.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez, um censo demogr\u00e1fico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica&nbsp;(IBGE) vai contabilizar a popula\u00e7\u00e3o quilombola do Brasil. A&nbsp;iniciativa j\u00e1 vinha sendo trabalhada h\u00e1 algum&nbsp;tempo pelos pesquisadores. Ao todo, ser\u00e3o 5.972 localidades quilombolas, que come\u00e7aram a ser visitadas pelos recenseadores \u00e0s 9h&nbsp;de&nbsp;hoje&nbsp;(17), dia de mobiliza\u00e7\u00e3o do censo quilombola.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1476985&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1476985&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 o primeiro censo em que o IBGE poder\u00e1 oferecer \u00e0&nbsp;sociedade estat\u00edsticas oficiais sobre quantos s\u00e3o os quilombolas, onde vivem e como vivem. \u00c9 muito importante que a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o quilombola esteja preparada e sabendo que o censo est\u00e1 trazendo essa possibilidade pela primeira vez\u201d, disse a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora, com este dia de mobiliza\u00e7\u00e3o a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 sensibilizar as lideran\u00e7as quilombolas para abrirem suas comunidades ao censo e receber os entrevistadores, compreender o que \u00e9 e a import\u00e2ncia do levantamento de dados&nbsp;para retratar a realidade dessa&nbsp;popula\u00e7\u00e3o. \u201cOutro grande objetivo \u00e9 mostrar&nbsp;para a popula\u00e7\u00e3o em geral essa grande novidade do Censo 2022 em termos de povos e comunidades tradicionais. Esse&nbsp;\u00e9 o grande avan\u00e7o neste censo, a inclus\u00e3o de mais um grupo de povos e comunidades tradicionais, que \u00e9 o grupo quilombola\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados nos territ\u00f3rios quilombolas&nbsp;ser\u00e3o coletados a partir da pergunta: sua cor ou ra\u00e7a \u00e9 branca, preta, amarela, parda, ind\u00edgena?&nbsp;Independentemente da resposta,pr\u00e9-registrada, aparecer\u00e1 a pr\u00f3xima pergunta: voc\u00ea se considera quilombola? Se a resposta for sim, o question\u00e1rio vai querer saber: qual o nome da sua comunidade? J\u00e1 existe uma lista de comunidades pr\u00e9-registradas no aplicativo usado pelo recenseador, mas \u00e9 poss\u00edvel acrescentar&nbsp;nomes que n\u00e3o estejam citados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&nbsp; Cor ou ra\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a coordenadora, essa pergunta e a de&nbsp;cor ou ra\u00e7a s\u00e3o feitas separadamente. \u201cUma n\u00e3o interfere na outra, como est\u00e1 definido no Decreto 4.887, em que se fala em presun\u00e7\u00e3o de ancestralidade negra e n\u00e3o de que existe cor ou ra\u00e7a pr\u00e9-definida para a popula\u00e7\u00e3o quilombola\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO IBGE considera quilombola&nbsp;toda pessoa que se autoidentifica como quilombola. Ent\u00e3o, no momento da entrevista, o recenseador vai perguntar: voc\u00ea se identifica como quilombola?,&nbsp;e o informante vai responder. No caso de&nbsp;pessoas que estiverem ausentes do domic\u00edlio, ele&nbsp;tamb\u00e9m vai responder&nbsp;se se considera, ou n\u00e3o, quilombola\u201d, completou a coordenadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Marta Antunes disse que&nbsp;para incluir um grupo populacional pela primeira vez \u00e9 preciso saber o que perguntar e, no caso dos quilombolas, a defini\u00e7\u00e3o das perguntas do question\u00e1rio foi um desafio para o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem que ser uma pergunta que funcione para todas as pessoas, para o idoso, para o mais jovem, aquele que est\u00e1 mais ativo nas discuss\u00f5es e aquele que \u00e9 quilombola, mas n\u00e3o participa tanto do processo mobilizat\u00f3rio associativo e organizativo, tanto no pr\u00f3prio local quanto no estado ou no pa\u00eds. Outro&nbsp;grande desafio do IBGE foi saber qual a pergunta a ser feita para que essa popula\u00e7\u00e3o possa compreender o question\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Seguran\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Para garantir o princ\u00edpio de respeito \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do informante sobre a sua identifica\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial e \u00e0&nbsp;dos demais moradores do domic\u00edlio,&nbsp;o recenseador ou qualquer outra pessoa da equipe de coleta n\u00e3o pode questionar o informante, nem colocar em d\u00favida a sua declara\u00e7\u00e3o. Se houver desrespeito \u00e0 declara\u00e7\u00e3o, o fato pode ser informado ao IBGE por meio do telefone 0800 721 8181, com os dados sobre nome e matr\u00edcula da pessoa respons\u00e1vel pela coleta, sempre dispon\u00edvel no colete dos agentes, nome e endere\u00e7o da ocorr\u00eancia. Todas as situa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o minuciosamente avaliadas e corrigidas internamente, quando for o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>As declara\u00e7\u00f5es dos informantes n\u00e3o podem ser alteradas. \u201cMesmo que ele se considere quilombola e n\u00e3o saiba informar o nome da comunidade, a op\u00e7\u00e3o sim na pergunta se se considera quilombola deve ser mantida. Nesse caso, no campo destinado ao nome da comunidade, o recenseador deve anotar: n\u00e3o sabe\u201d, informou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mapeamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Fora das \u00e1reas pr\u00e9-mapeadas, a pergunta voc\u00ea se considera quilombola?&nbsp;n\u00e3o vai abrir. Nesse caso, o recenseador deve fazer o registro&nbsp;como domic\u00edlio quilombola no cadastro de endere\u00e7o. O gerente de Territ\u00f3rios Tradicionais e \u00c1reas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, disse que embora o direito dos quilombolas esteja previsto na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o Estado brasileiro teve muitas dificuldades, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, para&nbsp;organizar um cadastro nacional das comunidades e fazer o mapeamento dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Damasco, o desafio sempre presente na constru\u00e7\u00e3o de uma proposta t\u00e9cnica e metodol\u00f3gica para a realiza\u00e7\u00e3o do censo dessa popula\u00e7\u00e3o&nbsp;foi, justamente, entender como ela est\u00e1&nbsp;organizada&nbsp;do ponto de vista espacial. \u201cComo ela&nbsp;se distribui&nbsp;no territ\u00f3rio brasileiro e, efetivamente, mostrar essa representa\u00e7\u00e3o socioespacial n\u00e3o \u00e9 algo trivial. Fizemos um longo processo de reuni\u00e3o e levantamento de dados, que envolveu inicialmente os registros administrativos dispon\u00edveis nos \u00f3rg\u00e3os oficiais do Estado brasileiro, em diferentes esferas de gest\u00e3o\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Guias comunit\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<p>O censo nos territ\u00f3rios quilombolas vai contar ainda, quando o recenseador n\u00e3o for quilombola, com a presen\u00e7a de guias comunit\u00e1rios \u201cpara a condu\u00e7\u00e3o segura&nbsp;do recenseador por todos os domic\u00edlios a serem visitados, indicando as melhores rotas de percurso, os melhores hor\u00e1rios para a visita e os c\u00f3digos de conduta a serem adotados\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Marta Antunes lembrou&nbsp;que outra etapa importante na prepara\u00e7\u00e3o do censo dessas comunidades&nbsp;foi&nbsp;o treinamento dos recenseadores. \u201cPara que a popula\u00e7\u00e3o se sinta confort\u00e1vel em responder ao censo \u00e9 importante que sinta que a sua identidade, sua forma de organiza\u00e7\u00e3o social \u00e9 respeitada e, para isso, era importante preparar os entrevistadores&nbsp;para saber lidar com a diversidade, com a chegada a&nbsp;um territ\u00f3rio quilombola e com todo o trabalho de inciar a coleta de dados&nbsp;em territ\u00f3rio tradicional&#8221;,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Protocolos de sa\u00fade<\/h2>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m na prepara\u00e7\u00e3o do censo, as equipes de coleta receberam orienta\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre o contexto da pandemia de&nbsp;covid-19.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Imprensa<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as localidades, o IBGE separou nove em Alagoas, na Bahia, no Distrito Federal, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Rio&nbsp;de Janeiro, em Rond\u00f4nia, no Rio Grande do Sul e Tocantins, onde o trabalho dos recenseadores poder\u00e1 ser acompanhado pela imprensa. Para a defini\u00e7\u00e3o desses lugares, houve um trabalho pr\u00e9vio com as lideran\u00e7as quilombolas para saber se poderiam receber os jornalistas, e uma prepara\u00e7\u00e3o inclusive sanit\u00e1ria, para proteger e evitar&nbsp;a contamina\u00e7\u00e3o de&nbsp;moradores. Ao longo do censo, sempre com uma organiza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, outras \u00e1reas poder\u00e3o ser selecionadas para o acompanhamento da imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e3o visitadas 5.972 comunidades em todo o pa\u00eds Por Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42007,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-42006","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42006"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42006\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42008,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42006\/revisions\/42008"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}