{"id":43813,"date":"2022-09-14T05:00:00","date_gmt":"2022-09-14T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=43813"},"modified":"2022-09-13T18:57:19","modified_gmt":"2022-09-13T21:57:19","slug":"flip-chega-a-20a-edicao-e-homenageia-escritora-maria-firmina-dos-reis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/09\/14\/flip-chega-a-20a-edicao-e-homenageia-escritora-maria-firmina-dos-reis\/","title":{"rendered":"Flip chega \u00e0 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o e homenageia escritora Maria Firmina dos Reis"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Festa liter\u00e1ria retoma ruas de Paraty ap\u00f3s dois anos em formato online<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"> Por Akemi Nitahara \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/183570.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>Com o desafio de trazer para o centro da cena escritores e artistas colocados \u00e0 margem, a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (Flip) chega \u00e0 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o com o tema&nbsp;<em>Ver o Invis\u00edvel&nbsp;<\/em>e homenagem \u00e0 escritora Maria Firmina dos Reis. O evento tamb\u00e9m traz como novidade a artista homenageada, a fot\u00f3grafa Claudia Andujar.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1482148&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1482148&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A festa liter\u00e1ria, que retorna \u00e0 cidade de Paraty, na costa verde fluminense, entre os dias 23 e 27 de novembro, depois de dois anos em formato<em>&nbsp;online<\/em>&nbsp;por causa da pandemia de covid-19, teve sua programa\u00e7\u00e3o anunciada nesta ter\u00e7a-feira (13). A curadoria do evento foi coletiva, feita pela jornalista, tradutora e editora ga\u00facha Fernanda Bastos, a professora da Universidade Federal da Bahia Milena Britto e o professor da Universidade de Princeton Pedro Meira Monteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A 20\u00aa Flip \u00e9 realizada no ano do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia, do centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna e do bicenten\u00e1rio de Maria Firmina dos Reis e representa o trabalho pela palavra e por um ambiente cultural e educacional mais acolhedor. Para os curadores da festa, falar de Maria Firmina dos Reis \u00e9 conectar o Brasil consigo mesmo, trazendo hist\u00f3rias e trajet\u00f3rias diversas e marginalizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Fernanda Basctos, a escritora, uma mulher negra que viveu nas bordas do pa\u00eds no s\u00e9culo 19, criou personagens e narrativas que t\u00eam inspirado coletivos de leitura, professoras e autoras contempor\u00e2neas com sua abordagem de um Brasil real e ficcional que atravessa 200 anos de uma independ\u00eancia controversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernanda disse que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cdar o recado\u201d a partir da homenagem a Maria Firmina, uma autora negra maranhense, de cuja imagem n\u00e3o se disp\u00f5e. \u201cTemos apenas aproxima\u00e7\u00f5es, mas achamos importante mexer com isso, em um momento em que a imagem \u00e9 t\u00e3o importante. Trabalhamos com uma autora que foi ignorada por muito tempo e agora tem sido trabalhada por pesquisadores, mulheres, principalmente, que tamb\u00e9m s\u00e3o marginalizados, assim como foi Maria Firmina.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com pouca informa\u00e7\u00e3o sobre a escritora, estima-se que Maria Firmina tenha nascido em 1822, sendo autora do primeiro romance abolicionista do pa\u00eds,&nbsp;<em>\u00darsula<\/em>, lan\u00e7ado em 1859. Escritora e educadora, sofreu com o &#8220;apagamento&#8221; hist\u00f3rico e vem sendo redescoberta no Brasil e no exterior. Publicou contos e poemas em jornais, comp\u00f4s o&nbsp;<em>Hino da Liberta\u00e7\u00e3o dos Escravos<\/em>&nbsp;e fundou uma escola gratuita para crian\u00e7as. Maria Firmina morreu em 1917, sem qualquer prest\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fot\u00f3grafa homenageada<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/jYbMIGjLl_NNjlLSTytZQ2dBpio=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/925433-flip_paraty_rj_0482.jpg?itok=zTGLTq22\" alt=\"A fot\u00f3grafa su\u00ed\u00e7a Claudia Andujar e o xam\u00e3 ind\u00edgena Davi Kopenawa, paj\u00e9 e presidente da Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami, participam de mesa que a Flip dedicada aos \u00edndios e \u00e0 Amaz\u00f4nia (Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)\" title=\"2.2 W\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A fot\u00f3grafa Claudia Andujar e o xam\u00e3 ind\u00edgena Davi Kopenawa, em participa\u00e7\u00e3o na Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como artista homenageada, a Flip deste ano joga luz sobre a obra de Claudia Andujar, fot\u00f3grafa nascida na Su\u00ed\u00e7a em 1931, que se estabeleceu no Brasil em 1955, depois de passar por alguns pa\u00edses fugindo da persegui\u00e7\u00e3o aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Por d\u00e9cadas, percorreu o pa\u00eds trabalhando para revistas como&nbsp;<em>Life<\/em>,&nbsp;<em>Aperture<\/em>,&nbsp;<em>Look<\/em>,&nbsp;<em>Cl\u00e1udia<\/em>,&nbsp;<em>Quatro Rodas<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Setenta<\/em>&nbsp;e, como&nbsp;<em>freelancer<\/em>, para a revista&nbsp;<em>Realidade<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1970, Claudia participou de exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior, com destaque para a 27\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo e para a exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Yanomami<\/em>, na Funda\u00e7\u00e3o Cartier de Arte Contempor\u00e2nea, em Paris, no ano de 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o curador Pedro Meira Monteiro, a sensibilidade no olhar da fot\u00f3grafa dialoga com o tema dos&nbsp;<em>invis\u00edveis<\/em>&nbsp;proposto pela Flip.<br><br>\u201cO trabalho da Claudia Andujar \u00e9 um tributo \u00e0 sensibilidade diante daqueles que est\u00e3o \u00e0 margem. A pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica dela tem muito a ver com a literatura, a fotografia \u00e9 muito narrativa, \u00e9 sobre essa aproxima\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o com o outro e, ao mesmo tempo, \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o que nunca apaga esse outro. A fotografia da Claudia \u00e9 o pr\u00f3prio exerc\u00edcio de ensina a ver o invis\u00edvel\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Curadoria coletiva<\/h2>\n\n\n\n<p>Pela segunda vez, a Flip tem curadoria coletiva e se posiciona como um laborat\u00f3rio de reflex\u00e3o, com encontros e atividades que buscam pensar sa\u00eddas para as crises contempor\u00e2neas. Segundo a professora Milena Britto, a curadoria buscou trabalhar a literatura em seu conceito expandido, incluindo todas as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas para alavancar narrativas que inspiram a cooperar e seguir em frente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo conciliar tantas diferen\u00e7as, em um pa\u00eds t\u00e3o caudaloso, t\u00e3o complexo? Como colocar linguagens que s\u00e3o vis\u00edveis para poucos? \u00c9 imposs\u00edvel tentar traduzir o pa\u00eds. Ver o invis\u00edvel \u00e9, de alguma forma, colocar em conversa algumas manifesta\u00e7\u00f5es, propostas, cria\u00e7\u00f5es, linguagens que talvez sejam vis\u00edveis para poucos, mas, quando se juntam com algo que \u00e9 diferente e de alguma forma se encontram na fronteira, seja no suporte, em linguagens polif\u00f4nicas, em linguagens variadas\u201d, questionou a curadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A Flip ter\u00e1 17 mesas no evento principal, com convidados como Teresa C\u00e1rdenas, Patricia Lino, Ricardo Aleixo e Benjamin Labatut. Maria Firmina Reis ter\u00e1 duas mesas em sua homenagem:&nbsp;<em>P\u00e1trios Lares<\/em>, com Ana Fl\u00e1via Magalh\u00e3es Pinto (Unicamp e Selo Negro Edi\u00e7\u00f5es), Fernanda Miranda (Mal\u00ea) e Midria (Janda\u00edra); e&nbsp;<em>Minha Liberdade<\/em>, com Lilia Schwarcz (Companhia das Letras e Cobog\u00f3) e Eduardo de Assis Duarte (Editora Mal\u00ea, Pallas e UFMG).<\/p>\n\n\n\n<p>A homenagem \u00e0 fot\u00f3grafa Claudia Andujar ser\u00e1 na mesa&nbsp;<em>Livre e infinito<\/em>, com Nay Jinknss.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festa liter\u00e1ria retoma ruas de Paraty ap\u00f3s dois anos em formato online Por Akemi Nitahara<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43814,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-43813","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43813"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43813\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43815,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43813\/revisions\/43815"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}