{"id":47728,"date":"2022-11-16T13:32:05","date_gmt":"2022-11-16T16:32:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=47728"},"modified":"2022-11-16T13:32:05","modified_gmt":"2022-11-16T16:32:05","slug":"em-2020-1o-ano-da-pandemia-pib-recua-em-24-unidades-da-federacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2022\/11\/16\/em-2020-1o-ano-da-pandemia-pib-recua-em-24-unidades-da-federacao\/","title":{"rendered":"Em 2020, 1\u00ba ano da pandemia, PIB recua em 24 unidades da Federa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Informa\u00e7\u00f5es constam das Contas Regionais 2020, divulgadas pelo IBGE<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Ana Cristina Campos \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/193405.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>Em 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) do Brasil atingiu R$ 7,6 trilh\u00f5es, recuo de 3,3%. Houve quedas no PIB em&nbsp;24 das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o, estabilidade no estado de Mato Grosso e varia\u00e7\u00f5es positivas em Mato Grosso do Sul (0,2%) e Roraima (0,1%).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1493795&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1493795&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es constam das Contas Regionais 2020, elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em parceria com os \u00f3rg\u00e3os estaduais de estat\u00edstica, secretarias estaduais de governo e Superintend\u00eancia da Zona Franca de Manaus (Suframa).<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul teve a maior queda em volume (-7,2%), seguido pelo&nbsp;Cear\u00e1 (-5,7%), Rio Grande do Norte (-5%), Esp\u00edrito Santo (-4,4%), Rond\u00f4nia (-4,4%) e Bahia (-4,4%). Os demais recuos foram em Alagoas (-4,2%), Acre (-4,2%), Pernambuco (-4.1%%), Para\u00edba (-4,0%), Piau\u00ed (-3,5%) e S\u00e3o Paulo (-3,5%).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, no Rio Grande do Sul, o resultado foi provocado&nbsp;pela agricultura, que sofreu impacto&nbsp;da&nbsp;estiagem em 2020, e pelas ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o, devido ao segmento de prepara\u00e7\u00e3o de couros.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sudeste, o volume do PIB foi igual ao nacional (-3,3%), com retra\u00e7\u00e3o mais acentuada no Esp\u00edrito Santo (-4,4%), seguido&nbsp;por S\u00e3o Paulo (-3,5%), Minas Gerais (-3%) e Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;(-2,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Sul teve a maior queda em volume do PIB (-4,2%), entre 2019 e 2020, devido principalmente ao desempenho do&nbsp;Rio Grande do Sul (-7,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Centro-Oeste foi a regi\u00e3o de menor queda em volume (-1,3%), influenciado por&nbsp;Mato Grosso do Sul (0,2%), e Mato Grosso, que se manteve est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, oito unidades da Federa\u00e7\u00e3o trocaram de posi\u00e7\u00e3o no&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;de participa\u00e7\u00e3o no PIB&nbsp;entre 2019 e 2020. Ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2002, apenas em 2014 e 2016 o n\u00famero de movimenta\u00e7\u00e3o&nbsp;de posi\u00e7\u00f5es foi maior. \u201cO Paran\u00e1 avan\u00e7ou da&nbsp;quinta&nbsp;para a&nbsp;quarta&nbsp;posi\u00e7\u00e3o, devido ao seu ganho relativo na agropecu\u00e1ria nacional, enquanto no Rio Grande do Sul&nbsp;a perda de posi\u00e7\u00e3o refletiu sua redu\u00e7\u00e3o em volume e em participa\u00e7\u00e3o na mesma atividade\u201d, diz o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>O Par\u00e1, devido ao ganho relativo atrelado \u00e0s ind\u00fastrias extrativas, avan\u00e7ou da 11\u00aa para a 10\u00aa posi\u00e7\u00e3o, ocupando em 2020 a coloca\u00e7\u00e3o que at\u00e9 o ano anterior era de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>Mato Grosso, que tamb\u00e9m se destacou em 2020 pelo desempenho da agropecu\u00e1ria, avan\u00e7ou para a 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o, ultrapassando o Cear\u00e1, que caiu para a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Mato Grosso do Sul subiu uma posi\u00e7\u00e3o, para a 15\u00aa, enquanto o Amazonas caiu para a 16\u00aa, pois o primeiro elevou sua participa\u00e7\u00e3o no PIB&nbsp;de 1,4% para 1,6%, enquanto o segundo manteve-se com 1,5%&nbsp;entre 2019 e 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve muita troca de posi\u00e7\u00e3o, muito mais que nos anos recentes. Isso \u00e9 reflexo do primeiro ano da pandemia e da forma como ela ocorreu, diferentemente entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o. A agropecu\u00e1ria cresceu 4,2%, mas representa cerca de 5% do PIB nacional, enquanto nos estados do Centro-Oeste chega a 20% do valor adicionado, o que compensou parcialmente a queda nos servi\u00e7os. O Rio Grande do Sul foi um dos poucos estados onde a agropecu\u00e1ria n\u00e3o colaborou, devido a problemas clim\u00e1ticos\u201d, disse a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Po\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a gerente, em 2020,&nbsp;a agropecu\u00e1ria&nbsp;teve&nbsp;supersafras (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul) e aumento do pre\u00e7o das&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;como soja, milho, caf\u00e9&nbsp;e gr\u00e3os de uma maneira geral na agricultura, como tamb\u00e9m aumento nos pre\u00e7os dos produtos da pecu\u00e1ria, contribuindo para o resultado dos estados que t\u00eam produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria relevante em suas economias.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sudeste, \u00fanica regi\u00e3o a perder participa\u00e7\u00e3o no PIB no per\u00edodo, Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;e S\u00e3o Paulo apresentaram redu\u00e7\u00e3o de 0,7 ponto percentual e 0,6 ponto percentual, respectivamente. No estado do Rio, o recuo foi motivado pelas ind\u00fastrias extrativas, com a queda de pre\u00e7o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, enquanto em S\u00e3o Paulo, devido \u00e0s perdas nas atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados e em alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os demais estados da regi\u00e3o, Minas Gerais teve ganho de 0,2 ponto percentual&nbsp;devido ao cultivo de caf\u00e9, e o Esp\u00edrito Santo perdeu 0,1 ponto percentual, tamb\u00e9m afetado pelas ind\u00fastrias extrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Sudeste, S\u00e3o Paulo, Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;e Esp\u00edrito Santo perderam participa\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito Santo perdeu porque o petr\u00f3leo teve queda de pre\u00e7os e sua produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio ainda n\u00e3o se recuperou ap\u00f3s o acidente de Brumadinho (MG), cuja produ\u00e7\u00e3o era pelotizada e escoada pelo Esp\u00edrito Santo. O desempenho positivo do caf\u00e9 n\u00e3o compensou as perdas em outros setores da economia capixaba\u201d, afirmou Alessandra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PIB&nbsp;per capita&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O PIB<em>&nbsp;per capita<\/em>&nbsp;do Brasil, em 2020, foi R$ 35.935,74 e aumentou 2,2% ante 2019. O Distrito Federal manteve o maior PIB&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;(R$&nbsp;87.016,16), 2,4&nbsp;vezes maior que o PIB&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;do pa\u00eds. Na segunda posi\u00e7\u00e3o aparece S\u00e3o Paulo (R$ 51.364,73) e em seguida, Mato Grosso (R$ 50.663,19) ocupando a posi\u00e7\u00e3o que historicamente pertencia ao Rio&nbsp;de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os estados com o menor PIB&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;em 2020, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o ocuparam a 26\u00aa e a 27\u00aa posi\u00e7\u00f5es, respectivamente. Abaixo da vig\u00e9sima posi\u00e7\u00e3o no&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;est\u00e3o quase exclusivamente estados do Nordeste, sendo o Acre a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, no 23\u00ba lugar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados perdeu participa\u00e7\u00e3o pelo quarto ano seguido, caindo de 43,5% em 2019 para 42%. Pela primeira vez, a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados deixou de ser o principal componente do PIB, pela \u00f3tica da renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informa\u00e7\u00f5es constam das Contas Regionais 2020, divulgadas pelo IBGE Por Ana Cristina Campos \u2013 Rep\u00f3rter<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":47729,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-47728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47728"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47730,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47728\/revisions\/47730"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}